Não é nada costume, mas li no Sábado a crónica do Miguel Sousa Tavares no Expresso e tal como o João Miguel Tavares gostei especialmente da profissão de fé de MST em José Sócrates (párem de gastar dinheiro em mais de investigações, s.f.f, mesmo que o perdulário MST queira tudo esclarecido apesar de saber desde já o resultado certo) e das considerações finais sobre liberdade. Parece que só entende de liberdade quem o MST certifica; os outros, não a conhecem e – lembramo-nos aqui da diferença de gerações entre MST e a minha – não sabem o que ela custa. Pois discordo. E nunca é de mais reafirmar que lá por haver muita e boa gente que percebe bastante de lutar contra uma ditadura (seja activamente seja chamando nomes ao Presidente do Conselho na intimidade do seu quarto) isso não implica que percebam de liberdade. E a partir do momento em que se argumenta o passado anti-ditatorial, ou a necessidade de pagar de qualquer forma a liberdade, como requisito para entender a liberdade, nós percebemos muito bem quem tem deficiências no entendimento da liberdade. Para mim não é o João Miguel Tavares.
I Parte
Os detentores da verdade
em frases tão exclamadas,
pavoneiam uma vaidade
com verborreias tão inflamadas!
A intimidade visível
com tanto despudor,
torna a opinião risível
de qualquer comentador.
Vestindo a pele de cordeiro
para daí tirar rendimentos,
mas neste povo tão ordeiro
nem todos são jumentos!
O mexilhão pastor,
mesmo no deserto de areia,
dá com o cajado no estertor
de tanta logorreia!
II Parte
No Abril da liberdade
que se deve brindar,
a defesa da verdade
é um bem a salvaguardar.
A intolerância ao contraditório
de cariz ditatorial,
torna público e notório
este socialismo imaterial.
A enxurrada de processos
contra alguns jornalistas,
reflecte os insucessos
de políticos miserabilistas!
A liberdade de opinião
é um bem democrático,
o mexilhão defende a união
contra um regime autocrático.
Correcção a uma das quadras:
O mexilhão pastor,
mesmo no deserto de areia,
dá com o cajado no escritor
de tanta logorreia!
O MST armado em Velho do Restelo.
Mas também, e usando intuições, do género das dele, como confiar num sujeito que andou anos apaionado pela Manuela Moura Guedes?!