Hoje, depois de ler o Público ao almoço, escrevinhei um post onde critico, quer a abordagem do texto do Rui Tavares, quer o facto da SONAE patrocinar a agenda de uma esquerda radical, o que me parece um contrasenso (esta ideia nem sequer é especialmente inovadora, eu sou, como dizem por aí, um dogmático, na verdade, o pai da tese, se a memória não me falha, é o Friedman). Noto que são frequentes as minhas referências a esta questão, ainda recentemente fi-lo aqui, tendo vários posts, no Insurgente e no Blasfémias, sobre o tema.
Eu, raf, leitor a pagantes do Público, fiz uma crítica ao conteúdo da coluna do Rui Tavares, e extrapolei para um problema que considero crítico, e que já havia escrito, aqui:
O post, nessa parte – repito – como tive já ocasião de esclarecer nos comentários, sobretudo aqui, e também aqui, não era dirigido ao Rui Tavares. Como este, como resulta também dos comentários, não é dirigido ao Baptista Bastos. O “parágrafo da polémica” tinha link para o outro post. Na apresentação da ideia, fiz questão de me focar no conteúdo do texto – digo claramente “ler isto tudo num jornal supostamente moderado”, e não “ler o Rui Tavares num jornal supostamente moderado”- remetendo para o objecto e não para a pessoa. O Rui Tavares não só não aceitou esta minha explicação, como manifestamente perde o norte nos comentários (aqui e aqui), entrando numa espiral que tenho dificuldade em classificar (nisso o João Galamba tem muito mais jeito do que eu): um leitor sem importância lê o jornal, comenta que não gostou, que lhe desagrada ver a SONAE a patrocinar uma agenda daquelas, e acaba a ser entalado pelo próprio jornalista, que me exige nuns termos assim um bocado para o estranhos – “Assuma-se homem”, depois de dezenas de considerações e juízos de carácter – que peça o seu despedimento!.
Agradeço ao Rui Tavares a oportunidade que me dá de reforçar a minha carteira com o dinheiro do jornal, e de confirmar até à saciedade aquilo que eu já pensava antes. Pensando bem, o Público é um jornal demasiado caro para, como leitor, acabar a ser policiado nas minhas queixas e lamentações pelo próprio jornalista/colunista e pela sua brigada do algodão. Lixo por lixo, prefiro investir em acções.