Isto também merecia um prémio

Comentado a polémica em torno de Fitna de Geert Wilders, Jorge Sampaio (já no seu papel de Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações) acha que não se devem chatear os extremistas senão eles tornam-se… extremistas.

At the core of this situation is a trend towards extremism in many of our societies. We should indeed beware of overemphasizing it, because extremism anywhere is extremism everywhere, thanks to new media technologies. Few people think of themselves as extremists, but many can be pushed towards an extreme point of view, almost without noticing it, when they feel that the behavior or language of others is extreme.

We therefore deeply regret this offensive film

LEITURAS COMPLEMENTARES: Parabéns a Jorge Sampaio?; A “Aliança das Civilizações” e a Liberdade de Expressão;

Obama e os planos para a industria automóvel

“The Obama Autoworks” no WSJ

Sacking a CEO for appearance sake was the easy part. Good luck trying to get the unions to make concessions on wages and legacy costs, and bondholders to agree to reduce the debt burden. (…)

Even the Treasury’s mention of bankruptcy counts as progress of a sort. President Bush did his legacy no favors by signing off on the bailout in December. Bankruptcy then would have saved taxpayers $17.4 billion (and counting), and started to put those companies or their assets to better use. Continue a ler “Obama e os planos para a industria automóvel”

Capitalismo de Estado

Anda meio mundo a discutir os malefícios do capitalismo. Que é imoral, feroz e que traz ao de cima o que de pior há no ser humano. Um discurso em tudo idêntico ao que se ouvia na década de 20 do século passado.  O remédio, dizem-nos, é a aposta no sector público: Mais empresas públicas. Na banca, nas telecomunicações, nos transportes, na comunicação e na energia. E mais investimento público, em estradas, comboios, aeroportos, construindo mais escolas, pontes e por aí fora. As hipóteses são das mais variadas e dão pano para mangas, que a modernização, assim dirigida, é muito complicada.

Acontece, no entanto, algo um pouco chato. É que esta ideia (nada original, diga-se) de os Estado se porem a investir, a comprar e a gerir empresas também é capitalismo. Aliás, bem vistas as coisas, o capitalismo, sendo a acumulação de capital, é inato e demasiado humano para poder ser afastado das nossas vidas. A questão está apenas em saber quem se encontra em melhores condições para o aplicar. Há uns anos, julgou-se ser o Estado, até que nos finais dos anos 70 foi o que se viu. Agora, parece que queremos repetir a história. É um mundo cheio de oportunidades, este, o do capitalismo.

Liberalizem o arrendamento e já conseguimos poupar

Uma das causas da crise é a pouca poupança e o consumo desenfreado. Ora, esse consumo que destruiu a poupança foi, em grande parte, canalizado para a compra de casa própria. Não há homem e mulher, casal, que não se tenha endividado até à ponta dos cabelos devido à casa que comprou. Havia (ainda há) uma solução que evitava (agora ajuda a resolver) este problema: Um mercado de arrendamento que não estivesse tão atrofiado pelas leis que o regulamentam à exaustão.

Mas isso não pode ser. De acordo com o pensamento aceitável, o mercado é algo horrível, dominado por selvagens e que apenas as luminárias, que debitam leis como o Regime de Arrendamento Urbano, nos podem salvar. Assim, não há hipótese. Vamos ter de continuar a dar cabo do que resta da nossa poupança para ter onde dormir.

Isto lembra-vos alguma coisa?

Entrada para “Fascism” em The Concise Encyclopedia of Economics.

Where socialism sought totalitarian control of a society’s economic processes through direct state operation of the means of production, fascism sought that control indirectly, through domination of nominally private owners. Where socialism nationalized property explicitly, fascism did so implicitly, by requiring owners to use their property in the “national interest”–that is, as the autocratic authority conceived it. (Nevertheless, a few industries were operated by the state.) Where socialism abolished all market relations outright, fascism left the appearance of market relations while planning all economic activities. Where socialism abolished money and prices, fascism controlled the monetary system and set all prices and wages politically. In doing all this, fascism denatured the marketplace. Entrepreneurship was abolished. State ministries, rather than consumers, determined what was produced and under what conditions.

(via EconLog)

A explosão da dívida pública

“Qual é a fase final do défice?” de Kenneth Rogoff (Jornal de Negócios)

Ninguém tem, ainda, uma ideia clara de quando poderá terminar a crise financeira global. Mas uma coisa é certa: os défices orçamentais vão disparar. Nos próximos anos, será necessário convencer os investidores a adquirir grandes quantidades de nova dívida.(…)

As taxas de juro vão subir para compensar os investidores tanto por terem aceite uma maior percentagem de obrigações públicas no seu “portefólio” como pelo risco crescente dos governos se sentirem tentados a inflacionar o valor das suas dívidas ou mesmo deixar de as pagar.(…)

Numa pesquisa realizada por Carmen Reinhart e por mim sobre a história das crises financeiras, descobrimos que a dívida pública normalmente duplica, mesmo ajustada à inflação, nos três anos após a crise. Muitos países, grandes e pequenos, estão actualmente a caminho de atingir esta projecção.(…) Continue a ler “A explosão da dívida pública”