Menos um filho da puta

Bush smirk

John Ashcroft. Alberto Gonzales. Donald Rumsfeld. Dick Cheney. A invasão do Iraque e a farsa das Armas de Destruição em Massa. O fracasso militar no Afeganistão. O PATRIOT Act. A “interpretação autêntica” das Convenções de Genebra, os “combatentes ilegais inimigos” e a tortura sancionada pelo estado como método de interrogatório. A relativização do habeas corpus. Abu Ghraib. Guantanamo. A extraordinary rendition. As escutas de cidadãos americanos sem mandado. Os signing statements. As free speech zones. O big spend e os respectivos aumentos desmesurados do estado e da dívida.

Estes actos, estas pessoas, são o legado de George W. Bush.

Em meros oito anos, dois mandatos, foram este indivíduo e a sua entourage responsáveis por delapidar da forma que bem conhecemos a imagem de todo um país e de um povo no estrangeiro. Por delapidar toda uma relação do estado americano com os seus cidadãos, ferindo de forma grave a sua Constituição de mais de 200 anos. Destruidores da imagem de Honra das forças armadas americanas, dos seus combatentes e chefias, no campo de batalha e para com as populações civis. Da imagem dos EUA como farol de respeito da liberdade individual, da privacidade e das liberdades cívicas.

Demonstrador do pior que a democracia e os supostos elevados padrões morais ocidentais são capazes de produzir, e de que os check&balances não são, afinal, sólidos como se julgavam.

Os passos em direcção ao totalitarismo e à perda de Liberdade, em prol da segurança, da arrogância civilizacional e do Medo, são fáceis de dar mas extremamente difíceis e morosos de reverter. Basta um idiota rodeado dos maquiavélicos certos que saibam explorar a apatia, esse Medo, e os sentimentos primários e imediatistas.

Passarão muitos anos (a ser de todo possível) para reverter os danos e o mal que a presidência de George W. Bush fez aos seus cidadãos, e aos dos mais diversos pontos do mundo de forma directa ou indirecta. As perspectivas próximas não me são particularmente animadoras. Não sou pessoa de acreditar em Messias, e os mais diversos sinais parecem demonstrar vontade em abraçar o statu quo tão confortável ao estado.

Fica a esperança na persistência e na força dos que têm a noção do que foi perdido e sacrificado, e se lembram das fundações constitucionais e morais do estado americano e dos seus founding fathers.

E fica o registar da grandeza civilizacional da eleição do negro que lhe sucede, que ainda há meras décadas não se poderia sentar em muitos locais dos EUA no mesmo banco que George W. Bush, representa. E que envergonha outros arautos da supremacia moral ocidental, de discursos fartos mas de práticas e realidades bem conhecidas.

80 pensamentos sobre “Menos um filho da puta

  1. nome

    Concordo com tudo o que escreveu, menos o titulo, – o insulto pessoal fácil não acrescenta nada aos argumentos exposto, antes pelo contrario.

  2. JoaoMiranda

    JLP,

    Deve haver alguma coisa errada num sistema que é vulnerável à acção de um único homem.

    Muitos dos casos citados nem sequer são novidade histórica. A hoje tão respeitada presidência Roosevelt seguiu políticas muito semelhantes, incluindo o aprisionamento de cidadãos americanos, tribunais especiais para combatentes irregulares, recusa de habeas corpus etc.

  3. “Muitos dos casos citados nem sequer são novidade histórica.”

    Eu não disse em lado algum que o exclusivo das agressões era de GWB. Mas a sua quota parte foi grande, mesmo à luz dos anteriores titulares do cargo. Veja-se o caso dos signing statements.

    Além disso, uma coisa é História, outra é sentir na pele as consequências e ver e acompanhar como jovem e adulto as referidas acções, o antes e o depois.

  4. A presidência de Roosevelt colocou cidadãos americanos de registo criminal limpo em campos de concentração, apenas por terem ascendência japonesa, enquanto negociava com o padrinho da máfia nova-iorquina Luciano, o bom comportamento dos trabalhadores portuários, que a máfia controlava, além de informações sobre a Sicília e Sul de Itália, a troco de fechar os olhos a diversos esquemas mafiosos.

  5. lucklucky

    Roosevelt aprisionou dezenas de milhar de cidadãos americanos por serem de etnia Japonesa. As Comissões Militares não só aplicaram a pena de morte a estrangeiros como o fizeram a um cidadão americano.
    E para a morte de estrangeiros capturados nem era preciso comissões militares: os soldados alemães que usaram uniforme americano para lançar confusão atrás das linhas na Batalha das Ardenas em 44/45 foram executados em poucas semanas após o estabelecimento de um tribunal sumário no campo de batalha pelo Exército.

  6. “Deve haver alguma coisa errada num sistema que é vulnerável à acção de um único homem.”

    Não foi um único homem. E nenhum sistema consegue sobreviver a um conluio das suas partes, não deixando estas pelo facto de ser culpadas. Mas GWB, detentor do cargo executivo por excelência, teve tanto a iniciativa das agressões, como a demissão de utilizar os poderes ao seu alcance para as evitar, caso essa fosse a sua vontade efectiva.

    Assim como diz “o outro” que “com grande poder, vem grande responsabilidade”. Sim, o sistema tem falhas (e tem porventura vindo a agravá-las), mas esse facto não desculpabiliza as responsabilidades individuais.

  7. Permitam-me acrescentar que se fosse o Roosevelt que estivesse a sair, mereceria de mim criticas à mesma altura das que faço agora. Mas também me parece extremamente injusto que se compare as repercussões internas nos EUA de uma Guerra Mundial com o que sucedeu durante os mandatos Bush. Aliás, veja-se o exemplo do enquadramento histórico da suspensão do habeas corpus em situações de guerra declarada.

  8. joão

    Finalmente o João Luis Pinto conseguiu os seus 5 minutos de fama neste blog. Chamar a alguem filho da puta é revelador da personalidade merdosa do autor do insulto. Nem vale a pena discutir os disparates e falácias do post. À falta de argumentos, os merdosos perferem o insulto fácil.Não sei que idade tens, mas ainda tens muito que crescer para te fazeres homem.

  9. joão

    Se tiveres um pingo de dignidade, ainda estás a tempo de mudares o titulo do post. Com esse titulo estás a chamar filhos da puta à maioria dos comentadores e autores deste blog que defenderam as politicas de GWB.

  10. anti-comuna

    Não sendo tão radical nas apreciações, que apesar de tudo foi eleito pelo povo americano, comungo em grande parte destas críticas.

    Mas gostaria de frisar o seguinte. Não se deve apenas à acção individual de um tipo que os USA mancharam o ocidente, mas a um sistema político e social que tal o permitiu. Essa é a tragédia maior.

    Já agora. Fui dos que defendi a intervenção militar no Iraque. Que continuo a achar que seria uma oportunidade de ouro para o Ocidente mostrar ser possível haver uma sociedade livre no mundo islâmico. Além de não conseguirmos mostrar que somos melhores, ainda fomos hipócritas. Se a prisão de Abu Grahib nos envergonhou, aos ocidentais, mais vergonha tenho da tortura como método sistemático oficial de guerrilha psicológica contra soldados inimigos e população civil. Em nome de um combate pela Liberdade e dos valores ocidentais.

    Mas concordo em quase tudo com que o autor escreveu. Obrigado pela sua coragem. Se vierem com rodriguinhos, diga-lhes que é um Liberal à antiga. 😉

    Shame on you, Mr. Bush. Suck that shoe and eat it too!

    PM A boa notícia é que o jornalista pediu asilo na Suiça e deverá ser concedido o asilo, precisamente em nome dos nossos valores ocidentais.

  11. lucklucky

    “Mas também me parece extremamente injusto que se compare as repercussões internas nos EUA de uma Guerra Mundial com o que sucedeu durante os mandatos Bush.”

    Porquê? As fronteiras são muito mais premeáveis agora do que no passado. Os Japoneses baseavam a sua agressão num exército covencional, não em terroristas disfarçados de civis. Nem havia explosivos tão letais como agora e eventualmente ADM. As comunicações actuais permitem manter muito mais as ligações á anterior pátria do que no passado.
    Tudo razões que fazem a ameaça de subversão/atentados nos EUA bem maior agora do que no passado. Logo menos injustificado moralmente o uso dos métodos de Roosevelt de quo Bush nem se aproximou.

    A propósito de ADM, por exemplo não se usou gás na Segunda Guerra Mundial apenas e só porque a outra parte retaliaria da mesma maneira. Que sirva de lição para aqueles que defendem que responder a um crime com um crime -esquecendo que toda a defesa Ocidental na Guerra Fria se baseou precisamente nessa Estratégia, e o manual do Exército dos EUA dá a capacidade a um Oficial empregar métodos de guerra ilegais caso o objectivo seja para parar os métodos ilegais do adversário – é descermos ao nível dos nossos inimigos e assim perdemos toda a razão segundo a moral Romântica em vigor…

  12. Bonifácio

    Saiu um filho da puta e entrou outro. Os Rockefeller, Soros, Dupont, Rothschild e Windsor devem estar felizes da vida. Falta pouco para que seja dado o golpe final na democracia americana e a UE mostre as suas garras no velho continente. Enquanto o público é doutrinado pelos media de massa e pelas cartilhas do ensino obrigatório, a América Latina está prestes a se tornar numa URSS, a ONU dá as cartas em África, e na Ásia os comunas mandam há muito. No mundo muçulmano o totalitarismo também avança.
    O planeta está prestes a se tornar uma prisão.
    Acta est fabula, plaudite.

  13. Luís Lavoura

    “Com esse titulo estás a chamar filhos da puta à maioria dos comentadores e autores deste blog que defenderam as politicas de GWB”

    Bem me parecia. É verdade. E isso não se faz, chamar filho da puta à maioria dos comentadores e autores deste blog!

  14. Luís Lavoura

    “diga-lhes que é um Liberal à antiga”

    Será, mas este não é um blogue de liberais à antiga (nem à moderna), é um blogue de liberais-conservadores.

    Está bem que isso é a modos que uma contradição nos próprios termos, mas não faz mal.

  15. Caro lucklucky,

    Na IIª Guerra Mundial, o que estava em causa não eram atentados ou subversão. Como guerra em várias frentes de dimensão mundial, o que estava em causa era a própria continuidade dos EUA.

  16. joão

    Estás a insultar todos aqueles que aqui vem comentar.Imagina que começamos a referir-nos a todos os personagens aqui comentados e dos quais não gostamos como “aquele filho da puta “. Isso não é elevar o debate. É assim tão dificil perceber isto ?

  17. Miles

    Mais um a dar um golpe de rins.
    Se bem me lembro antes do 11Set o Bush já era atacado por não ligar “ao mundo”, por ser isolacionista.
    Depois de atacado reagiu á Afonso de Albuquerque, fez tudo que era merda fugir para debaixo da mesa e caladinho.
    Com o tempo a coragem voltou aos revolucionários do costume.E os ataques também.No dia da despedoda é cobardia em excesso…

  18. “Estás a insultar todos aqueles que aqui vem comentar.”

    Quando quero endereçar algo a alguém, endereço-o, e deixo geralmente poucas dúvidas em relação ao seu destinatário efectivo, o que é aliás o caso.

    O meu registo em artigos e caixas de comentários consta do historial de vários blogs, e responde por mim.

    De resto, só assinalo um desenfreado esforço argumentativo seu de dar voltas e voltas para se poder encaixar a si e no processo a outros no epíteto. É um desiderato que não consta das minhas intenções, mas que tem naturalmente toda a liberdade de o prosseguir.

  19. lucklucky

    “Na IIª Guerra Mundial, o que estava em causa não eram atentados ou subversão. Como guerra em várias frentes de dimensão mundial, o que estava em causa era a própria continuidade dos EUA.”

    Estamos a falar de segurança interna.
    Roosevelt usou aqueles métodos por causa de atentados e subversão. Não aprisionou os Americanos de etnia Japonesa porque a continuidade dos EUA estava em causa. Aliás não há nada na Segunda Guerra Mundial que pusesse em causa os EUA a não ser que um país do Eixo desenvolve-se Armas Nucleares.
    Para mais a guerra em várias frentes foi uma escolha de Roosevelt. Foi Roosevelt que escolheu combater e dar prioridade á Alemanha em vez de ao Japão. A primeira grande invasão Americana foi no Norte de África.

  20. É espantoso como os “libertários” e a extrema-esquerda vão tantas vezes beber ao mesmo folclore expiatório: o Bush, a banca, Israel, e o diabo a 27, só para lembrar os mais recentes.

    Mas está tudo bem, porque aqui discute-se, o Insurgente não é um colectivo e blah blah…

    Lastimável.

  21. Mentat

    “Os passos em direcção ao totalitarismo e à perda de Liberdade,…”.

    Tendo em atenção quem tomou posse hoje, está visto que GWB, não foi muito persistente nessa caminhada…
    .

  22. lucklucky

    Veja o Mapa. Os EUA estavam isolados com 3000 milhas de mar para cada lado. O único perigo eram missões de sabotagem lançadas por submarinos.

    Com o baixo comércio mundial que restava e muito menos viagens aéreas o controle contra missões subversivas era muito mais fácil do que actualmente.

  23. Miguel Botelho Moniz

    «Mas está tudo bem, porque aqui discute-se, o Insurgente não é um colectivo e blah blah…

    Lastimável.»

    Prefere o pensamento único?

  24. Mentat

    JLP

    De que maravilhoso e exemplar Estado Soberano o JLP é súbdito, para se arrogar duma tal autoridade moral, para criticar os EUA do modo e nos termos em que o faz?
    .

  25. Caro Mentat,

    Não estou a ver onde descobriu a crítica aos EUA. Quando muito a (eventualmente subentendida) aos seus cidadãos por terem reeleito tal figura…

    Eu leio, aliás, mais de elogio do que de crítica.

    De resto, não preciso ser “súbdito” (quem dera) de nenhum estado para ter direito à minha opinião e a pensar pela minha própria cabeça. Também não reclamo particular autoridade moral.

  26. “Prefere o pensamento único?”

    Quando o Insurgente e o Arrastão cada vez mais parecem uma frente unida, talvez isso devesse constituir motivo de reflexão para os autores deste blog. Mas a casa é vossa.

  27. “Não estou a ver onde descobriu a crítica aos EUA.”

    A menos que considere as consequência do que elenco e o que constituem a encarnação actual do estado americano a sua visão do que os EUA deveriam ser e do que os seus cidadãos merecem.

  28. Miguel Botelho Moniz

    «Quando o Insurgente e o Arrastão cada vez mais parecem uma frente unida, talvez isso devesse constituir motivo de reflexão para os autores deste blog. Mas a casa é vossa.»

    Esta afirmação carece de prova. Algo que não conseguirá fazer, na medida em que as acusações do JLP a GWB são bastante diferentes (e, mais importante, fundamentadas) relativamente ao que se vai escrevendo no Arrastão.

    É engraçado que há um ano, ou coisa que o valha, quando escrevi algo que também era crítico de GWB, fui logo mandado para o Arrastão por um comentador… Isto das falácias do 8 ou 80, é o que dá.

  29. Mentat

    “Não estou a ver onde descobriu a crítica aos EUA. Quando muito a (eventualmente subentendida) aos seus cidadãos por terem reeleito tal figura…”

    Caro JLP

    A sua critica aos EUA foi tudo menos subentendida.
    Não se pode insultar o Líder eleito duma Nação, denegrir todas as suas acções, as quais foram devidamente fiscalizadas e autorizadas por outros Poderes eleitos e dizer que isso, é apenas o uso do seu direito ao pensamento próprio.
    Pensamento próprio, esse que nem é muito original, diga-se de passagem.
    Depois, se não queria arrogar-se de especial autoridade moral, então por maioria de razão, devia ter moderado os termos com que expressou a sua legítima opinião.
    Porque convenhamos, um cidadão dum País, cujos Tribunais da Relação, discutem se a posse duma Picha de Boi, é legal ou não, talvez tenha autoridade moral para criticar as escolhas do povo de Tuvalu (e se calhar não), mas deve-se abster de criticar as escolhas dos Americanos, pelo menos nos termos em que o fez.
    .

  30. “as quais foram devidamente fiscalizadas e autorizadas por outros Poderes eleitos

    Será?

    Isso também é válido para o Hugo Chaves, para o Putin, ou para outros grandes lideres “eleitos, fiscalizados e autorizados”?

    “Depois, se não queria arrogar-se de especial autoridade moral, então por maioria de razão, devia ter moderado os termos com que expressou a sua legítima opinião.”

    O que é que tem a ver autoridade moral com moderação?

    “mas deve-se abster de criticar as escolhas dos Americanos”

    O que é “chato” é que a decisão do TR fica dentro de portas, não entra pelas portas dos outros como muitas das “decisões americanas”.

  31. anti-comuna

    Eu ia ficar-me pelo meu anterior comentário, mas como vejo aqui barbaridades de quem se julga Liberal, eu vou tentar contribuir para o “debate”.

    Quem escreve isto deve pensar que as regras da sua casa podem ser estendidas a este blogue colectivo, mas que cada qual defende as suas opiniões:

    “Se tiveres um pingo de dignidade, ainda estás a tempo de mudares o titulo…”

    Ou seja. este amigo, na prática típica do bullying pernicioso, vem exigir que se mude o título de um texto de opinião, apelando á auto-censura. Depois dize que é merdoso alguém ter tomates para dizer alto aquilo que muitos pensam e merece ser dito.

    Censura aqui n O Insurgente? Vindo de um mero comentador?

    Eu tenho para mim que em casa alheia não costumo fazer regras e mandar. Mas há quem se julgue mais papista que o papa. Espero que este senhor não tenha a lata de se considerar Liberal. Não o é. É um troll. (esta é para agradar ao JPP! lololololol)

    O Luckulycky, personagem com boas opiniões, dá uma machadada no seu liberalismo:

    “Estamos a falar de segurança interna.”

    Luckylucky, justificar a violação dos direitos humanos de outros cidadãos e limitações graves e espúrias à Liberdade em nome da Segurança?

    Como diria o outro:

    “Quem troca a sua liberdade pela segurança, não merece num nem outra.”

    Mas o pior é que o Luckulucky quer justificar erros actuais com erros do passado. mas isso é alguma justificação para aceitar os erros da Admnistração Bush? Invocar erros do passado? Os terroristas também usam esse tipo de argumentos para justificar as suas acções malucas. É esse o plano que nos devemos equiparar? Aos que invocam as Cruzadas para nos atacarem?

    “De que maravilhoso e exemplar Estado Soberano o JLP é súbdito, para se arrogar duma tal autoridade moral, para criticar os EUA do modo e nos termos em que o faz?”

    A mesmo legitimidade que tem Vc. para aqui vir mandar bitaites. Não gosta do que foi escrito? Click no x, no canto superior direito ou mude de endereço electrónico.

    Pensei que o Mentat sabia distinguir bem o que era a Liberdade do seguidismo autoritário. Pelos vistos não sabem nem compreende o que é Liberalismo. Espero que não se julgue Liberal. Pois ele aprende-se, não nas biblias dos papas Hayeck, Mises, etc. É o que faz chegar ao Liberalismo pela teoria económica, não é?

    Concluindo este meu pequeno texto. Custa-me ver tantos se julgarem Liberais e cometerem tantos pecados… Anti-liberais. E eu a pensar que o Liberalismo implica a defesa da Liberdade do cidadão contra os poderes. Mas não. Temos alguns que pensam que Liberalismo é defender: a) capitalismo b) os USA c) os poderes estabelecidos.

    Só mais uma nota. Há quem confunde criticar a actuação dos poderes que dominam os USA ou alguns seus agentes com críticas aos USA em si mesmo. Fazem mal. os próprios americanos estão a dar uma lição aos seguidistas do Bush. Que é: admitir que elegeram uma besta quadrada para liderar os seus destinos. E eles farão mais depressa o acto de contrição dos erros que os próprios ditos pró-americanos. À boa tradição americana. Só fora dos USA é que ainda não compreenderam que os USA estão a tentar rectificar os erros anteriores. Enfim, há sempre quem não tenha capacidade para assumir erros. E muitos deles ainda são mais papistas que o papa. lololololololol

    anti-comuna

  32. Mentat

    “A menos que considere as consequência do que elenco e o que constituem a encarnação actual do estado americano a sua visão do que os EUA deveriam ser e do que os seus cidadãos merecem.”

    O que os cidadãos Americanos merecem ou não, o que os EUA são, ou deveriam ser, só aos Americanos diz respeito.
    E como o actual Presidente dos EUA disse hoje, não vão pedir desculpa a ninguém do que são.
    A minha visão do que os EUA são ou deveriam ser é perfeitamente irrelevante.
    Mas também não me recuso a pensar pela minha cabeça e digo-lhe com toda a clareza e muito resumidamente:
    George W. Bush foi um Presidente dos EUA extraordinário do qual vou sentir saudades.
    .

  33. “A sua critica aos EUA foi tudo menos subentendida.”

    Parece-me também que, num imprevisto assomo socializante, o Mentat confunde Povo, Nação, estado e titulares de órgãos de estado. Tudo num mesmo saco. Afinal seguindo o ditame bem conhecido de que “o estado somos todos nós”…

  34. Mentat

    “Espero que não se julgue Liberal.”

    Caro anti-comuna

    Esteja descansado, não me julgo nem nunca me julguei tal coisa.
    Quando me apetecer isso vou-lhe pedir autorização a si.
    .

  35. “Mas também não me recuso a pensar pela minha cabeça e digo-lhe com toda a clareza e muito resumidamente:
    George W. Bush foi um Presidente dos EUA extraordinário do qual vou sentir saudades.”

    Concerteza que não vou ser eu que vou impedir que o diga. Mesmo que discorde inteiramente de si.

  36. “as acusações do JLP a GWB são bastante diferentes”

    São exactamente as mesmas. Precisa dos links?

    “(e, mais importante, fundamentadas)”

    O D. Oliveira também fundamenta. Mas aqui vai-se mais longe. Aqui demonstra-se!

    Com uma lógica inexorável, começa-se em “O homem age” e acaba-se em “O Bush é estúpido”.

    O DO deve estar a rir-se que nem um perdido.

  37. João, de uma maneira geral concordo com o post na linha do que escreve o anti-comuna. Parece-me no entanto que o GWB não cumpre um ou dois dos requisitos fundamentais da filha da putice, sendo que o mais importante é a eternização no poder. Daí que invocares Putin, Chavez, etc não faz grande sentido. Esse já nem sequer é o campeonato da filha da putice, já entram noutra galeria.

    Voltando, o que foi feito em relação à segurança e atropelo dos direitos dos cidadãos é capaz de ser menos que o que aconteceu no UK com Blair/Brown. Pelo mesmo critério, a Europa estaria pejada de líderes especialistas em filha da putice. Mais rasca, mas filha da putice na mesma. E se é assim, imagina o resto do Mundo…

    Quanto a Abugraíbe. Caríssimo João, higienizar a guerra é tarefa para Deus, deixa lá isso ou então que alguém faça uma lei a proibi-la (à maneira do Mugabe e da cólera). Sabes a diferença fundamental? É que no caso houve acusados e julgamento.

    Dúvida honesta: qual foi a interpretação criativa da Convenção de Genebra?

    Arrefinfa-lhe 🙂

  38. “as acusações do JLP a GWB são bastante diferentes”

    São exactamente as mesmas. Precisa dos links?

    “(e, mais importante, fundamentadas)”

    O D. Oliveira também fundamenta. Mas aqui no Insurgente vai-se mais longe. Aqui demonstra-se!

    Com uma lógica inexorável, começa-se em “O homem age” e acaba-se em “O Bush é estúpido”.

    O DO deve estar a rir-se que nem um perdido.

  39. anti-comuna

    Fico satisfeito por saber que o Mentat não é Liberal. Graças a deus. lololololol

    Agora seja coerente e dê as suas postas de pescada no seu blogue. Que moralidade tem Vc. para criticar alguém que critica o Bush e Vc. nem americano é? Use o seu blogue para dar lições de moral. Que eu depois vou lá dar-lhe o carimbo. lololololol

    Sem espinhas, amigo. Todo o idiota merece ser tratado como tal. É assim que eu gosto de ser tratado.

    anti-comuna

  40. jorge

    Obrigado caro sr. presidente filho da puta GWB, por nos ter livrado do Saddam no Iraq, dos Taliban no Afeganistão e de outras ratazanas que por ai andavam. Obrigado também por ter feito espumar de raiva e sair da toca muitas ratazanas na europa, daquelas que vão para a rua gritar “somos todos do hamas” e chamar ao presidente americano filho da puta. Hoje, aqui no insurgente, saiu da toca uma dessas ratazanas para o seu momento de gloria. Conseguir 48 comentários, é obra, mesmo para uma ratazana mal cheirosa

  41. Mentat

    “Agora seja coerente e dê as suas postas de pescada no seu blogue.”

    anti-comuna

    Por uma questão de coerência, não acha que devia fazer primeiro, aquilo que aconselha os outros?
    Ou é como S.Tomás?
    .

  42. Mentat

    “Parece-me também que, num imprevisto assomo socializante, o Mentat confunde Povo, Nação, estado e titulares de órgãos de estado. Tudo num mesmo saco.”

    Socialista, não!
    Eu sou mesmo, é um básico.
    Não consigo fazer essas destinções tão sofisticadas.
    .

  43. Mentat

    “Concerteza que não vou ser eu que vou impedir que o diga. Mesmo que discorde inteiramente de si.”

    Óptimo!
    Concordamos em discordar e não foi preciso ofender terceiros.
    .

  44. Mentat

    “Isso também é válido para o Hugo Chaves, para o Putin, ou para outros grandes lideres “eleitos, fiscalizados e autorizados”?”

    Não me parece que estes exemplos sejam de Lideres escrutinados com o mesmo rigor com que são os Presidentes dos EUA, mas não serei eu que ilibarei os respectivos povos pela sua permanência no poder.
    E como disse hoje o Presidente dos EUA eles serão julgados pelos seus Povos mais pelo que construirem do que pelo que destruirem.
    .

  45. alberto c.

    Olha, olha, o Joao Luis Pinto a fazer concorrencia à esquerdalhada…para um tótó ( vê-se pela foto )até que mandas uns palavrões do caraças….vais longe, vais. Tás aqui, tás em Gaza co miguel portas….

  46. George Bush

    Operação de desratização concluida e em curso no Iraq, Afeganistão e Europa. Hoje aqui, no insurgente, uma ratazana deu à costa…parece os maltrapilhos do Hamas…venham cá que até os como…e depois, escondem-se atrás de mulheres e atiram sapatos. Este atira “filho da puta” para o ar…e consegue 55 comentários no Insurgente. Um record e um novo herói da esquerdalhada.

  47. George Bush

    Para um tótó com oculos (ve-se pela foto), até que mandas umas bocas do caraças…tás aqui, tás a segurar a malinha do Portas na próxima viagem a Gaza…e não apagues o comentário, pq não chamei filho da puta a ninguém.

  48. Michael Seufert

    Poucos momentos lhe devem restar neste blogue.

    Mas admiro a sua coragem.

    Comentário por Ricardo Ferreira — Janeiro 20, 2009 @ 8:22 pm

    O Ricardo Ferreira é um espetáculo!

  49. lucklucky

    “O Luckulycky, personagem com boas opiniões, dá uma machadada no seu liberalismo:”

    Já me conhece há muito destas lides para saber que não me defino só como liberal.

    “Luckylucky, justificar a violação dos direitos humanos de outros cidadãos e limitações graves e espúrias à Liberdade em nome da Segurança?”

    Quais foram os cidadãos a quem foram violados os direitos humanos e a quem limitaram gravemente a Liberdade em nome da Segurança?
    Se se enganou e não está falar de cidadãos mas de combatentes ilegais, é preciso que algo exista de modo a que os combatentes ilegais não tenham iguais ou mais vantagens do que Combatentes Protegidos pela Convenção de Genebra.
    Isso implica interrogatórios, óbviamente, e mais duros que a um cidadão ou que treino militar, obviamente percebo os riscos.

    “Quem troca a sua liberdade pela segurança, não merece num nem outra.”

    Não se confunda. A coisa mais importante para haver e continuar a haver Liberdade nos EUA é não haver atentados.
    Se há atentados, você só precisa de ver o que acontece nos Jogos de Futebol por cá e dar a devida proporção.
    O meu exemplo ao ir buscar o passado era para demonstrar que Bush está muito mais próximo da situação de antes de 9 de Setembro do que do exagero de Roosevelt no domínio da segurança interna. Apesar de as circunstâncias mostrarem muito mais vulnerabilidade internamente do que na Segunda Guerra Mundial.

    —————————————————-
    Bush foi um Bom Presidente internacionalmente. A decisão que considero mais importante foi chamar a nebulosa da Al-Qaeda para a guerra táctica(que degrada o Elan) em vez dos atentados estratégicos de grande impacte(que reforçam o Elan) e assim não ter caído na armadilha de Truman, que deixou crescer o Monstro Comunista muito mais do que devia, na minha opinião um dos mais desastrados Presidentes.Bush saí com a popularidade de rastos mas o mais importante é que levou a popularidade de Bin Laden para baixo também.
    Estabeleceu a aliança com a Índia, reforçou com o Japão. Parou o Programa ADM Iraquiano, ADM Líbio e com informações do programa Líbio aparentemente parou o Grupo de mercadores de ADM centrados no Cientista Paquistanês Kahn.O escudo anti-míssil aparenta funcionar contra pequenos ataques.

    Clinton comparado com isto foi um clown.

    Quanto a internamente não destuou da mediocridade vigente no mundo Ocidental que está no caminho inexorável para a implosão da Social Democracia sobre o peso de mais votantes a viverem do Estado seja por subsídios ou empregos estatais do que votantes que trabalham fora desse circuito, mais esperança de vida(esperemos), outros efeitos demográficos, educação falhada etc…

    Quanto ás reacção das pessoas a coisas como a Abu Ghraib(em que aliás houve condenados) e parecidos, lamento isso para mim é pouco importante. Nunca se teria ganho a Segunda Guerra Mundial com essa espécie de Moralidade de zero erro em que as nossas faltas atingem um proporção desmesurada e uma marca de tinta estraga as nossas vestes brancas e a nossa pureza, que aliás nem sequer temos. Casos piores que esses existiram ás pazadas e com muitos mortos coisa que não acontece sequer aqui. Não tenho problemas com as críticas tenho problemas com quem pensa que isso é o mais importante.Não há acompanhamento algum da guerra, dos líderes da Al-Qaeda neutralizados, das derrotas e das vitórias, de aferir o que quer que seja. Ainda menos de ter os mesmos resultados com menos erros.
    Não se ganha uma guerra a olhar para o espelho.

  50. O mesmo se passou no Atlântico. E um dos bloggers foi “convidado a sair”.

    Se o mesmo não se passar aqui, ainda bem.

    Quanto ao guadar palavras, não preciso de as guardar. O blogue é vosso, não é meu.

  51. Ricardo, deixe estar que não é só você que não percebe o que lê, nem os seus “adversários” e confunde alhos com bugalhos. Acontece-nos a todos aqui e ali, a uns mais a outros menos. Enfim. 😉

  52. Helder,

    “Daí que invocares Putin, Chavez, etc não faz grande sentido. Esse já nem sequer é o campeonato da filha da putice, já entram noutra galeria.”

    Eu não estava a comparar o Bush ao Putin e ao Chavez.Estava somente a criticar o ponto de vista que o Mentat parecia estar a avançar de que bastaria ser um lider eleito, com acções “fiscalizadas e autorizadas por outros poderes eleitos” para estar imune à critica. Os referidos cromos da galeria também o são…

    “Voltando, o que foi feito em relação à segurança e atropelo dos direitos dos cidadãos é capaz de ser menos que o que aconteceu no UK com Blair/Brown.”

    Foram coisas diferentes, o que não desculpabiliza nem uns nem outros. Aliás, aquando da saída do Blair fiz um artigo igualmente crítico. Mas a dimensão e a expansão internacional das acções do Bush não são, na minha opinião, comparáveis.

    “Quanto a Abugraíbe. Caríssimo João, higienizar a guerra é tarefa para Deus, deixa lá isso ou então que alguém faça uma lei a proibi-la (à maneira do Mugabe e da cólera). Sabes a diferença fundamental? É que no caso houve acusados e julgamento.”

    Sim, com condenados que foram para a cama sem sobremesa ou com um slap in the wrist. Eu tento não fazer essa análise moral. Mas também não faço discursos de “eixos do mal” nem de ser a vanguarda da moral ocidental.

    “Dúvida honesta: qual foi a interpretação criativa da Convenção de Genebra?”

    A, por exemplo, de que havia legitimidade para o presidente dos EUA em decidir, para cumprimentos das convenções, o que era ou não “tortura”. Ver o Military Commisions Act.

  53. alberto c.

    “Poucos momentos lhe devem restar neste blogue.
    Mas admiro a sua coragem “…..
    pode repetir ? chamar filho da puta ao presidente do país lider do mundo livre é ser corajoso ? ou será antes de mais, má educação e falta de nível. Que me lembre assim, ultimamente só o Chavez a mandar os americanos pró car…!!!!! o clube dos ressabiados aumenta…..nem o efeito Obama os amolece….

  54. João Santos

    O grande pecado do Bush foi ganhar a guerra do Iraque ( Saddam kaput ), Afeganistão (taliba e bin laden kaput)e isso enfurece por demais a esquerdalhada e os idiotas úteis que desde o primeiro minuto asseguraram que o afeganistão era um cemitério de impérios, o inverno afegão era irresistivel, a guarda republicana no iraque iria esmagar os americanos ( alô Bagdad Bob ? ),as areias do deserto iriam parar a máquina militar americana, e mais uns tantos chorrilhos que não se verificaram. Mas eles insistem, insistem…podem esperar sentados.Let´s roll Obama…next stop, Iran.

  55. anti-comuna

    Caro Luckulycky, Vc. vai-me desculpar, mas Vc. continua a preferir a via securitária à Liberdade. E vez da limiação dos poderes do estado e, sobretudo, dos vários serviços secretos e de inteligência americanos. Vc. parece estar a racionalizar quando diz isto:

    “Quais foram os cidadãos a quem foram violados os direitos humanos e a quem limitaram gravemente a Liberdade em nome da Segurança.”

    A começar pelos próprios americanos, hoje pode ser vítimas de várias filhas da putice, em nome do combate ao terorismo. Uma delas, ser prisioneiro sem culpa formada, acesso a defensores ou sequer contactar os seus familiares. E depois ser torturado em nome de um combate ao terrorismo. Certo?

    Mas depois Vc. foi aos tais combatentes ilegais, na sua própria expressão:

    “Se se enganou e não está falar de cidadãos mas de combatentes ilegais, é preciso que algo exista de modo a que os combatentes ilegais não tenham iguais ou mais vantagens do que Combatentes Protegidos pela Convenção de Genebra”

    Quem é que é combatente ilegal? Se são os próprios USA que admitem não terem possibilidades de aplicarem qualquer Direito a esses cidadãos? São ilegais? Com base em que legislação? Nas suspeitas dos torcionários ao serviço dos USA?

    É que esta ausência de legislação convém aos torcionários. Porque podem fazer dos cidadãos, repito para Vc. entender, cidadãos, aquilo que bem entender, a coberto de uma ausência de legislação, que só beneficia os torcionários. Porque, até prova em contrário, é a palavra de torcionários contra cidadãos que se reclama de inocência, na maioria dos casos.

    Mas Vc. sabe tão bem como eu, que o facto de não haver legislação não implica que esses ciidadãos não possa pagar pelos seus actos. Nunca pode a ausência de legislação ou jurisprudência justificar o não acesso à Justiça, advogados e/ou familiares.

    Na prática Vc. põe-se do lado dos torcionários, que sem prestar contas a ninguém e com a admissão dos próprios responsáveis políticos, praticam a tortura. E não se importam que essa mesma tortura é em si mesmo uma violação do Direito americano.

    Agora diga-me, caro Luckylucky. Estas práticas dos torcionários americanos diferem das do Saddam em quê? Se os métodos até são piores, já que em nome de uma civilização superior, se dá importantes retrocessos civilizacionais?

    Mas Vc. ainda vai mais longe e diz isto:

    “Isso implica interrogatórios, óbviamente, e mais duros que a um cidadão ou que treino militar, obviamente percebo os riscos.”

    Os riscos para quem? Para quem tiver azar de cair nas malhas dos torcionários. E olhe que eu admito a tortura em casos muito raros e especiais. Mas muito especiais mesmo. Mas sob a cobertura de uma legislação especial aplicável. Mas de resto, para Vc. vale a pena corrermos os riscos de sermos torturados. Eu ou Vc. que tenhamos o azar de cair na suspeição de torcionários – e se me disser que é impossível, posso-lhe contar um caso pessoal, num aeoroporto espanhol, que se eles funcionassem pela sua nova filosofia da “arte da guerra”, dava justitficação para eu ser torturado, só por suspeição à minha pessoa, ou acompanhantes.

    Acha isso justificação suficiente? Aceitarmos os riscos de cairmos nas mãos de torcionários, só porque alguém nos pode considerar suspeito de algo?

    Mas há mais coisas que me surpreendem:

    “Não se confunda. A coisa mais importante para haver e continuar a haver Liberdade nos EUA é não haver atentados.”

    Mas na Koreia do Norte não há atentados. Ou em Cuba. Isso justifica que vale a pena limitar as nossas liberdades e ampliar os poderes discrionários dos Estados?

    Há coisas que eu verdadeiramente não entendo, sabe? Vc. confunde securitismo com Liberdade, mesmo que sob uma aparente segurança. Sabe uma coisa? Aponte-me uma condenação pelos tribunais americanos de um atentato tentado nos USA, que falhou pela eficácia destas medidas. Só uma condenação, por favor. É que, dessa forma propandistica, sem provas nem resultados práticas, o estado pode continuar a ampliar os seus poderes, na medida que, quanto mais o tempo passar, mais justificação terão para ampliar os poderes estatais, por suposta eficácia dessas medidas, por falta de atentados. Mas Vc. tem consciência do perigo que é este seu pensamento?

    “O meu exemplo ao ir buscar o passado era para demonstrar que Bush está muito mais próximo da situação de antes de 9 de Setembro do que do exagero de Roosevelt no domínio da segurança interna.”

    Não, peço desculpa. Os erros do Roosevelt não podem ser invocados pelos defensores do Bush. Não podem, nem devem. Porque é errado e Vc. está a cair no novo erro de agora. Que é comparar terrorismo aos combatentes militares normais. Está no fundo a justificar o próprio terrorismo, quando invoca situações de guerra convencional para defender determinas práticas na sua luta contra o terrorismo. O terrorismo não é nem pode ser comparado a guerras convencionais. Se os terroristas o fazem, eu compreendo. Vc., para defender o Bush, é um tiro no pé. Vc. acaba por jogar o jogo de grupelhos como o Hamas, o Hesbollaz, etc.

    Está ciente dos erros que Vc. comete? Secundando os erros da própria Admnistração Bush? E Vc. acredita mesmo que está a combater o terrorismo?

    De resto, quanto a isto, Vc. faz sorrir:

    “Bush foi um Bom Presidente internacionalmente. A decisão que considero mais importante foi chamar a nebulosa da Al-Qaeda para a guerra táctica(que degrada o Elan) em vez dos atentados estratégicos de grande impacte(que reforçam o Elan) e assim não ter caído na armadilha de Truman, que deixou crescer o Monstro Comunista muito mais do que devia, na minha opinião um dos mais desastrados Presidentes.Bush saí com a popularidade de rastos mas o mais importante é que levou a popularidade de Bin Laden para baixo também.”

    Vc. está a comparar e a legitimar o terrorismo, meu caro amigo. Nada disso. Pode-lhe parecer contraditório, mas Vc. está a dar mais alma aos grupelhos terroristas. Dar mais legitimidade. Quando devia ser ao contrário, sabe? Essa gente não pode ter um estatuto superior aos criminosos e carniceiros civis. Aos serial killers civis. Compreende?

    Depois há mais. Quais os objectivos estratégicos conseguidos pelo Bush? Eu não os conheço em detalhe, mas posso dizer que falharam em quase toda a linha. Toda. Pior. A Al Qaeda nem sequer existia operacionalmente. O Bush deu-lhes um motivo forte para que os vários grupelhos cooperassem e até tivessem a fontes de financiamento comuns, antes espartilhado em células, que é uma boa forma de limitar operacionalemnte os grupos terroristas.

    Vc. tem a certeza do que escreve por aqui? Não anda a ser emabalado demais na propaganda Bush? Medite bem no assunto e veja lá se não temos razões para nos preocuparmos no futuro.

    “. Nunca se teria ganho a Segunda Guerra Mundial com essa espécie de Moralidade de zero erro em que as nossas faltas atingem um proporção desmesurada e uma marca de tinta estraga as nossas vestes brancas e a nossa pureza, que aliás nem sequer ”

    Mas erros existem sempre. Mas com o Bush, o erro deixou de ser erro e passou a ser marca do seu moralismo torcionário e anti-liberal (dele e dos seus compagnons de route, claro está, não seus). O Bush retrocedeu em termos civilizacionais, amigo. Nós na Europa sempre tivemos muito terrorismo e nunca precisamos de chegar ao ponto que chegou o Bush, para eliminarmos grupos como as FP25 de Abril, Brigadas Vermelhas, etc.

    Há quantos anos não há um atentado terrorista na Alemanha? E em Itália? Ou até do IRA em Londres, mesmo sem a deriva securtitário do Blair?

    Nós europeus fomos mais eficazes, sem vendermos a alma e a razão, para combatermos, eliminarmos e limitarmos o terrorismo. Só o Bush e seus apaniguados se lembrou de usar o terrorismo para objectivos geoestratégicos mais vastos e ocultos, que o amigo Luckylucky não vê. Ou não quer ver. Como o controlo dos acessos aos hidrocarbonetos. E não só, claro.

    “Não se ganha uma guerra a olhar para o espelho.”

    Mas ganham-se guerras a exércitos convencionais. Não a grupelhos terroristas, que nada mais são que movimentos políticos para-militares fascizoides, como o Hamas, as FARC, etc.

    Vc. está a elevar o estatuto dos terroristas. É o primeiro passo para Vc. perder a guerra. Porque ela não é militar mas política e psicológica.

    Vc. ainda não sabe lá muito bem o que é o terrorismo. Vc. está a ir na onda idiota do Bush e seus apaniguados. Vc. já perdeu a guerra, assim como o Bush. Vc. está a cometer parte dos erros passados, em alguns países. Incluindo Portugal. que desembocou nas ditaduras africanas, de má memória.

    anti-comuna

  56. Nuno Gouveia

    Num blogue colectivo, cada um é responsável pelo que escreve. Obviamente apenas ao seu autor deve ser imputado este post miserável. Mas parece-me que o autor devia ter algum respeito pelas pessoas que aqui escrevem. Não nas ideias que defende, pois a discordância é normal e até de salutar, mas na boa educação e na civilidade, marcas deste blogue.

    A arruaça e o insulto não fazem parte do adn do Insurgente. Ao contrário deste post, que passou todos os limites da boa educação e bom gosto (só comparável com o amável Hugo Chavez). Se o seu autor faz da sua escrita pública uma mera conversa de café e insultuosa, lamento que assim o seja. Mas isso não é digno de ser escrito no Insurgente. Parece-me!

  57. Acção Directa

    É para nivelar com o nível das caixas nos blasfemos. Rascas.

    ( Infelizmente nada sei sobre a mãe de Bush, logo…fico pelo sorriso.)

    Bom dia.

  58. Vá lá, a coisa assim até fica mais ou menos em águas de bacalhau. Tivesse o autor deste blog investido com o mesmo título por exemplo nosso PM e outro galo cantaria; um processozinho por calúnia e difamação, mais a chatice de ter de provar que realmente JS foi parido por uma senhora que de facto exercia tal profissão, ah, lá disso é que se não safava este blogger.
    Digo eu, que não me sinto nada ofendido por alguém insultar uma pessoa que admiro mas que não é da minha família, nem meu amigo, e que nem conheço de lado nenhum a não ser dos cromos, como dizia Mourinho.

  59. Aplaudo o post, e faço minhas as palavras do autor. E estabelecer equivalências entre a “Guerra ao terrorismo” e a Segunda Grande Guerra é cair no grotesco. É comparar o incomparável.
    Os Sr. Bush matou mais do que muitos dos criminosos que hoje enfrentam a justiça internacional!

  60. Volto a dizer que se o autor deste blog for expulso ou for mantido no mesmo é-me complemente indiferente. Vocês fazem neste blog o que vos apetecer.

    Só referi que existiu uma situação semelhante no blog atlântico. E não fui só eu que tirou esta interpertação.

    Quanto ao facto de eu ser um espectáculo… eu sei. Ninguém precisa de me dizer.

  61. O 2º mandato de Georgw W. Bush e da sua administração, foram na realidade um fracasso total em todos os sentidos e deixaram a nação mais poderosa do mundo práticamente de “rastos” e por arrasto a ecónomia mundial… Plenamente de acordo em relação a isso.

    Agora todos esperam que Barack Obama com dois toques de magia e num curto espaço de tempo inverta essa situação, desenganem-se os crentes dessa teoria, vai demorar e muito até tudo voltar à normalidade, tanto nos E.U.A. bem como no resto do mundo, mas eu como muitos milhões de pessoas no mundo depositam todas as esperanças nesse homem que ontem tomou oficialmente posse do cargo de presidente, e tenho quase a certeza que se for bem acompanhado (e será concerteza), o mundo voltará à normalidade num pior cenário dentro de 18 a 24 meses (acrescentar a este mais 12-24 meses para Portugal recuperar)…

    De estranhar realmente foi como o candidato republicanio J. McCain conseguiu tantos votos no frente a frente com B. Obama, depois de tanta asneira de palmatória que George W. Bush fez no seu mandato.

    Já agora, esse título era de se substituir.

  62. lucklucky

    “Caro Luckulycky, Vc. vai-me desculpar, mas Vc. continua a preferir a via securitária à Liberdade.”

    🙂 Peça desculpa por tentar colocar aqui absolutos quanto ao resto não precisa. É uma questão de grau. A partir do momento em que tem sistema de justiça você está colocar limites. Por exemplo o uso de Jurí é uma via securitária ou não?

    “A começar pelos próprios americanos, hoje pode ser vítimas de várias filhas da putice, em nome do combate ao terorismo. Uma delas, ser prisioneiro sem culpa formada, acesso a defensores ou sequer contactar os seus familiares. E depois ser torturado em nome de um combate ao terrorismo. Certo?”

    Onde foi buscar isso? As disposições só se aplicam a não-cidadãos.

    “Quem é que é combatente ilegal?”

    Quem é combatente ilegal é quem os EUA dizem que é, como é óbvio. As Forças Armadas têm toda a descricionaridade para o fazer com base nas suas regras. Como em qualquer Guerra passada.
    Como ter prisioneiros não é algo muito do agrado da cultura das Forças Armadas dos EUA não me preocupa muito.
    Ficaria mais preocupado se o Governo construísse um Corpo Especial para o efeito. Aí já teriam de justificar a sua existência como burocracia.
    Além disso como o número de prisioneiros é relativamente pequeno e há vários exemplos combatentes libertados a voltar ao combate isso é uma demonstração que a peneira até está eventualmente demasiado aberta.
    Para mais temos imprensa livre sem censura. Ao contrário da Segunda Guerra Mundial.

    “Agora diga-me, caro Luckylucky. Estas práticas dos torcionários americanos diferem das do Saddam em quê? Se os métodos até são piores, já que em nome de uma civilização superior, se dá importantes retrocessos civilizacionais?”

    Não brinque comigo está comparar ameaças de morte agora chamadas de tortura, com tortura que leva á morte, mutilações, pontas de cigarro, arrancar unhas e isto só para começar? Dou-lhe um exemplo de Nova Tortura que o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos não reconheceu como Tortura: http://www.hoover.org/publications/policyreview/35426189.html

    …”Daschner decides to act. He dispatches police inspector Ortwin Ennigkeit to the office in which Gäfgen is being held for interrogation. Ennigkeit’s assignment: to make Gäfgen talk — if necessary by threat of torture. Indeed, Daschner has resolved not only to threaten Gäfgen with pain, but to carry out the threat if his prisoner is not otherwise forthcoming. A doctor has been found to supervise the proceedings.

    In the interrogation room, Ennigkeit tells Gäfgen that a “special officer” is on his way. If Gäfgen does not tell Ennigkeit where the boy is, the “special officer” will “make him feel pain that he will not forget.” On Gäfgen’s own account, the formula is still more menacing: the officer “will make you feel pain like you have never felt before.” “Nobody can help you here,” Ennigkeit tells him, according to Gäfgen’s testimony. “We can do whatever we want with you.” On Gäfgen’s account, moreover, Ennigkeit already begins to rough him up: shaking him so violently that his head bangs against the wall and hitting him in the chest hard enough to leave a bruise over his collarbone. Gäfgen’s testimony is consistent with the tenor of Daschner’s instructions, which, on Daschner’s own admission, called for the “use of direct force”…

    Diga-se que eu não aceito isto contra cidadãos do próprio País.

    “Os riscos para quem? Para quem tiver azar de cair nas malhas dos torcionários. E olhe que eu admito a tortura em casos muito raros e especiais. Mas muito especiais mesmo. Mas sob a cobertura de uma legislação especial aplicável.”

    Eu vou mais longe, acho que a Tortura(e quando digo tortura é mesmo tortura) digo que não deve ter cobertura legal mesmo em casos raros. Mas que seja dada a possibilidade de Perdão num caso excepcional.

    “Mas na Koreia do Norte não há atentados. Ou em Cuba. Isso justifica que vale a pena limitar as nossas liberdades e ampliar os poderes discrionários dos Estados?”

    Não se faça desentendido. É isso mesmo que quiz dizer, para não termos “Cuba” ou “Coreia” convém não ter atentados,
    ou chega ao ponto de dizer que Cuba é os americano têm agora? Se assim for os EUA em 1942 eram piores que Cuba…
    As disposições para os Cidadãos Americanos são mínimas.
    São mais perigosas as leis que já existiam muito antes de 11 de Setembro que permitem o direito de forças policiais fazerem um assalto a uma casa sem aviso por suspeitas de crimes do que as leis anti-terrorismo.

    “quanto mais o tempo passar, mais justificação terão para ampliar os poderes estatais, por suposta eficácia dessas medidas, por falta de atentados. Mas Vc. tem consciência do perigo que é este seu pensamento?”

    Você sabe que as leis têm limite temporal não sabe? Que a cada período será preciso votar novamente.

    “Não, peço desculpa. Os erros do Roosevelt não podem ser invocados pelos defensores do Bush. Não podem, nem devem. Porque é errado e Vc. está a cair no novo erro de agora.
    Que é comparar terrorismo aos combatentes militares normais.
    Está no fundo a justificar o próprio terrorismo, quando invoca situações de guerra convencional para defender determinas práticas na sua luta contra o terrorismo. O terrorismo não é nem pode ser comparado a guerras convencionais.”

    Pense duas vezes porque essa é demais. Escolha se quer manipular ou discutir.
    As medidas de Roosevelt foram todas aplicadas por causa de Terrorismo, na altura chamado de subversão, sabotagem e outros epítetos similares.
    Ou os cidadãos Americanos de etnia Japonesa são “combatentes militares normais”?
    Ou o cidadão Americano mais os alemães condenados á morte por uma Comissão por acusação de sabotagem
    “São combatentes militares normais” também?

    “Vc. está a comparar e a legitimar o terrorismo, meu caro amigo. Nada disso. Pode-lhe parecer contraditório, mas Vc. está a dar mais alma aos grupelhos terroristas. Dar mais legitimidade. Quando devia ser ao contrário, sabe? Essa gente não pode ter um estatuto superior aos criminosos e carniceiros civis. Aos serial killers civis. Compreende?”

    Hmm…começo a duvidar se pensou sequer no assunto. Você além de dar um púlpito político a Terroristas e depois ainda deve querer que informadores, informações e métodos militares estejam disponíveis para a defesa. Extraordinário!
    E sou eu que quero legitimar o Terrorismo…

    Talvez devesse estudar Goering e o Tribunal de Nuremberga.A propósito, mais outra Comissão Militar e sem recurso…

    “Depois há mais. Quais os objectivos estratégicos conseguidos pelo Bush? Eu não os conheço em detalhe, mas posso dizer que falharam em quase toda a linha. Toda. Pior. A Al Qaeda nem sequer existia operacionalmente. O Bush deu-lhes um motivo forte para que os vários grupelhos cooperassem e até tivessem a fontes de financiamento comuns, antes espartilhado em células, que é uma boa forma de limitar operacionalemnte os grupos terroristas.”

    Vive num mundo de ficção. “A Al Qaeda nem sequer existia operacionalmente” diz muito.

    “espartilhado em células, que é uma boa forma de limitar operacionalemnte os grupos terroristas”

    Ena eu pensava que a organização celular era o que fazia os grupos terroristas sobreviver e ter mais segurança…Há cada novidade hoje em dia.

    Estude as fissuras que se abriram na Al-Qaeda por causa de Bush, isto é só um exemplo de muitos:

    “How Al-Qaeda’s mastermind turned his back on terror”
    http://www.guardian.co.uk/world/2008/jul/13/heretic.alqaida.part.one

    Depois compare a popularidade de Bin Laden após 11 do 9 e agora…

    E como era de esperar as mortes de Zarqawi e muitos lugares tenentes na Al-Qaeda não contam para si. Isto é, o que faz a a intensidade do conflito diminuir para si conta nada.

    “Mas erros existem sempre. Mas com o Bush, o erro deixou de ser erro e passou a ser marca do seu moralismo torcionário e anti-liberal (dele e dos seus compagnons de route, claro está, não seus). O Bush retrocedeu em termos civilizacionais, amigo. Nós na Europa sempre tivemos muito terrorismo e nunca precisamos de chegar ao ponto que chegou o Bush, para eliminarmos grupos como as FP25 de Abril, Brigadas Vermelhas, etc.”

    Significativo. Nem a mais básica e primária noção de “Grau – intensidade, categoria; posição; nível hierarquizado” algo que se aprende desde criança você tem. Vamos colocar assim:
    As FP-25 c/5000 combatentes com explosivos e armamento pesado sendo financiados a partir do Exterior…e depois quero vê-lo a combater umas FP tipo Farc com pistolas e mandatos de captura.

    Você não percebe o básico. O que faz a guerra ou uma operação policial não é o género de conflito ou quem combate . São os níveis de recursos colocados em acção e a velocidade de destruição. Se você tivesse 50 assaltos violentos com tiros e mortos por dia em Lisboa você teria um estado de Guerra quer queira quer não.

    “Há quantos anos não há um atentado terrorista na Alemanha? E em Itália? Ou até do IRA em Londres, mesmo sem a deriva securtitário do Blair?
    “Nós europeus fomos mais eficazes, sem vendermos a alma e a razão, para combatermos, eliminarmos e limitarmos o terrorismo. Só o Bush e seus apaniguados se lembrou de usar o terrorismo para objectivos geoestratégicos mais vastos e ocultos, que o amigo Luckylucky não vê. Ou não quer ver. Como o controlo dos acessos aos hidrocarbonetos. E não só, claro.”

    Não fosse milhares de Talibans e Jihadistas mortos a Europa teria de sujar as mãos. Qual foi o líder digamos médio nem digo de topo da Al-Qaeda eliminado pelos Europeus? Pois nada, zero. Os danos Europeus na Al-Qaeda resumem-se a umas dezenas de operacionais menores, peanuts. Umas vitórias táticas e duas derrotas pesadas. Vitórias estratégicas nenhumas.
    A Al-Qaeda pode-se vangloriar á vontade das suas operações na Europa. Provocou muito mais baixas que recebeu.
    A única coisa que são capazes é apanhar operacionais menores e provavelmente alguns vitórias só foram possíveis a partir de informação Americana ou pior tortura Árabe.

    Os Europeus são lamento dizer são a antítese da civilização e eu sou Europeu, se não fossem os EUA a Europa muito mais rica mas moralmente corrompida, tipicamente Bizantina tinha caído aos pés da brutalidade básica e pelintra dos Soviéticos.
    Mas quando a guerra é pequena e chega ás portas como na Ex-Jugoslávia nem é preciso haver rockets a voarem em direcção a cidades para ter legitimidade para começar a bombardear, claro chamando os Americanos a fazer a maioria das missões, e depois é a Paz a todo o custo nem que para isso se redesenhe fronteiras e se recompense a limpeza étnica.

    “Mas ganham-se guerras a exércitos convencionais. Não a grupelhos terroristas, que nada mais são que movimentos políticos para-militares fascizoides, como o Hamas, as FARC, etc.”

    Você não tem respeito pelas capacidades do adversário. Deveria ter. Quando se anda aos tiros não há diferença de uma bala,granada ou rocket vindo de um “grupelho fascizante” ou Exército Convencional. Há inumeros grupos e rebeliões que foram parados por força militar. Talvez prefira 50000 jihadistas a andar por aí.

    “Vc. está a elevar o estatuto dos terroristas. É o primeiro passo para Vc. perder a guerra. Porque ela não é militar mas política e psicológica.”

    Não lê os Jornais ou vê as Notícias? Consegue algo de mais elevado estatuto do que a relação simbiótica entre o Terrorismo e Jornalismo? Com a ajuda de um púlpito e plateia legal ainda melhor. Qual o Combatente que respeitou as Convenções de Genebra pode aspirar a tal coisa e sequer chegar a esses direitos que quer dar a terroristas e combatentes ilegais?

  63. Grande nojento este homem..

    E ainda tem o descaramento de dizer em público que está satisfeito com o seu mandato.

    Enfim.. é doente mental, sem qualquer sombra de dúvidas.

  64. anti-comuna

    Caro Luckylucky, Vc. canta muito mas não me alegra. Sabe porquê? Porque, parece-me, Vc. não sabe o que é o terrorismo. Desculpe-me que lhe diga, mas não o sabe.

    Eu começo por aqui:

    “Significativo. Nem a mais básica e primária noção de “Grau – intensidade, categoria; posição; nível hierarquizado” algo que se aprende desde criança você tem.”

    Então ensine-me, por favor. Explique-me o que era a Al Qaeda, após se tornar o alvo americano. Explique-me muito bem, porque senão eu continua infantilizado. E nessa explicação, resolva-me o seguinte mistério: os alegados financiamentos do Paquistão ao tal grupo que se diz ter deitado as Torres Gêmeas abaixo.

    Sabe uma coisa? Terrorismo como o Vc. está a qualificar é um erro. E eu explico-lhe melhor, como uma mera criancinha: o terrorismo é apenas uma arma de dissimulação táctica usada por exércitos convencionais. Sabia disso? Ou quer que lhe faça um desenho? 😉 Logo Vc. não pode equiparar o terrorismo ás guerras convencionais. Pelos vistos Vc. não pescou nada do que fizeram os Aliados (e não só, claro) durante a II Guerra Mundial, que Vc. até o invocou.

    Por fim, também quero perguntar, como uma mera criancinha: quem criou o Ben laden? E os USA já o apanharam? E não era supostamente o objectivo operacional nº 1 do Bush?

    Sabe uma coisa, caro Luckylucky, racionalização como Vc. a faz, pode conquistar algumas almas mais dadas a “rodriguinhos” mas não esconde o essencial: a falência do projecto militar oficial (e aqui realço o oficial, para Vc. meditar no que posso estar a querer dizer indirectamente) da Admnistração Bush.

    Para concluir, caro Luckylucky, quer derrota mais estrondosa dos americanos que a perda do controlo do acesso europeu a hidrocarnonetos no Caúcaso? Para os russos? E que agora nós europeus, estamos cada vez mais dependentes dos russos? (Aqui a derrota além de americana é também europeia, naturalmente.)

    anti-comuna

  65. anti-comuna

    Caro Luckylucky, só gostava de corrigir esta minha questão, que tão encarecidamente lhe peço, que me esclareça e ensine. Que me ilumine!

    Onde escrevi isto:

    “Então ensine-me, por favor. Explique-me o que era a Al Qaeda, após se tornar o alvo americano.”

    Era para ter escrito isto:

    Então ensine-me, por favor. Explique-me o que era a Al Qaeda, ANTES se tornar o alvo americano.

    É importante esta correcção. E já agora pode também explicar-me, dentro dessas resposta, do porquê que o D. de estado americano (salvo erro e de memória) tinha retirado a prioridade ao combate aos grupos radicais islâmicos, em especial o que concerne o grupo de Ben Laden, apesar dos supostos atentados perpetrados pelo grupo do “fantasma” desse tão odiado saudita, antes do 11 de Setembro.

    Fico á espera. Olhe que se Vc. sabe do que fala, vou ter muitas questões para lhe colocar. Eu gosto de aprender com quem sabe da poda. 😉

    anti-comuna

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