A “Obra”

palhaco1Num mundo “normal” de gente “normal” a Naomi Klein teria tido um azar do caraças com a publicação de Shock Doctrine – The rise of disaster capitalism e remeter-se-ia à cozinha de onde nunca devia ter saído. À cozinha não, à latrina. Só que como os exemplos históricos mostram ainda acaba daqui a a vinte anos a ser entrevistada pela presciência burra. Nesta “Obra” (do verbo obrar) declara que as crises são aproveitadas pelo capitalismo para avançar a exploração dos povos e a implantação crescente do Mercado-neo-liberal-radical-desastroso-do-pensamento-único e que o Grande Sacerdote da coisa é, nem mais nem menos, Milton Friedman.

Em ocasião anterior, um burro de nome Paul Ehrlich escreveu um livro – The Population Bomb – celebrado pela esquerda Kleiniana e pela administração Carter, a prever o fim do Mundo, da responsabilidade do Mercado e da “pegada inecológica” (lembrei-me desta agora e podia bem ser “ginecológica”). Julian Simon ridicularizou-o e provou-lhe (e a Jimmy Carter) que era burro. Pois adivinhai quem é ainda hoje o académico respeitável? Não, não é Julian Simon (que estava certo), é Paul Ehrlich, o idiota que continua a deter a sabedoria burra dos intelectuais à moda da Klein e do Carlos Vaz Marques (CVM).
Há-de ser igual, daqui a pouco teremos o radiofonista CVM (soa a Caixa Voluntária de Merdelização) a entrevistar a Naomi Klein cheio de vénias e a perguntar-lhe: Qual é a sua continuidade conceptual, por oposição a intermitência perceptual, ou por outras palavras, houve uma entidade sensorial-cognitiva ou diria, epistemologicamente subjectiva e pós-cognitiva, que a ajudou a conceber a “Obra”? E o Rui Tavares? (Carlos Vaz Marques) Que, que, que…como e onde, onde (Onde!!!) entra na “Obra” o Rui Tavares?? Por debaixo?

Com um bocado de sorte a Técnica de Higiene Pública aka Naomi Klein responderia: The crux of the biscuit is the Apostrophe.

Anúncios

4 pensamentos sobre “A “Obra”

  1. manuel vaz

    Costuma-se dizer que quem pensa que é possivel o crescimento infinito num mundo finito ou é burro ou economista (não sei quem estou a citar).
    Ainda é cedo para dizer quem estava certo, até porque a clarificacão está para breve – dentro de meia-duzia de anos – os limites estão a ser testados, são as “restrições activas”, em optimização.
    Para já, temos este bonito efeito, fácilmente demonstrável: num mundo com tanta gente como a actual, a grande maioria terá de ser pobre.

  2. manuel vaz

    Quem não fez contas foi o tal Julian Simon: o professor Albert Bartlett deu-se ao trabalho de pegar na taxa de crescimento e prazo aceites por Simon e dava um numero dificilmente inimaginável, maior que o numero de átomos estimados do universo!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.