Era uma vez um cliente…

Estas coisas incomodam-me. Por isso, e a partir de hoje, deixo de ir ver filmes a salas que sejam exploradas pela Medeia Filmes. É chato, eu vejo para cima de 60 filmes por ano nas salas de cinema, boa parte deles no Monumental Saldanha, portas coladas com o hotel onde costumo ficar e com o sítio onde trabalho quando estou na capital. Azar, o meu e o da Medeia; passo a ir ao Corte Inglês (sempre dou um passeio). 

Proponho a todos os consumidores que ficaram prejudicados pela iniciativa de Medeia que façam o mesmo.

14 pensamentos sobre “Era uma vez um cliente…

  1. Fernando Campos

    Como já disse, para ficar tudo em pé de igualdade eu vou hoje entregar o meu King Card e pedir que me devolvam o dinheiro. Se não há cartões para uns, não há para ninguém!

  2. Cara Pálida

    “Por isso, e a partir de hoje, deixo de ir ver filmes a salas que sejam exploradas pela Medeia Filmes”

    Talvez seja bom para ti. Não vais precisar de preocupar-te com filmes que exijam demasiado intelecto, e poderás contentar-te com o cinema-pipoca da Lusomundo. Na realidade, era isso mesmo que ia acontecer de qualquer das formas: com o abuso de posição dominante da Zon Lusomundo, em breve a Medeia Filmes iria à falência. Mas ainda bem que vivemos num capitalismo regulado e não num capitalismo selvagem.

  3. LT

    O/A Cara Pálida deve entender por “Capitalismo Regulado” um sistema que garanta a sobrevivência de empresas independentemente das vontades e desejos de clientes/consumidores… Felizmente ainda não estamos lá…

  4. Caro Cara Pálida,

    http://www.medeiafilmes.pt/filmesemexibicao/filmesemexibicao.htm:

    Não sabia que filmes como “Australia”, “Sim”, “Casamento em Dose Dupla”, “Bem vindo ao Norte”, “Mulheres”, “Madagascar 2”, ou “Reviver o Passado em Brideshead” exigem muito do intelecto… E fica por provar que a Lusomundo não passa filmes de qualidade. É de uma arrogância sem limites da Medeia essa ideia de que são os “guardiães do intelecto” e os “provedores do bom-gosto”.

  5. Cara Pálida

    A concorrência é saudável. Não devemos trocá-la pela gratificação imediata.
    Como todo o bom passador de droga sabe, as primeiras doses são gratuitas. Empresas que abusam da sua posição dominante ao oferecem borlas no curto prazo, fazem os consumidores pagarem muito mais no longo prazo (quando a concorrência já estiver aniquilada). A História está cheia destes exemplos. Mas os fiéis da cartilha liberal não os conhecem.

  6. Caro Cara Pálida,

    Quando a concorrência estiver “aniquilada”, se a Zon/Lusomundo abusar da sua posição, o que impede que abram novos cinemas que ofereçam bons filmes a preços justos?

    Por acaso os bilhetes são acompanhados de alguma imposição legal de ir ver cinema noutros sítios?

    Não percebo em que é que a campanha da Zon viola as regras da concorrência, que não o benefício para o consumidor de cinema e de TV Cabo.

  7. André Azevedo Alves

    O “Cara Pálida” está a precisar de comer menos pipocas e aprender alguma coisa de Economia.

  8. A História está cheia destes exemplos.

    Três exemplos se faz favor. (Empresas públicas não contam porque estão, por definição, fora da concorrência)

  9. D. Nicola

    Pois, mas antes do aparecimento do myzoncard o Paulo Branco conseguiu falir os Cinema Millenium em Santarém, em Alcochete, Alvaláxia,… Andou a pedir indeminizações ao Freeport, ao ICA,… quando o único problema é a própria má gestão e falta de mundividência. Como é que um subsidio-dependente pode bradar aos céus contra as borlas dadas aos outros? E o cartão Medeia que oferece por 15€ mensais entradas ilimitadas? Eu também pago à zon 60€ mensais, e não vejo mal nehum em me darem uma espécie de brinde. E depois há ainda a incoerência da AdC. Porque é que o cartão é permitido na Madeira e Algarve e não em Viseu, onde nem sequer existe concorrência, e onde os únicos prejudicados são as pessoas?… E a celeridade do processo comparativamente a todos os outros movidos pela AdC? Isto cheira a esturro é o que é… E o canal Benfica? São 6 millhões de potenciais clientes para o Meo, um jogo grátis por semana… Critérios…

  10. Luís Barata

    E eu proponho que se faça o mesmo em relação aos bancos que vão utilizar o nosso dinheiro para se aguentarem.

  11. Monopolista

    Eu acabava também com o próprio jogo do monopólio, pois segundo a AdC pode criar graves entraves à concorrência a médio-prazo, porque cria nas pessoas uma vontade de ganhar, aquele sentimento que provavelmente o sr. Paulo Branco nunca experimentou. Talvez tenha ganho uns subsídios para os seus filmes da treta, mas isso não conta. Marketeers cuidem-se, gestores não se atrevam, ganhar é pecado, sobretudo quando o adversário é tão fraco que quer ganhar na secretaria por todos os meios necessários à morte … do próprio jogo.!!!!!!

  12. “Eu acabava também com o próprio jogo do monopólio, pois segundo a AdC pode criar graves entraves à concorrência a médio-prazo”

    A vontade de ganhar existe tanto na concorrência limpa no mercado como no favorecimento através do processo político. O que está em causa é aceitar a concorrência ou recorrer ao estado para prejudicar os concorrentes e os consumidores.

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