Estamos a aguentar bem a crise (*)

Público

O Banco de Portugal reviu hoje em baixa a previsão para a evolução da actividade económica em 2009, antecipando agora uma contracção de 3,5 por cento no Produto Interno Bruto (PIB).

A instituição liderada por Vítor Constâncio revê assim em forte baixa a sua anterior estimativa que, tal como o Governo, previa uma contracção de apenas 0,8 por cento.(…)

A confirmarem-se estes valores, em 2009, a economia portuguesa entrará na recessão mais forte desde 1974 depois de no ano passado a economia já ter estagnado.

Para esta forte revisão do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) contribuiu decisivamente a forte alteração das estimativas do Banco de Portugal em relação ao consumo das famílias. De facto, nas anteriores projecções, o banco previa um crescimento de 1,4 por cento no consumo privado, prevendo agora uma queda de 0,9 por cento

(*) Pelos menos foi há tempos garantiu o Engº Pinto de Sousa

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7 pensamentos sobre “Estamos a aguentar bem a crise (*)

  1. No dia em que Constâncio não for surpreendido por qualquer indicador da economia Portuguesa ou por qualquer atropelo à supervisão, será sinal que já estará reformado, porque surpresa não foi para quem o sustenta!

    Mas, afinal, o que é que isto o afecta? Ou vai propor um abaixamento dos ordenados do Banco de Portugal em 2,5%, para não aumentar este ano a sua muito Portuguesa capacidade aquisitiva em 2,5%+2,9%=5,4%?

    E, afinal, a quem pertencem os 8,8 mil milhões de Euros em paraísos fiscais?

    Desce, inflacção, desce!

  2. Notícia logo a seguir positiva:

    Rendimento disponível vai subir; aumento supõe forte subida da taxa de poupança dos particularesO Banco de Portugal continua a prever um aumento do rendimento disponível das famílias portuguesas, de cerca de 2 por cento, disse o governador Vítor Constâncio, na apresentação das novas previsões económicas da instituição, constantes do Boletim Económico da Primavera.

    Afinal vamos ficar todos ricos. Pelo menos aqueles que trabalham pouco, à conta, a supervisionar. Os outros empregos, nickles!

  3. No início da década de 80 tornou-se evidente aquilo que já se desconfiava: países como a Roménia anunciavam todos os anos crescimento económico, crescimento de produção agrícola e indicadores de bem-estar positivos. Claro que, quando a verdade se descobriu, o tombo foi maior. Por cá, o Governo tem tentando esticar a manta e manobrar os números. As previsões desajustadas que em sede de Orçamento de Estado, mas não só, tem vindo a fazer, esbarram nos números hoje divulgados pelo Banco de Portugal, que indicam a maior quebra de crescimento económico desde 1974 – 3,5% em 2009! (e é apenas uma previsão).
    A recessão é grave e já não chega dizer que vem de fora. Começou dentro e, pior do que isso, foi desprezada pelo Governo que preferiu mentir acerca do assunto ou, ainda pior, não conseguiu perceber nada do que se estava a passar. O estranho neste país em recessão profunda é que, com a economia a cair 3.5%, com a deflação a ser agora realidade, o Primeiro-Ministro continue a não dar explicações aos portugueses, continue a recusar entrevistas há mais de meio ano e continue a anuncias as mesmas soluções de há quatro anos: obras, obras, obras! Ontem, no twitter, questionava-me até quanto José Sócrates poderá recusar-se a vir a uma televisão ou a um jornal responder às perguntas livres dos jornalistas que são, afinal, as perguntas dos portugueses. O director de um conhecido jornal diário respondeu-me com pertinência: “Todo o tempo que os nossos brandos costumes permitirem”. Esta frase do conhecido jornalista fez-me lembrar aquela outra que nos diz que “os povos merecem os ditadores que tem”.

    http://aoutravarinhamagica.blogspot.com/

  4. JMG

    Vítor Constâncio não acerta, nem nunca acertou, uma. Está de resto em boa companhia: os organismos internacionais que se dedicam à previsão económica apenas falham um pouco menos. Com, porém, a grande diferença de Vítor Constâncio mais as centenas de subordinados que se dedicam ao negócio de oráculo nos custarem uma fortuna. É por isso que há vários anos defendo a necessidade de uma profunda reforma do BP no sector de previsões macro-económicas. Parece-me que a nomeação de um colégio restrito de áugures recrutados no Centrão (dos quais o mesmo Vítor Constâncio poderia ser o pontifex maximus) encarregado (depois, bem entendido, da observância dos competentes procedimentos rituais), de ler o futuro através do exame de entranhas de aves, seria uma medida de assinalável economia para o contribuinte e não despiciendo aumento potencial de rigor. E ainda com a vantagem suplementar, se a inovação não for considerada ofensiva para os Deuses da Cidade, de se poderem utilizar os despojos dos animais imolados para um arroz de cabidela.

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