Caldo Verde

O Porto não é o Bayern e o Sporting regressa a Lisboa com um pontinho na bagagem. Por isso, o Sporting perdeu hoje dois pontos. Houve pouco Liedson.

Governo PS/CDS

Já tive ocasião de referir que o CDS tem uma excelente oportunidade de voltar ao poder em 2009, coligado com o PS. Para os socialistas (caso não renovem a maioria absoluta) um acordo de governo com os centristas (com uma votação à volta de 6% a 8% dos votos) é uma forma de assegurarem o poder com menos concessões (quanto à composição do governo e à sua linha programática) que as que teriam de fazer com um Bloco de Esquerda que se esperava venha a alcançar os 10% dos votos.

Para o CDS de Paulo Portas o regresso ao poder é indispensável. Trata-se da sobrevivência tanto do líder como do próprio partido. Sem ser governo, Portas será pressionado a sair; saindo, o CDS fica nas mãos da sua facção democrata-cristã. Esta, apresentando uma orientação política redutora, tenderá aquele partido para uma maior insignificância política ou, pelo menos, para um risco que os militantes do CDS (com a possibilidade de serem governo) não quererão correr.

Para o PSD esta solução governamental tem imensas vantagens, dando-lhe margem de manobra para ser a única oposição credível e possível. A chance de renovar o seu discurso, o seu programa, trabalhar afincadamente as suas propostas e preparar as reformas essenciais que apenas ele terá condições para levar a cabo.

A coligação PS/CDS em 2009 interessa a todos. A estes dois partidos, porque serão governo e partilharão o poder. Ao PSD porque lhe dá espaço para renovar, se libertar dos estigmas que o prendem ao passado. À esquerda representada pelo PCP e o Bloco, dando-lhes a possibilidade de serem o que sempre quiseram ser: forças críticas, com poucas responsabilidades.

Model this (3)

(…) Estes pensadores eram as únicas pessoas que ele não conseguia aguentar durante muito tempo, essas pessoas que nunca tinham produzido nada ou visto alguma coisa a ser produzida, que não sabiam de que eram feitas as coisas ou como funcionava uma empresa, que, para além de uma casa ou um carro, nunca tinham vendido nada e não sabiam como se vende, que nunca tinham contratado um trabalhador, despedido um trabalhador, ensinado um trabalhador, sido aldrabadas por um trabalhador, pessoas que não sabiam nada sobre as complicações e os riscos que se corria para se iniciar um negócio ou para se dirigir uma fábrica mas que, apesar disso, pensavam que sabiam tudo o que era importante saber. (…)

Philip Roth, in Pastoral Americana

Model this (2)

O mercado está em quebra, ando aqui às voltas com cortes nos custos, os resultados de 2008 foram 46% abaixo dos de 2007. Não deve haver aumentos mas que se lixe, 65% dos resultados líquidos são para os sócios. Ah pois! Se esses 65% vão fazer falta? Claro que vão. Não há problema nenhum, os contribuintes logo me dão uma mãozinha. Ah! Entretanto já recomprei stocks a um cliente em dificuldades, a um preço 25% acima do preço de venda ao público. Porquê? Porque me apeteceu e o cliente é um tipo porreiro, pá!

Socialismo democrático

BPI quer conhecer processo de venda das acções da Cimpor

O presidente do BPI, Fernando Ulrich, afirmou esta sexta-feira ignorar “a técnica contabilística” que permitiu à CGD comparar os cerca de 10% das acções que o empresário Manuel Fino detinha na Cimpor, mas que vai perguntar aos auditores.

“Como os meus auditores são os mesmos que os da Caixa Geral de Depósitos (CGD), na próxima vez que estiver com eles vou-lhes perguntar como é que funciona essa técnica de comprar um activo acima do preço do mercado e depois isso proporciona uma redução das imparidades [perdas potenciais]”, disse Fernando Ulrich, em Lisboa, referindo-se à auditora Deloitte.

 

Já têm o vosso Atlas?

Aqui n’ O Insurgente alguns leitores demonstraram interesse pelas obras de Ayn Rand. Este parece não ser um fenómeno local: The Ayn Rand Center for Individual Rights (via Marginal Revolution)

Sales of Ayn Rand’s “Atlas Shrugged “
have almost tripled over the first seven weeks of this year compared with sales for the same period in 2008. This continues a strong trend after bookstore sales reached an all-time annual high in 2008 of about 200,000 copies sold.

Nota: aproveitem, também, para seguir a sugestão de leitura do insurgente AAAlves… e do “perdido” Sawyer.