O Insurgente

Tempo de enterrar Sá Carneiro (II)

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(…)O Programa que aprovámos mostra bem que o nosso caminho tem de consistir na
construção de uma democracia real. Não basta apenas rejeitar, ainda que claramente,
as vias oferecidas pelo neocapitalismo e pelo neoliberalismo
, por incapazes
de resolverem as contradições da sociedade portuguesa e de evitarem a
inflação, o desemprego, a insegurança e a alienação nas sociedades que constróem.
Não bastam reformas de repartição ou redistribuição de riqueza, sobretudo
pela utilização da carga fiscal
. Há que introduzir profundas reformas
estruturais, que alterem mecanismos do poder e substituam à procura do lucro
outras motivações que dinamizem a vida económica e social
. Propomo-nos, assim,
construir não uma simples democracia formal, burguesa, mas sim, uma autêntica
democracia política, económica, social e cultural.

Sá Carneiro, no discurso de encerramento do I Congresso Nacional do PPD, retirado da página do Instituto Sá Carneiro

Diz o Ricardo Ferreira em comentário ao meu último post que Sá Carneiro era um homem à frente do seu tempo. E tem razão: Francisco Louçã só apareceu uns anos depois.

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