
E bebeu da água suja do Capitalismo? E engoliu?
Já nem pergunto (por algum receio) se terá trazido uma coroa…
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E bebeu da água suja do Capitalismo? E engoliu?
Já nem pergunto (por algum receio) se terá trazido uma coroa…
para alem dessa pergunta inevitavel outra pergunta inevitavel
– Quando é que o André Azevedo Alves, acaba as férias?
Caro JLP
A culpa deve ser minha, mas tenho a tendencia a embirrar com as graçolas desse Henrique Raposo.
A Senhora já não é deputada.
Para além de cometer uma indiscrição ele sabe porventura porque é que a Senhora estava a comer ali?
Ele sabe porventura quanto é que o PC lhe dá de vencimento?
Ele saberá também quantos pais de familia se veem neste momento obrigados a almoçar e jantar nesses restaurantes?
Também gostaria que o apanhassem a ele a tirar burriés do nariz e publicassem isso na NET?
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Pingback: Expulsão à vista? « Entre marido e mulher
Caro Mentat,
A senhora já não é deputada mas ainda é dirigente política. Mais: mantém o seu activismo e discurso público que bem se conhece.
Nem sequer se está a falar numa qualquer devassa da vida privada, uma vez que o facto que foi referido foi testemunhado em local do mais público que há.
Permita-me pois que, quando um líder religioso contraria de forma tão pública a sua fé, possa pelo menos exercer o meu direito à estupefacção, que seria em tudo semelhante à gerada por ver no mesmo local um mullah agarrado a uma sandes de panado.
“Permita-me pois que, quando um líder religioso contraria de forma tão pública a sua fé, possa pelo menos exercer o meu direito à estupefacção, que seria em tudo semelhante à gerada por ver no mesmo local um mullah agarrado a uma sandes de panado.”
Caro JLP
Quem sou eu para o impedir de qualquer coisa.
Mas permita-me a mim algumas considerações em minha defesa.
1º – Sou insuspeito de simpatias de qualquer tipo para com a Senhora em causa
2º – Nunca a ouvi da parte da Senhora qualquer tipo de discurso fundamentalista sobre alimentação, pelo que não entendo que a critiquem sobre isso
3º – Ver um mullah comer um panado (presumo que de porco), deveria-nos encher de orgulho por vivermos num país cujo ambiente de liberdade permite, as pessoas normalmente reprimidas por regras ou ideologias absurdas, momentos de descontracção e prazer.
4º – O seu, o meu e o do HR, direito à estupefacção, deveriam na minha humilde opinião ter em conta o respeito à privacidade de cada pessoa.
5º – O que o HR fez foi publicar uma “fotografia falada” não autorizada duma pessoa num momento pessoal. Independentemente do local de onde foi tirada, não me parece legitimo.
6º – Finalmente, eu embirro com o HR, mas isso é uma falha de carácter meu como já assumi.
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Caro Mentat,
🙂
“2º – Nunca a ouvi da parte da Senhora qualquer tipo de discurso fundamentalista sobre alimentação, pelo que não entendo que a critiquem sobre isso”
O caro Mentat é mais honesto do que isso… 😉
A crítica não é concerteza gastronómica…
“3º – Ver um mullah comer um panado (presumo que de porco), deveria-nos encher de orgulho por vivermos num país cujo ambiente de liberdade permite, as pessoas normalmente reprimidas por regras ou ideologias absurdas, momentos de descontracção e prazer.”
O problema é que esses mullahs têm muitas vezes por sua iniciativa e liberdade discursos que passam pela defesa da proibição generalizada do consumo de carne de porco. Acho portanto da mais defensável justiça que seja exposta a hipocrisia e a falta de coerência destes, quando demonstram dificuldade em adaptar para si os comportamentos que querem impôr ou aos quais apelam aos outros.
4º e 5º – Isso é, naturalmente, uma questão de perspectiva e de entendimento. Na minha opinião, o direito à privacidade não é algo que se possa reclamar em espaço público. Acresce que, sendo a pessoa em questão uma “figura pública”, julgo que o próprio ordenamento legal vigente está do meu lado.
De resto, em relação ao HR, fica registado… 😉
Caro Mentat, mas há uma contradição entre aquilo que se diz e aquilo que se faz.. Eu já me tinha apercebido da inconsistência da senhora quando levei um susto ao vê-la no El Corte Inglés toda contente e satisfeita da vida (acabei a rir com a situação – “you can run but you can’t hide”). Desde a altura que cheguei à conclusão que não há comunistas a 100% – isso é impossível, tal como o próprio comunismo é impossível (e não apenas contraditório ou errado). O exemplo do HR só serve para demonstrar isso mesmo: acabar com o mercado é tão impossível quanto viver sem ele.
Aspecto a considerar: ir ao Burger King não é o mesmo que ir ao McDonalds.
“Aspecto a considerar: ir ao Burger King não é o mesmo que ir ao McDonalds.”
Pois não.
Pela minha experiência é mais caro e de pior qualidade.
Coitada da Senhora, nem quanto cede às tentações do Capitalismo, acerta.
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“O problema é que esses mullahs…que passam pela defesa da proibição generalizada do consumo de carne de porco. Acho portanto da mais defensável justiça que seja exposta a hipocrisia e a falta de coerência destes…”
Eu acho, que seria mais útil que lhes dissessem com a máxima frontalidade que fossem defender esse tipo de proibições e costumes lá para casa deles ou para onde os estivessem dispostos a aturá-los (isto é válido para o mullah e para a Odete.
Agora fazer de policia dos costumes ao contrário, isso acho que não é útil.
Claro que, durante uma campanha eleitoral espalhar pelo País umas fotografias gigantes da Odete a deliciar-se com um Big-Mac e uma Coca-Cola era capaz de ter piada (tipo Cavaco a comer Bolo-rei).
Melhor seria com o Louçã, mas esse deve ser tão fundamentalista que deve ser dificil apanhá-lo…
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“Eu já me tinha apercebido da inconsistência da senhora quando levei um susto ao vê-la no El Corte Inglés…”
Isso é realmente assustador.
Pensei que no Corte Inglês e nas Amoreiras uma pessoa estivesse livre de esse tipo de encontros…
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Custa-me ver pessoas que se dizem liberais a dissertar sobre os gostos ou os estilos de vida dos outros.
Qualquer pessoa tem a liberdade de gastar o seu dinheiro a comer no Burger King, ou seja onde fôr. E ninguém tem nada a ver com isso.
Já agora, nunca ouvi o Partido Comunista dizer seja o que fôr contra o consumo de hamburgueres e/ou de Coca Cola.
“Custa-me ver pessoas que se dizem liberais a dissertar sobre os gostos ou os estilos de vida dos outros.”
Já a mim espanta-me o que é que o Luís Lavoura descobre de iliberal no exercício de “dissertar sobre os gostos ou os estilos de vida dos outros”.
O que está em causa não é o estilo de vida, mas a contradição entre o que ela defende na vida pública e o que faz na vida privada. Não é um ataque pessoal.
O ataque pessoal vem agora: não sei se viram o Jornal das 9, há minutos. Nem o Mário Crespo conseguiu evitar o riso perante os devaneios e os trajes da senhora. Mas alegra o país, é certo.
PS: depois do que vi há pouco, não duvido que ela tenha trazido a coroa… vestida.
“Já agora, nunca ouvi o Partido Comunista dizer seja o que fôr contra o consumo de hamburgueres e/ou de Coca Cola.”
O LL deve ter a audição selectiva.
À Odete nunca ouvi, mas já ouvi muito comunista arengar contra os hamburgueres, as Colas, as Pizzas e fast food em geral.
A expressão “água suja do Capitalismo” não foi inventada pelo departamento de Marketing da Refrige.
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“O ataque pessoal vem agora: não sei se viram o Jornal das 9, há minutos. Nem o Mário Crespo conseguiu evitar o riso perante os devaneios e os trajes da senhora. Mas alegra o país, é certo.”
É este o principal problema, que me levou a comentar o post.
A actuação da Senhora confrange-me.
Na minha opinião, já que nem os correligionários dela a resguardam, ao menos nós, não nos devíamos “divertir” com a actuação da Senhora.
Faz-me sempre lembrar aquele episódio do Sotto Mayor Cardia nas escadarias da Assembleia da Republica.
Por uma questão de respeito humano, acho que certas pessoas deviam ter a sua esfera de espaço privado alargado.
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“O que está em causa não é o estilo de vida, mas a contradição entre o que ela defende na vida pública e o que faz na vida privada. Não é um ataque pessoal.”
Estou perfeitamente de acordo.
Por isso se apanhar o Louçã e quejandos a deliciar-se com os “maleficios” do Capitalismo, eu vou a ser o primeiro a desbocar-me.
Aquele estilo de “seminarista” radical tira-me do sério.
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