Eleições e corrupção

Na sua crónica no Público, Rui Tavares critica Rui Rio, por este criticar o facto de “as eleições criam uma competição entre partidos para ver quem mais combate a corrupção”: para Rui Tavares, é “precisamente” isso que “esperamos da democracia”. Não sei se é uma voluntária deturpação das palavras de Rui Rio, se é um flagrante caso de estupidez (inclino-me para esta última hipótese, mas já nada me espanta no que à falta de carácter diz respeito). É óbvio para qualquer pessoa com dois dedos de testa (e que esteja disposta a aproveitá-los) que o que incomoda Rui Rio não é a competição para ver quem mais combate a corrupção, mas a competição para ver quem mais finge estar a combater a corrupção, enquanto o problema se vai agravando. A dificuldade (ou falta de vontade) em ver a diferença entre estas duas coisas (políticas que procuram resolver problemas, e políticas que procuram fingir que se está a resolver um problema) é uma das principais causas da degradação da nossa democracia, e a crónica de Rui Tavares é um bom exemplo de como é um problema bastante comum.

4 pensamentos sobre “Eleições e corrupção

  1. moutinho

    É por isso que ninguém construiu no Parque da Cidade nem os antigos terrenos do Sport Clube do Porto, agora alojado no dito parque, serviram para construção na zona da Boavista/Campo Alegre, etc, etc, etc…
    Tenham dó!
    Rio é o exemplo do político que faz de conta que quer resolver o problema.

  2. Não creio que Rui Tavares seja estúpido a esse ponto pelo que me inclino para a hipótese de deturpação.

    De resto, ninguém favorece tanto a corrupção como quem constantemente defende o aumento do Estado e da sua intervenção na economia. E nessa área é difícil bater Rui Tavares e o Bloco de Esquerda…

  3. “Rio é o exemplo do político que faz de conta que quer resolver o problema”

    Admito que isso possa ser verdade (não sei). Mas que o argumento dele está certo, está.

  4. Paulo Barros Vale

    O Sr Moutinho ou não sabe do que fala, ou fala do que não sabe. O Sport pagou 1 fortuna à Camara por 1 direito de superficie, que lhe permite construir 1 projecto (zona desportiva)que sempre esteve previsto no plano do Parque. Ocupou e limpou um estaleiro infecto e evitou que a Camara dispendesse importantes verbas num investimento que fica aberto à Cidade. Nunca antes nenhum Clube tinha pago qq coisa à CMP por 1 direito de superficie para fins públicos. E em Guerra Junqueiro cumpriu rigorosamente a Lei e os normativos municipais em vigor, sendo que essa avalanca lhe permitirá servir ainda melhor a Cidade como faz hà mais de 100 anos, talvez quem sabe um pouco melhor que o próprio senhor Moutinho.
    É uma pena a estupidez e a má fé não pagarem imposto municipal, porque os portuenses sairiam muito beneficiados com este rigor e profundidade de comentários…
    Paulo Barros Vale, Presidente do Sport Club do Porto

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