O Insurgente

Tempo de enterrar Sá Carneiro (III)

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Algumas pessoas, em comentário aos meus dois últimos textos sobre Sá Carneiro, afirmaram, com alguma razão, que é necessário contextualizar no tempo as suas declarações. Para que não me acusem de ser injusto, aqui vai um pouco de contextualização. Por exemplo, em Setembro de 1975 numa conferência de imprensa Sá Carneiro definia exactamente o que pensava que significava a social-democracia:

Como disse de inicio, entendo que a social-democracia não é apenas via para o
socialismo
, através da manutenção de uma sociedade capitalista, mas já construção
do socialismo possível em cada momento
. Ela visa acabar com a exploração
do homem pelo homem, como diz, e a realização de uma sociedade sem distinção
de classes
, em que a igualdade e a liberdade possibilitem uma existência
humana autêntica.

Mais ou menos na mesma altura, a líder da oposição no Reino Unido, Margaret Thatcher, afirmava o seguinte no congresso do seu partido:

(…)But let me put this thought to you. If it is wrong to preach race hatred—and it is—why is it right to preach class hatred? If it’s a crime to incite the public against a man simply because of the colour of his skin—and it is—why is it virtuous to do so just because of his position?
The political organisation of hatred is wrong—always and everywhere. Class warfare is immoral, a poisonous relic of the past.
(…)
“We Conservatives don’t have a blue-print for instant success. There isn’t one.
“But at least we start with this advantage.
“We know what not to do. That path has been clearly signposted.
“If a government takes too much in tax, everyone wants higher wages.
“If a government bails out those who bargain irresponsibly, where does the money come from? The pockets of those who bargain responsibly.
“If a government tries to level everyone down, with year after year of totally rigid incomes policies, it destroys incentive.

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