Invasão da Geórgia na The Economist

Acabo de ler a matéria de capa da The Economist desta semana. Sobre a invasão da Geórgia pela Rússia, que, segundo a revista, ganhou uma batalha numa espécie de renascimento da velha guerra contra os países ocidentais.

The war in Georgia

Russia resurgent

The war in Georgia is a victory for Russia. The West’s options are limited, but it needs to pursue them firmly

ON THE night of August 7th, Mikheil Saakashvili, Georgia’s president, embarked on an ill-judged assault on South Ossetia, one of his country’s two breakaway enclaves. Russian tanks, troops and aircraft poured across the border. Just five days later, after pulverising the Georgian armed forces, Russia announced that it was ending its operations.

This brutal and efficient move (see article) was a victory for Vladimir Putin, Russia’s president-turned-prime-minister, not just over Georgia but also over the West, which has been trying to prise away countries on Russia’s western borders and turn them democratic, market-oriented and friendly. Now that Russia has shown what can happen to those that distance themselves from it, doing so will be harder in future.

CONTINUA…

7 pensamentos sobre “Invasão da Geórgia na The Economist

  1. ferro

    ““Scared to Death”, o livro mais recente de Christopher Booker e Richard North, analisa a formação de pânicos colectivos.”

  2. CN

    Agosto de 1914, Comeca uma guerra por nada mas os menos culpados sao os primeiros a começa la.
    Os metediços principalmente os moralistas tao ingênuos quanto perigosos os mais culpados pela destruição que se seguiu e que teve sequela pela guerra seguinte culminada na vitória total de Estaline e morte súbita do império britânico.. A cegueira neocon presta se a ser o coveiro definitivo do ocidente e quem sabe do mundo.
    Entretanto é giro ver o enredo que o diabo tece.

  3. JoaoMiranda

    Embora o título do post fale em “invasão da Georgia na Economist”, o texto da Economist começa por falar no “assalto” da Ossétia do Sul pela Georgia. A minha sugestão é que a melhor opção do Ocidente ( o texto fala em West’s options) é começar por encarar este conflito exactamente como ele é (uma asneira da Georgia) em vez de o encarar como uma invasão russa. Lutar em conflitos imaginários nunca dá bons resultados.

  4. Nuno

    Os meus feeds das agências noticiosas começam a confundir-me: “Geórgia vence Rússia em voleibol de praia”

    Futuro confronto nas margens da Abhkázia?

  5. HO

    A minha sugestão é que a melhor opção do Ocidente ( o texto fala em West’s options) é começar por encarar este conflito exactamente como ele é (uma asneira da Georgia) em vez de o encarar como uma invasão russa. Lutar em conflitos imaginários nunca dá bons resultados.”

    Nesse caso, foi uma asneira do Kuomintang que iniciou a II Guerra Mundial. A 7 de Julho de 1937 as tropas do Exército Imperial do Kwantung estacionadas perto de Pequim terão sido alvo de um ataque militar por parte dos Chineses. Por causa disso, resolveram conquistar o resto da China. É certo que anos mais tarde se apurou que a agressão ao status quo por parte dos Chineses – que detinham a soberania sobre o território ocupado pelo Exército do Kwantung – foi francamente exagerada e que os Japoneses aproveitaram uma troca de disparos para fazer deflagrar um conflito que tinham preparado há muito. Mas por certo que o Kremlin será mais confiável do que a ditadura militar japonesa demonstrou ser.

    Quanto às opções que o Ocidente – leia-se a Administração americana – tomará depois de Janeiro, estou em crer que passarão por enviar finalmente os Javelin para a Geórgia, intensificar a cooperação militar com Tbilisi e impor sanções económicas e diplomáticas ao regime russo.

    A propósito: no seu post anterior sobre este assunto, o Bruno parece querer ilibar a actual Administração norte-americana pelo acontecido. Na minha opinião, erradamente. São pelo menos tão responsáveis como a UE, senão mais. Ao permitirem, por exemplo, que se perpetuasse a situação absurda de um conflito em que uma das partes interessadas – a Rússia – era igualmente o árbitro e ao desvalorizarem os poucos subtis sinais vindos do Kremlin durante os últimos anos de uma mudança na natureza e na orientação do regime russo. E não foi por falta de aviso: alguns políticos norte-americanos, mais lúcidos, andaram a última meia década a alertar para isso mesmo. Relembre-se da troca de galhardetes entre o Pres. Bush e o Senador McCain sobre o que cada um via nos olhos do Putin.

  6. CN

    o HO resolveu defender a mais pura cegueira liberal-neocons em política externa.

    Putin arrumou com as máfias internas e os novos ricos de uma privatização cleptocrata de Ieltsin, tomando as rédeas de um Estado que se prestava a desagregar.

    Caro HO, andar a cativar naçoes eslavas em parte russófilas e mordendo as fronteiras em tempo de fraqueza temporária é contraproducente.

    Tudo o que tem sido feito é como sempre na doutrina neocons é provocar os males que inventa e imagina. E assim empurram a Rùssia para a China em de a manter Ocidental. Um absurdo triste.

    Não sou relativista. Considero as suas teses um verdadeiro perigo para o Ocidente pondo-a mais uma vez no caminho de uma segunda versão da WWI.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.