Na SICn há pouco.
Almerindo Marques, o da Estradas de Portugal:
sou socialista. O socialismo como eu o entendo é o melhor para a humanidade. Liberdade, Mercado, Ética e Solidariedade para redistribuir.
Bem sei que no newspeak socialista nada significa o que significa mas, caramba! Não era necessário exagerar. Ou enganou-se?
Não vejo o que ele tenha dito de estranho – não sei bem o contexto em que ele disse isso, mas parece-me que o que ele está a dizer é a repetir, por palavras dele, a conversa do John Stuart Mill do “capitalismo na produção, socialismo na distribuição”.
Por algum motivo o capitalismo desapareceu mas por qualquer razão Miguel Madeira pensa que é a mesma coisa.
“capitalismo na produção, socialismo na distribuição”.
Para uma versão portuguesa, lembro-me do Prof JMM referir um bom artigo de Almeida Santos (sim, esse AS)
voces é que deveriam começar por definir o que tanto criticam. Foi a social democracia que definiu o mercado e a liberdade no ocidente tal como a conhecemos ao longo da segunda metade do sec XX. Logo é identificável com ela.
[Foi a social democracia que definiu o mercado e a liberdade no ocidente]
Todo o ocidente? Não! Uma país povoado por irredutíveis americanos resiste ainda e sempre ao invasor. A vida não é nada fácil para as guarnições de sociais-democratas nos campos fortificados de Berlim, Paris e Madrid…
“Liberdade, Mercado, Ética e Solidariedade para redistribuir.”
Creio que o que foi dito foi “liberdade e mercado para produzir, ética e solidariedade para redistribuir”.
ai os americanos são liberais? o país de keynes? verifique novamente as suas fontes sff
“mas parece-me que o que ele está a dizer é a repetir, por palavras dele, a conversa do John Stuart Mill do “capitalismo na produção, socialismo na distribuição”.”
Também me parece. Algumas más ideias nunca morrem…
“o país de keynes”
Keynes era inglês.
perdi o “para produzir”. Como a frase completa iniciou com a repetição do que tinha dito pouco antes (só “liberdade e mercado”) perdi essa parte que altera o significado. Mea culpa. Tem razão o Miguel Madeira e as más ideias não morrem, mesmo.