Nos programas de apoio às empresas, em virtude da crise, consta um que propõe crédito a uma taxa com um desconto de 0,5% relativamente à Euribor que, no dia que me foi proposto pelo banco, pressupunha uma taxa mínima de 3% (a única coisa que não perguntam na ficha de candidatura ao apoio, é se prefiro boxers ou cueca de janela e de que cor). Nesse dia a Euribor já estava a 2,67%. Julgo que entretanto essa taxa mínima já baixou para 1,5%. Isto é pouco importante, limita-se a mostrar a desorientação dos que julgam saber, como fez o PM, quais são as “empresas viáveis”. Não sabem sequer o que fazem, mas sabem o que desde sempre andamos todos a tentar descobrir. Enfim. O mais importante nesta história é o seguinte: para efeitos deste apoio, a minha empresa é considerada micro e, portanto, este crédito tem um limite máximo de 5.000 Euros. Para jornalistas de economia: cinco mil euros. Ainda gostava de saber é que investimento quer o PM que eu faça com cinco mil euros. Que limpe o cu às notas ou que vá de férias às Maldivas, com certeza. Ora bem, como convém à chulice do Estado, para efeitos de Pagamento por Conta, a merda da empresa já não é micro, é uma Grande Empresa. No ano fiscal de 2009 já temos que pagar 90% do IRC de 2008 porque, parece, o Governo do “melhor primeiro ministro” do Ferreira Fernandes, quer beneficiar as PME e fazer pagar as Grandes Empresas, o Grande Capital ou lá que é que lhes chama agora. É mentira.
Mês: Janeiro 2009
Aldrabões e aldrabados
Sobre os factos não sei nada, só posso ser testemunha abonatória de José Sócrates: ele é o melhor primeiro–ministro que já tive. – Ferreira Fernandes no DN.
Vou tentar explicar ao Ferreira Fernandes e aos que o acompanham porque razão, o melhor primeiro ministro que ele teve e o Governo de que faz parte, não passam de aldrabões. Por exemplo:
O PEC nas Micro e Pequenas Empresas


O PEC (Pagamento Especial por Conta) nas Micro e Pequenas Empresas, versus as medidas de apoio preconizadas pelo Governo.
Segundo dados do Governo existem em Portugal 367.000 empresas.
Destas:
67.000 apresentam matéria colectável superior a € 12.500,00.
100.000 apresentam matéria colectável entre 0 e € 12.500,00.
200.000 apresentam matéria colectável nula ou negativa.
O Governo preconiza a implementação da redução de taxa de IRC para 12,50% para as empresas que apresentem matéria colectável entre € 0,00 e € 12.500,00, sendo que para as que apresentem matéria colectável superior, a taxa mantém-se nos 25%.
Esta redução pelo Governo da taxa de IRC para 12,5%, à primeira vista, parece uma efectiva medida de apoio às Micro e Pequenas empresas. Nada mais falso. Continue a ler “Aldrabões e aldrabados”
O discurso que o Presidente da República deveria fazer, demitindo o Governo e dissolvendo a Assembleia da República
(Muito provavelmente, Cavaco Silva não irá fazer um discurso como este, nem sequer demitirá o governo nem dissolverá a Assembleia. Mas fica aqui o discurso que eu acho que deveria ser feito pelo Presidente da República)
O novo governante
Portugal é demasiado pequeno para ter um regime semi-presidencialista. Só houve lugar para um no tempo de Sá Carneiro e Eanes, o mesmo sucedendo quando Cavaco Silva era chefe do governo e Mário Soares estava em Belém. O fenómeno parece tão evidente que, com Cavaco na presidência, bastou um pretexto fraco (o Estatuto dos Açores) para que a ‘cooperação estratégica’ terminasse.
Agora, com o caso Freeport e o inevitável enfraquecimento político de José Sócrates, mais uma vez se comprova que só há um lugar para um na política portuguesa. Depois de quase três anos a estudarem-se mutuamente e uns poucos meses de conflito surdo, o primeiro-ministro parece vergado perante o presidente. Caso o PS não renove a maioria absoluta, e com um José Sócrates sem chama e ainda menos carisma, Cavaco Silva não será um mero árbitro mas, na prática, um verdadeiro governante.
Portugal é demasiado pequeno para o poder se dividir entre dois políticos, principalmente quando o Parlamento, fruto do sistema eleitoral que temos e que visa favorecer os pequenos partidos, é fraco e dispensável. Há sempre um que tem de ceder e desta, caberá a vez a Sócrates.
A virgem ofendida ataca de novo
Poderia o Zezito (petit nom familiar do PM), por obséquio, esclarecer quem são os “poderes ocultos” que orquestram a “campanha negra” que o persegue? Fica implícito que estes funestos poderes são de cariz partidário, já que o autor de tão felizes frases os avisa que não é assim que derrotam o nosso valoroso PM. Claro que o PM quer recordar a campanha triste de boatos sobre a sua orientação sexual (o que, de resto, a tão grande defensor do casamento gay e, supõe-se, de opinião que a homossexualidade é equivalente à heterossexualidade, não deveria ofender) que toda a gente imputou a Pedro Santana Lopes. Mas agora nada disso é claro – desde, no máximo, a saída de Santos Cabral que a investigação ao caso Freeport está parada em Portugal, tendo-se reanimado por instigação da investigação inglesa – e se há coisa clara é que o PSD não manda no Serious Fraud Office. Logo, além do PM e do PS ninguém vislumbra uma conspiração. E que o PM escolha inventar uma cabala aparenta falha de argumentos.
Também que se considere uma investigação à sua actuação enquanto governante – qualquer investigação – como um ataque pessoal (de resto muito comum na nossa esquerda que é, como se sabe, moralmente inatacável e insusceptível de acusação de qualquer vício) revela a falta de entendimento de uma democracia de Sócrates. De uma vez por todas, é conveniente que os políticos cresçam, percebam que o seu ego não interessa a ninguém, realizem que toda a sociedade deve esperar que o poder corrompa (porque o faz) e estar especialmente atenta às decisões dos que o exercem, que a diversidade de opiniões é essencial e o escrutínio agressivo (que nem existe em Portugal) é saudável. Caso não se queiram submeter ao escutínio, será melhor rumarem a outras profissões. O que não se admite de um governante é que rasgue as vestes de indignação e clame contra “poderes ocultos” quando submetido a uma investigação criminal ou jornalística.
Especulações
A possível saída de Sócrates do cargo de primeiro-ministro será mais um passo no caminho da desintegração dos partidos políticos. Sem Sócrates, Manuel Alegre fica na linha da frente para a sucessão e o PS vira à esquerda. Caso Alegre não assuma o papel a que se tem insinuado (e a que já se candidatou), outro substituto de Sócrates não será capaz de evitar a fuga de votos para a esquerda. PCP e BE teriam uma boa oportunidade de alcançar uma votação histórica.
Resta o PSD, com o risco de, uma vez mais, o poder lhe cair no colo. Só que, sem maioria absoluta e contra uma forte maioria de esquerda, qualquer governo social-democrata terá curta duração. A ser assim, apenas um governo laranja, bem sucedido, pode evitar um colapso dos partidos políticos.
Vamos assistir a alterações muito rápidas na linha programática do PS e PSD.
Talvez não fosse mal pensado
Fidel Castro exige a Obama a devolução de Guantánamo a Cuba
Incluindo os “hóspedes”?
Hoje lembrei-me disto
[YOUTUBE=http://www.youtube.com/watch?v=nATXtu7pv9o]
LOVE & ROCKETS – Dog End Of A Day Gone By
Clister
Portugal não é, de todo, um Estado de Direito. O Boavista levou no corpo, desceu de divisão, vai provavelmente fechar e, agora, vem o Tribunal Constitucional dizer que as escutas que serviram de prova para empurrar o clube para o desaparecimento são ilegais. Alguém devia ser lentamente sodomizado com um ferro em brasa. Ou levar com o clássico clister de vidro moído e amoníaco. Como é que chamam os que condenaram o Boavista?
Via Gabriel Silva, no Twitter
2.000.000. Para jornalistas da área da Economia: dois milhões
Mário Crespo: Então o que achou destes dois milhões? Foi bom, mais ou menos, assim-assim, fraquinho…?
Helder Ferreira: Pois…está dentro daquilo que são os nossos objectivos e estamos todos de parabéns, não é. O Mário também tem estado muito bem, muito obrigado
António Esteves Martins: E naquilo que são os vosso grandes desígnios estratégicos como vêem mais esta etapa na cruzada neo-liberal-sionista-capitalista-neo-coneira-beata-nazi-fasssssista?
Helder ferreira: Pois estamos muito contentes, continuamos a perseguir aqueles que são os nossos objectivos e estamos de parabéns. Todos e o António acho que também, ouvi dizer..
Teresa de Sousa: E agora? A Europa? Ou como dizia a senhora minha mãe do Obama, só vocês, rapazes e raparigas Insurgentes, podem salvar o Mundo? Vocês os Messias, os Cristos reencarnados, bem entendido.
Helder Ferreira: Pois eu de messias não sei, mas estamos todos de parabéns e…pois continuamos a lutar por aqueles que são os nossos objectivos, não é. Já salvar o Mundo…pois, não sei. Muito obrigado.
DOh!: Joder Tío! Qué bien, dos mijones de perros hijos de puta que visitáran vosotros todavía, pués! Hagan muchos, hijos de puta! Joder!
Helder Ferreira: Pois DOh, cá estaremos, não é, a lutar por aqueles que são os nosso objectivos e, pois, estamos todos de parabéns e tu também, obrigado.
Fátima Campos Ferreira: E agora? E agora perguntam os portugueses, os europeus, os asiáticos, os africanos, o Mundo…o Mundo?
Helder Ferreira: Pois. olhe sra D Fátima, agora….pois, gostava de mandar um abraço á minha família que sempre me apoiou e gostava de dizer que o Helder é o máior. O máior, não é? Ah e o DOh, o João Galamba e aquela senhora dos brócolos e do aspirador avariado também. São muito simpáticos sabe? Força. Amigos.
