SHOOTING THE MESSENGER

Uma velha arma, usada pelos tiranos para tratar de notícias incómodas, era a de matar quem as trouxesse.

É o que acontece cada vez que alguém ousa falar da frequência das DST (doenças sexualmente transmitidas) entre os homossexuais. Não importa a fonte de tais notícias, a idoneidade dos organismos investigadores ou a seriedade dos meios de comunicação envolvidos: quem ousa divulgar essas notícias é logo alvo dos mais escabrosos e desonestos ataques de parte dos activistas ‘gay’.

A alta taxa de SDT entre os homossexuais, junto com alguns grupos de toxicodependentes e praticantes de prostituição, em comparação com a população em geral, tornou-se há muito tempo mais um assunto tabu.

A quantidade industrial de comentários ao meu recente post sobre o fim de uma mitologia, e que mais uma vez mostrou a cegueira, iliteracia funcional e má fé de muitos comentadores, impede uma resposta adequada a cada um.

Se quiseram realmente respostas aconselho que façam uma pesquisa Google com as palavras “anal sex Africa”. Podem assim passar umas horas divertidas no estudo de algumas das 671 000 entradas. São muitos mensageiros, não são? Se tiverem tempo para isso podiam até fazer uma queixa à Google e pedir a retirada de tantas entradas homófobas.

Entretanto, posso sim, dar uma dica em resposta a uma pergunta: a que se refere ao sexo oral.

Se consultarem os seguintes endereços, irão encontrar dados sobre a ligação entre a prática de sexo oral com cancro da garganta. Aqui, evidentemente, não se trata de discriminar os homossexuais. Mas de todos os aficionados de tal desporto.

http://www.newscientist.com/article/dn11819-oral-sex-can-cause-throat-cancer.html

http://timesofindia.indiatimes.com/articleshow/3121378.cms

Quanto à minha alegada obsessão com o homossexualismo, só um reparo. Os heterossexuais têm não só o direito mas sim o dever de se interessarem quanto às consequências de práticas cujas consequências custam muito caro ao Serviço Nacional de Saúde, infelizmente pago por todos nós. No Reino Unido (esse paradigma de justiça distributiva socialista!) já recusam tratamento nos hospitais a obesos e fumadores. Pessoalmente não sou a favor desse tipo de discriminação. Mas podem ter a certeza que um dia os nossos tiranetes irão se lembrar de discriminar os homossexuais do mesmo modo.

13 pensamentos sobre “SHOOTING THE MESSENGER

  1. Pedro

    “Mas podem ter a certeza que um dia os nossos tiranetes irão se lembrar de discriminar os homossexuais do mesmo modo”

    Eu sei, cara planca12; há gente para tudo. Repare só neste excerto que li recentemente:

    “Quanto à minha alegada obsessão com o homossexualismo, só um reparo. Os heterossexuais têm não só o direito mas sim o dever de se interessarem quanto às consequências de práticas cujas consequências custam muito caro ao Serviço Nacional de Saúde, infelizmente pago por todos nós”

  2. Pingback: cinco dias » Uma mulher essencialmente preocupada

  3. c

    Esqueça. Sabe concerteza que nenhuma puta gosta que lhe chamem de puta , mesmo que o seja.
    Afinal , não dizem todos os homens que se fossem mulher gostavam de ser putas? Pronto, realizaram o desejo.

  4. João

    “Mas podem ter a certeza que um dia os nossos tiranetes irão se lembrar de discriminar os homossexuais do mesmo modo.”

    Não seria mais correcto substituir ‘homossexuais’ por ‘infectados com HIV’. Talvez o caminho para perceber porque se sente perseguida e incompreendida tenha a ver com a forma como expõe as suas ideias e não propriamente com o seu conteúdo.

  5. “Resultados 1 – 10 de cerca de 14.800.000 para communism”

    Vou fazer queixa ao google.

    Assim que me inteirar da problemática do sexo anal em África.

    Abaixo o nanny state, viva o granny state!

  6. Aquilo que é repescado do The New England Journal of Medicine pela literatura popular citada (New Scientist):
    “A high lifetime number of vaginal-sex partners (26 or more) was associated with oropharyngeal cancer (odds ratio, 3.1; 95% confidence interval [CI], 1.5 to 6.5), as was a high lifetime number of oral-sex partners (6 or more) (odds ratio, 3.4; 95% CI, 1.3 to 8.8)”

    A única mensagem concreta que os autores do estudo podem fazer passar (veja se tiver acesso: http://content.nejm.org/cgi/content/full/356/19/1944):

    “Conclusions: Oral HPV infection is strongly associated with oropharyngeal cancer among subjects with or without the established risk factors of tobacco and alcohol use.”

    Que é como quem diz, quando fumar ou beber não precisa de usar preservativo. No restante, não vai prejudicar concerteza.

    (quem não lê na fonte arrisca-se a repetir nada mais que ruído)

  7. jpt

    Patrícia:

    Vamos rever o seu primeiro texto para ver se há ou não homofobia…

    “Ou assim seria se os apaniguados (gays) tivessem um pingo de vergonha nas respectivas caras.” conclusão: os gays devem ter vergonha (acabámos de justificar o “pride”)

    “… a tentar nos convencer que (…)os homossexuais não deviam ser discriminados por motivo algum.” (presumo que acha que devem)

    “São as práticas anti-higiénicas que favorecem a transmissão de doenças, tanto em África como entre os orgulhosos ‘gays:” (supõe-se que acha que não há “practicas anti-higiénicas” entre os heterosexuais)

    “Sabemos, sim, pelos exemplos do ano passado, que a autora deste texto irá ser acusada de homofobia.” (o que acha, depois do que escreveu acima?)

    Tirando a sua obsessão anti-gay, continuo sem perceber quais eram os outros objectivos deste post. Não percebe que, ao afirmar a sida como uma “doença gay”, está a promover a doença exactamente entre os heterosexuias que, assim, não teriam nenhum motivo para se protegerem?

  8. «O acto sexual é para ter filhos» – disse na Assembleia da República, no dia 3 de Abril de 1982, o então deputado do CDS João Morgado num debate sobre a legalização do aborto.

    A resposta de Natália Correia, em poema:

    Já que o coito – diz Morgado –
    tem como fim cristalino,
    preciso e imaculado
    fazer menina ou menino;
    e cada vez que o varão
    sexual petisco manduca,
    temos na procriação
    prova de que houve truca-truca.
    Sendo pai só de um rebento,
    lógica é a conclusão
    de que o viril instrumento
    só usou – parca ração! – uma vez.
    E se a função
    faz o órgão – diz o ditado –
    consumada essa excepção,
    ficou capado o Morgado.»

    ———————————————–

    (olhe que as relações sexuais sem preservativo podem acelerar o avanço do cancro cervical e do útero, devido à elevada concentração no sémen de umas substâncias chamadas prostaglandinas, segundo uma investigação tornada pública no Reino Unido. Como a igreja proíbe o preservativo, abstinência total, por isso.)

  9. Pois muito bem.
    Doenças.E entao as doenças sexualmente transmissiveis pelo sexo hetero,
    nao existem? Ou essas nao contam ?….

  10. João

    “Não! Tão pouco me sinto perseguida ou incompreendida.”

    Não entendo então a vitimização e o espanto para com as reacções.

    “Uma velha arma, usada pelos tiranos para tratar de notícias incómodas, era a de matar quem as trouxesse.”

    Ainda que o mensageiro tivesse boas notícias para dar, se fossem dadas de forma caustica e agressiva certamente seria morto de qualquer maneira. Se as notícias fossem más então não teria esperança nenhuma de sobreviver ao processo. Repito: parece-me a mim que as reacções que os seus posts tiveram foram sobretudo devido à forma arrogante e mal-criada com que foram escritos e não à mensagem que pretendia transmitir.

  11. João

    Sobre a possível discriminação do SNS para com doenças fruto de uma acção directa do doente. Sabendo que o cancro do colo do útero provocado pelo HPV tem menores probabilidades de se manifestar se o parceiro for circuncidado é legitimo pensar que o SNS irá futuramente discriminar as mulheres que mantenham relações com homens não circuncidados.

    No entanto a vacina para as adolescentes até é gratuita… ou os tiranetes enviam mensagens dúbias ou há algo que não estou a entender.

  12. Cara Patrícia, o seu post anterior baseava-se numa falácia jornalística rapidamente desmentida pela ONU, que era a fonte dos dados. Já admitiu que o que afirmou não tinha afinal fundamento?

    E que nunca aceita debater as suas ideias já ficámos a saber o ano passado. É por isso que acaba a falar só com quem concorda consigo ou quem gosta de substituir o debate pelo insulto.

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