Israel, Gaza e o Hamas

Até à vitória total, por Bernardo Pires de Lima.

Só há um final possível para a incursão israelita em Gaza: o fim do Hamas.

Primeiro, pelo poder aéreo usado contra infra-estruturas e meios humanos, cirúrgica e pacientemente identificados. Segundo, pela investida terrestre em marcha para aniquilar e controlar os canais não destruídos e os meios fora do alcance da aviação. Terceiro e em paralelo, pelo controle da costa por via do poder marítimo israelita. Com o aval do Egipto, consegue-se encurralar o Hamas nos limites de Gaza até à vitória total. Militarmente, a operação é brilhante, cobrindo os enormes danos que a campanha no Líbano tinha provocado aos decisores políticos e militares israelitas. Politicamente, mostra que a coligação no poder consegue garantir a segurança dos israelitas face à sua maior ameaça no curto prazo: os islamitas do Hamas. Se as capacidades militares e políticas de Israel estão à vista de todos, mostram também que a Autoridade Palestiniana que controla a Cisjordânia não é um alvo, porque Telavive já a identificou como o seu interlocutor preferencial. O Hamas é apenas e só o maior entrave à solução ‘Dois-Estados’ e um cancro na estabilidade do Médio Oriente. Só a rua europeia é que ainda não viu isso.”

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6 pensamentos sobre “Israel, Gaza e o Hamas

  1. Mas, atendendo a que grande parte da população palestiniana apoia o Hamas (ou, pelos menos apoiava nas ultimas eleições), acabar com o Hamas não implicará (mesmo que a intenção não seja essa) ter que acabar com grande parte dos palestinianos dos “territórios”?

    Já agora, porque é se fala tanto do “Hamas” e da “Autoridade Palestiniana” (em vez de, por exemplo, da “Fatah”)? Afinal, tanto os “governos” de Gaza como da “margem ocidental” são, para todos efeitos, bandos armados que tomaram o poder à revelia da lei.

  2. Caro Miguel,

    O Hamas ganhou com 44% do voto popular, a Fatah teve 41%. Não foi, de todo, uma derrota esmagadora.

    Convém não esquecer que todo o Mundo ficou “surpreendido” com este resultado…

  3. CN

    Esta operação (e não é esta em particular) de Israel tem o carácter de punição o que pode ser considerado de forma fria como estratégia previsível e aceitável.

    Existe a via da violência redobrada como existe a via de aceitar a violência a si infligida de forma algo passiva. A segunda precisa de mais coragem para quem tem muitos meios de defesa, e assim por norma escolhe-se a primeira.

    Não existe “vitória” neste tipo de conflito. Existe impor custos pesados como forma de prevenção. Pode resultar, pelo menos ganha-se tempo.

    Se isso vai ajudar Israel falta saber. A desproporção quando demasiado evidente cria efeito de motivação do David contra Golias.

    Já agora, Arafat diziam, e a falta de eleições era o entrave.

  4. Pingback: Israel, Gaza e o Hamas (2) « O Insurgente

  5. Al Borak

    o Hamas não será derrotado pelos nazisraelitas, só o que os sionistas fazem é assassinar civis árabes com o aparato militar americano que os sustenta, do contrário seriam esmagados como os vermes que são, no entanto o próprio Senhor visitará a maldade de seus filhos, e punirá a carnificina de seus corações covardes.

    Força Gaza !!!

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