Non, ou a vã glória de mandar

Depois de dois dias desligado do mundo, em profundo mergulho laboral, vim à tona e descobri que o país político está em polvorosa. O PM está entaladinho, e decidiu “falar ao país”. Liguei a SIC Online, para ouvir as pretensas declarações bombásticas. 20 minutos depois, o gajo ainda não apareceu. Daaa-seeee. a SIC esteve 20 minutos a filmar uma lareira do Palácio de Belém, com um comentador monocórdico a falar, falar, falar, sem dizer nada. Manuel de Oliveira fez este ano 100 anos, mas que raio, não há outra forma de o homenagear? Ou será que já tem escola nos cameramen da SIC?

Um pensamento sobre “Non, ou a vã glória de mandar

  1. AS

    Eu penso que é Manoel (com “o”) de Oliveira, mais um elemento distintivo deste realizador de cinema francês de nacionalidade portuguesa. A nacionalidade e o tipo de cinema que faz são importantes por causa da fonte dos subsídios: os impostos portugueses (e não, como seria desejável, os impostos franceses).
    Quanto ao “cinema contemplativo” (uma câmara fixa filma um actor, que permanece parado e silencioso, durante mais de 5 minutos) tem o mérito de baixar os custos de produção e de promover o espírito de equipa. Enquanto a cena decorre a equipa de produção sempre pode ir tomar o pequeno almoço.

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