Quimonda, paródias trágicas e considerações empíricas

A Quimonda Portugal pediu a insolvência. O BE já a quis nacionalizar e ataca os lucros da Galp e da Edp. Ouvi a Ilda Figueiredo do PCP a lamentar a falta de músculo financeiro da UE e do governo que por cá anda por causa da filial da empresa alemã. É este o estado das coisas. Vamos lá ver, as falências são, em condições normais, sinal que a empresa falhou. É também uma resposta do mercado. Também ela normal, em que o estado não a controla: a situação financeira dos compradores, os gostos e tendências por exemplo.

O caso desta empresa alemã prova que o intervencionismo estatal na economia auto-alimenta-se, primeiro com promessas de salvamento desde  Dezembro do ano passado feitas pelo ministro da economia e falhadas, depois com a insistência de Sócrates com a Chanceler alemã para tentar o impossível. O que os políticos têm feito, no caso concreto da Quimonda, é jogar com a esperança dos trabalhadores. Talvez fosse melhor que o ministro da economia se deixasse de proclamações e ajudasse a alcançar com a empresa: Indemnizações justas e um programa de outplacement. Bom se calhar, melhor mesmo era ficar quieto.

Vivemos uma ofensiva por parte do Investimento público. Tido como solução para criar empregos mas eu, a este, prefiro a diminuição dos impostos, mais saudável para a economia e mais justa.

Entretanto posso propor duas coisas simples: a nacionalização da água engarrafada e como o estado das minhas finanças se aproxima do lamentável, a culpa é um bocado minha e acabei de receber o IMI para pagar… não vou falar com nehum banco, vou falar com o BE e com a Ilda.

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5 thoughts on “Quimonda, paródias trágicas e considerações empíricas

  1. Ronnie

    Muito bom post! Andaram, realmente, a brincar com os sentimentos dos funcionários da empresa. Tanto o Pinho como o anormal do presidente da câmara a anunciar que tinha sido contactado por investidores, mesmo antes de a própria empresa o ter sido. Oportunismo político para aparecer nas TV’s e sair do esquecimento…

  2. ruicarmo

    Culpado? Quem falou em culpa? De qualquer modo, “parece-me” que a Manuela Ferreira Leite andou a prometer coisas que nunca poderia cumnprir…

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