Não é nada costume, mas li no Sábado a crónica do Miguel Sousa Tavares no Expresso e tal como o João Miguel Tavares gostei especialmente da profissão de fé de MST em José Sócrates (párem de gastar dinheiro em mais de investigações, s.f.f, mesmo que o perdulário MST queira tudo esclarecido apesar de saber desde já o resultado certo) e das considerações finais sobre liberdade. Parece que só entende de liberdade quem o MST certifica; os outros, não a conhecem e – lembramo-nos aqui da diferença de gerações entre MST e a minha – não sabem o que ela custa. Pois discordo. E nunca é de mais reafirmar que lá por haver muita e boa gente que percebe bastante de lutar contra uma ditadura (seja activamente seja chamando nomes ao Presidente do Conselho na intimidade do seu quarto) isso não implica que percebam de liberdade. E a partir do momento em que se argumenta o passado anti-ditatorial, ou a necessidade de pagar de qualquer forma a liberdade, como requisito para entender a liberdade, nós percebemos muito bem quem tem deficiências no entendimento da liberdade. Para mim não é o João Miguel Tavares.
Tratado sobre a Liberdade no Expresso
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