Tavares Moreira no Quarta República
[O] investimento público (…) é com efeito absolutamente essencial para assegurar (i) que a crise será ainda mais profunda e sobretudo mais duradoura, (ii) que as pequenas e médias empresas e sobretudo as que estão expostas à concorrência externa terão cada vez maiores dificuldades de acesso a financiamento, (iii) que vai prosseguir e até acelerar o desequilíbrio externo e o crescimento do elevadíssimo endividamento do País, (iv) que os escassíssimos recursos de que dispomos vão continuar a ser mal aplicados, (v) que os encargos vão ser atirados para o futuro tornando virtualmente impossível a gestão das finanças públicas dentro de poucos anos, (vi) que a qualidade de vida dos portugueses irá continuar a degradar-se ao longo dos próximos anos, (vii) que o défice de produtividade de que tanto nos queixamos nunca mais terá solução, (viii) que o futuro do País fica cada vez mais comprometido, (ix) que o Ministro das Finanças português continuará a ser o mais mal classificado entre os seus pares europeus, (x) que… etc,etc.