José Sócrates processa José Manuel Fernandes, Paulo Ferreira e Cristina Ferreira

Para além de João Miguel Tavares, também José Manuel Fernandes, Paulo Ferreira, Cristina Ferreira e o jornal Público foram processados (notícia também aqui) por José Sócrates.

Não podendo, naturalmente, estar em causa o direito do cidadão José Sócrates processar civilmente quem considere estar a violar os seus direitos, a verdade é que ter o Primeiro-Ministro de um país a processar jornalistas e orgãos de comunicação social num contexto como este não é um cenário propriamente animador do ponto de vista do funcionamento do regime.

Enquanto isso, via Blasfémias verifico que Fernanda Câncio prossegue a sua campanha interrogando-se sobre a intrigante polissemia da palavra “pressão”. É sem dúvida uma questão interessante, ainda que não tanto como a da “violação sistemática das regras mais básicas do jornalismo”, um tema no qual é da mais elementar justiça reconhecer à jornalista de causas em causa o estatuto de especialista.

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2 thoughts on “José Sócrates processa José Manuel Fernandes, Paulo Ferreira e Cristina Ferreira

  1. A relativização de um conceito sempre foi uma arma dos tiranos, Orwell já o descrevia no livro 1984 caminhamos para um verdadeiro newspeack em que poucas palavras podem significar muito. Não sei como uma pessoa intelectualmente honesta e que realmente goste da liberdade se dá a esse trabalho de relativizar e destruir conceitos básicos.

  2. valente araujo

    Sou leitor assíduo do Público e também do DN. A leitura que faço deles, a meu ver, nada tem de insultuoso para quem quer que fosse, mt menos ao 1º ministro. Mas o alegado processo contra os visados só vem despertar ainda mais o caso freeport. Não foram eles os inventores do tal caso, nem foram eles que escreveram uma carta rogatória para a polícia inglesa! Infelizmente, Portugal ainda se encontra longe da democracia dita europeia, porque caso contrário, o sr eng. socrates deveria estar fora do governo há mt tempo. Basta lembrar aqui o caso do seu correlegion´rio Dr A vitorino. Demitiu-se, mesmo sabendo que estava inocente, é que todo e qualquer político não tem nem deve ter o ónus da inocência!

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