Constatação do dia*

outdoorbloco

O reaparecimento de algumas ideias da velha esquerda faz pensar que o marxismo repete-se. Primeiro apareceu como tragédia. Agora vem como farsa.

* roubada despudoradamente a Robert Nozick

8 pensamentos sobre “Constatação do dia*

  1. Rafael Marques

    Sobre isto, vale a pena ler Pacheco Pereira na “Sábado” on line:

    “É que um dos grandes instrumentos clássicos do comunismo, que vem mais de Proudhon do que de Marx, é atacar a propriedade em nome da “moral”. E essa é a chave de toda a propaganda do BE. Veja-se este cartaz diz que se deve dar a “todos o que é de todos”. Na realidade, é esta a frase chave do cartaz, mesmo apesar das referências aos “lucros” da GALP e da EDP, curiosamente duas empresas que são mais de “todos” do que as outras porque, ou são empresas públicas ou com golden share, onde a última palavra é a do Estado. Os “lucros” são já parcialmente de “todos”, mas não é isso que quer o BE. O que o BE de esquerda quer é que a energia seja de “todos”, nacionalizada, nossa, como quererá pelo mesmo argumento, a àgua, o ar, as florestas, as minas, o mar, o solo urbano, as terras. Não é a terra de todos, a velha reivindicação anarco-comunista? Porque é que a “energia” há-de ser de todos e a terra não? E as empresas que tem “lucro”, que é para aquilo que existem na economia de mercado, e não “podem despedir”? Não devem ser de “todos”? Não seria melhor nacionalizá-las, distribuir os lucros e ser o estado a garantir emprego a todos, haja ou não haja actividade económica, pela razão “moral” do “direito ao emprego”?”

    http://www.sabado.pt/Opiniao/Jose-Pacheco-Pereira/O-comunismo-do-Bloco-de-Esquerda.aspx

  2. A GALP e a EDP não são de todos, pois não? São de meia dúzia. Parte de um cartel monopolista que faz o que quer com políticos, partidos e medias a soldo. É assim que está bem, não é?

  3. OLP

    A Galp e a EDP foram de todos no Zimbábue assim como antes da queda do muro em muitos outros países.
    O resto é melhor nem falar.

  4. António

    São empresas cotadas na bolsa, “todos” os que as quiserem ter podem perfeitamente comprar acções, quem não quiser é que não deve ser obrigado a tê-las via participação estatal.
    Esta é uma boa oportunidade para aplicar o ditado “put your money where your mouth is” e apelar aos senhores do slogan para comprarem a parte deles com o dinheiro deles.

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