Michelle Larcher De Brito needs to turn down the volume (Times Online)
What a racket! Portuguese squeals deafen Paris (The Guardian)
The sounds, screeches, squalls and shrieks of Larcher de Brito (ESPN)
When Does a Shriek Go Too Far?(New York Times)
Aravane Rezai turns down volume on Michelle Larcher de Brito challenge (The Telegraph)
Rezai rises above shrieks of Larcher de Brito (The Independent)
El tenis grita a los cuatro vientos (Marca)
Michelle crie et Aravane passe (Le Monde)
Mês: Maio 2009
Mas não é claro que o que Cavaco fez foi muito pior?!
Vamos ver se eu entendi bem. Cavaco Silva comprou acções (maldito capitalista!) da SLN, e logo mais de 100.000 acções (malvado grande capitalista!). Depois disso, vendeu as acções e teve mais-valias (escândalo! golpe de estado já! peguem nas armas e ocupem as ruas!) de cerca de 140.000€ (que esperam para taxar retroactivamente este rendimento que é sem qualquer dúvida enriquecimento ilícito?). Cavaco Silva nunca ocupou qualquer cargo na SLN, foi apenas um accionista que comprou e vendeu acções. A gente sabe que esta coisa da ‘especulação bolsista’ (mesmo fora de bolsa) e, para mais, ganhando dinheiro, é comportamento de pessoa muito mais imoral do que qualquer violador e estirpador. Por isso, sim, a estratégia do PS, devidamente antecipada por esse génio político que é Vital Moreira, de contrabalançar todos os casos, digamos, peculiares que envolvem o Primeiro-Ministro – Freeport (que é toda uma novela), pressões para arquivar o caso Freeport com devida protecção do alegado pressionador, licenciatura, projectos de arquitectura nas berças, Cova da Beira (com ligação a senhor que também figurou na licenciatura), venda de bens da mãe do PM ao Estado a preços aparentemente mais altos do que os do mercado, a casa comprada mais barata do que as outras iguais cujos compradores estavam isentos de siza – com uma compra e venda de acções com realização de mais-valias por Cavaco Silva é, sem dúvida, muito eficaz. Vão já buscar a guilhotina, que este caso das acções vai ficar feio. E, espera o partido jacobino, sangrento.
Barbaridades que se lêem na net
Um conhecido astrólogo produziu a seguinte pérola no reino da filosofia política:
O anarco capitalismo assente em Ayn Rand e Hayek(…)
Espero que, no meio de duas cartas astrais, arranje um tempito para ler uns artigos básicos. Eu dou uma ajudinha: Ayn Rand, Friedrich Hayek, Anarco-Capitalismo e Minarquismo. Não precisa agradecer.
Porquê votar no dia 7 de Junho?
A caminhada da União Europeia para a democracia nunca existiu, por isso cada acto eleitoral a ele referente é inútil. Mas as próximas eleições para o Parlamento Europeu vão ser particularmente inúteis: não vão determinar em nada se a UE voa ou borrega. É por isso que todos podemos perfeitamente evitar ir votar no dia 7 de Junho.
Com a ajuda preciosa de Ana Gomes.
É preciso lata, muita lata
Através do Carlos Botelho cheguei a esta notícia sobre Vital Moreira: “Vital Moreira falou ainda de moralidade para estabelecer a diferença entre PS e PSD“.
Moralidade?! Bem, é certo que, para muitos de esquerda, ser de esquerda (e quanto mais de esquerda melhor) é uma questão de superioridade moral, assim uma qualidade intrínseca que outros mais egoístas e mesquinhos (os de direita) não possuem. Só pode ser deste seu preconceito e desta sua falta de conhecimento da natureza humana que Vital Moreira fala quando alude a uma suposta moralidade do PS sobre o PSD. É que se vamos para referências de casos estranhos, o PS não tem lições a dar a partido nenhum. Bem (surripiando a ideia ao João Távora) de ética republicana até pode ter; de ética (sem adjectivos), não.
E fica-se?
Então, Nascimento Rodrigues ainda está doente?
Sócrates é um mãos abertas
Nessa resolução é admitida a possibilidade de eventuais operações para o futuro, entre elas a criação de um novo imposto europeu sem um aumento da carga fiscal.
Entre os impostos susceptíveis de serem transformados em impostos europeus, Vital Moreira lembra que o documento em causa aponta «o IVA, os impostos sobre os combustíveis, sobre o consumo de tabaco e álcool, sobre o lucro das sociedades e sobre transacções de valores mobiliários».
O constitucionalista disse que subscreve esse documento e frisou que a sua posição de admitir um imposto europeu sobre transacções financeiras «é a posição do PS».
Dadas as garantias avançadas por Vital Moreira de que a introdução de um imposto europeu seria feita sem aumento da carga fiscal dos contribuintes portugueses, alguém da insuspeita imprensa (com o sem o carimbo de visado pela ERC) já se lembrou de perguntar a José Sócrates, líder do partido que apoia a candidatura de Vital Moreira (nas suas palavras é afinal “a posição do PS”) e putativo candidato do mesmo partido às próximas legislativas, se em consequência disso está disposto a abdicar da autoridade sobre as receitas “[d]o IVA, [d]os impostos sobre os combustíveis, sobre o consumo de tabaco e álcool, sobre o lucro das sociedades e sobre transacções de valores mobiliários” e sobre quem delas beneficia?
Falta de vergonha socialista (2)
Felizmente, parece que pelo menos uma socialista acha vergonhosas as acusações de Vital Moreira:
“Não me revejo neste tipo de declarações”, disse aos jornalistas, no parlamento, Maria de Belém Roseira, adiantando que “não” usa “determinados termos” em política.(…)
“Aquilo que devo testemunhar como presidente da comissão do BPN é a colaboração do PSD no exercício das suas funções”, disse ainda.
Se ainda lá estivesse o Bush a gente até acreditava
Os iranianos demonstram uma grande falta de respeito por Barack Obama.
A provincial official in Iran has accused the United States of being behind Thursday’s bombing of a mosque that killed at least 19 people.
Quem tem medo do “neoliberal”?

Em mais um obituário do “neoliberalismo”, desta vez de João Cardoso Rosas, somos presenteados com uma (yet another) definição dessa doutrina. Depois, podemos ver a contundente pronúncia do seu falhanço. Neste caso, o autor nem se dá ao trabalho de argumentar. O falhanço é evidente e, por definição, o “neoliberalismo” representa «instabilidade dos mercados, aumento das desigualdades e da insegurança, crise da democracia, degradação ambiental.»
O “neoliberalismo” é muito vilipendiado. Usando uma das palavras favoritas do camarada Vital, o “neoliberalismo” é uma fonte de tranquibérnias inomináveis. Mas esta animosidade transcende a barreira tradicional esquerda-direita. João Cardoso Rosas argumenta que se trata de uma doutrina de direita que foi acolhida relutantemente pela direita tradicional e pela esquerda democrática. Talvez tenha alguma razão. Isso explica a facilidade com que ambos os lados, naturalmente estatistas, vêm agora demarcar-se da referida “doutrina”. À esquerda, clama-se contra as políticas neoliberais de direita. (Presume-se que sejam ainda piores do que as neoliberais de esquerda, pois estas são … bem … de esquerda.) A crise é neoliberal. A globalização é neoliberal. Pior que tudo, acusação, juízo e execução definitiva: O “Bush” era neoliberal. (Ou neoconservador, que deve ser a mesma coisa, pois também tem lá o “neo”. Se calhar o Neo do Matrix também era neoliberal.) À direita, diz-se que a esquerda é radical; mas que também não são neoliberais. Isso é que não. Tipicamente, ambos os lados querem mais “regulação”. Para pôr ordem no “mercado”. E uma “face humana”. Claro. Sem “face humana” ficava difícil extorquir metade do PIB.
Mas o que é afinal o “neoliberalismo”? Para João Cardoso Rosas, trata-se de uma doutrina que defende «a privatização generalizada da actividade económica, incluindo sectores como os transportes, os correios, a água, os cuidados de saúde, a gestão das prisões, e por aí adiante (…) a desregulamentação, o que teve especial efeito nos mercados financeiros (…) cortes na despesa social do Estado.» Isto parece indicar que em Portugal nunca houve qualquer prática neoliberal. Afinal de contas, tanto quanto consigo ver, os transportes, os correios, a água, os cuidados de saúde e a gestão das prisões continuam nas mãos do estado; e a despesa social cresce sem parar desde a bula papal de 1179.
Este tipo de críticas são apenas frases vazias de conteúdo. É fácil dizer umas banalidades generalizadas sobre regulação ou regulamentação, fazer queixas sobre a “excessiva” liberalização dos mercados financeiros e não concretizar uma única proposta alternativa sobre o tema. Especificamente, quais das medidas liberalizadoras pretendem reverter.