Silly Season Permanente (2)

1730446246-man-cashless-year

«An economics graduate is about to begin a year-long mission to live without money.»

Se isto é indicador da qualidade dos recém-licenciados em economia, então o mundo está bem tramado…

Leitura complementar: Money makes the world go ‘round.

14 pensamentos sobre “Silly Season Permanente (2)

  1. mf

    Ai , ai , os velhos do restelo estão em toda a parte.
    A experiência é muito gira , se fôr bem sucedida está a um passo de libertar a humanidade de um entrave à evolução. Não é o dinheiro que faz o mundo girar , são as pessoas.
    Coitados dos humanos , a única espécie que precisa de dinheiro para viver. E dizemo-nos evoluidos.Pois.

  2. CN

    Como a função do dinheiro é permitir a troca e cooperação voluntária ente duas pessoas, experimentar viver sem dinheiro é equivalente a tentar viver sem cooperar de forma pacífica com outras pessoas.

    O suicídio ou transformar-se num mestre ZEN no cimo de um monte que espera que as pessoas coloquem comida perto da sua gruta será o único resultado coerente.

    Assim, as pessoas não precisam de dinheiro para viverem, só precisam de dinheiro na medida em que achem que precisam de outros para viverem.

  3. “O suicídio ou transformar-se num mestre ZEN no cimo de um monte que espera que as pessoas coloquem comida perto da sua gruta será o único resultado coerente.”

    Se ele conseguir sobreviver apenas com o que cultivar e com o lixo que recolher, isso prova que temos mais um resultado coerente (embora duvido que pudesse ser seguido por toda a gente – se assim fosse, quem sobraria para deitar fora coisas em estado razoável?).

  4. Além disso, ele parece estar participando numa rede de troca directa multi-lateral (a tal Freeconomy), o que lhe permite cooperar voluntariamente com os outros sem dinheiro. Se há algum beneficio nisso é que me parece mais discutível.

  5. lucklucky

    “Se há algum beneficio nisso é que me parece mais discutível.”

    Assumindo que não estão contra vontade, se fazem a troca deve-se inferir benefício não é?

  6. A minha questão de se havia algum beneficio era na questão do tal sistema a que eu chamei de “troca multilateral”* vs. uso de dinheiro.

    *basicamente, parece-me um sistema em que as pessoas se inscrevem numa lista dizendo o que estão dispostos a fazer (estilo limpar casas, reparar carros, etc.) e depois, quando precisam de alguma coisa, pedem uns aos outros

  7. lucklucky

    A longa mão do Estado tem menos chances de lá chegar logo já há ai algum benefício. De resto vejo desvantágeis: limites na definição do preço, menos mobilidade são alguns por exemplo.

  8. CN

    Mas essa lista funcionaria como instrumento de troca (moeda).

    Além disso, seria o ouro ou prata aceitável para essa experiência?

    Ou seja, por exemplo, será que trocando o produto X por uma quantidade de ouro (ou prata, etc) e depois trocando o ouro (ou prata ou o que quiser) por outro produto…seria viver com ou sem “moeda”?

    E se usasse cigarros?…

    Acho que é melhor fazer uma lista de bens que não podem ser moeda

  9. A minha expressão “troca multi-lateral” talvez não tenha sido muito precisa – não há propriamente “trocas” entre os indivíduos que participam nessa experiencia (estilo A construir uma parede em casa de B, e B ir arranjar o carro de A). A ideia é A prestar gratuitamente um serviço a B (ou emprestar alguma ferramenta), B prestar um serviço a C,… e P prestar um serviço a A (é isso que eu queria dizer com “troca multilateral”)

  10. lucklucky

    “Além disso, seria o ouro ou prata aceitável para essa experiência?”

    Não percebo onde queres chegar..ouro ou prata são aceitáveis se pessoas livres o/a aceitarem como instrumento de troca. Julgo que assim se pode dizer que funciona como moeda.

    “troca multilateral”

    Porque é que A prestaria serviço a B e B a C? Uma espécia de acordo entre os três? e C a A?

    Generalizando, para mim tudo o que se afasta da Natureza dos seres vivos neste Universo que tem as suas penalidades, recompensas e custos é uma sistema á espera de falhar. Eu trabalho eu tenho comida. Eu construo a casa tenho abrigo. Isto é o básico que funda a moral e ética de ser humano(e animal) onde está envolvido o Esforço(gasto de energia) e a correspondente Recompensa.

  11. “Porque é que A prestaria serviço a B e B a C? Uma espécia de acordo entre os três? e C a A?”

    Sim. A chamada “freeconomy” é isso (um grupo de pessoas que se voluntaria para prestarem serviços uns aos outros).

    “Generalizando, para mim tudo o que se afasta da Natureza dos seres vivos neste Universo que tem as suas penalidades, recompensas e custos é uma sistema á espera de falhar.”

    Eu até acho que a “freeconomy” não vai muito contra a natureza humana – afinal, um pequeno grupo de pessoas tende, quase espontaneamente, a organizar-se assim, pela regra do “eu ajudo-te quando precisares, e tu ajudas-me quando eu precisar” (e, claro, excluindo do esquema os que pareçam estar a aproveitar-se). A questão é se isso é funcional para mais do que, digamos, 50 pessoas (possivelmente não).

  12. Se há algum beneficio nisso é que me parece mais discutível.

    Exactamente. No agregado e nesse sistema, o benefício parece permanecer constante ou, tentando explicar-me, esgota-se na acção e não se propaga como acontece numa economia baseada na moeda. A “riqueza criada” é imediatamente consumida e não “sobra”.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.