Amy

Parece que o concerto da Amy Winehouse foi uma desgraça. Que estava na últimas mais para lá que para cá e não deu uma para a caixa. Sei uma coisa: nenhum fã dos que lá esteve, chegou a casa e destruiu “Back to Black” e “Frank” ou os apagou do iPod.

Eu percebo a indignação das pessoas, tenho pena que ela não conseguisse a performance que, certamente, ela própria merece, mas…há sempre um mas. Percebo tudo isso, o que não percebo é a arte sem excesso. Na tradição de excesso que acompanhou muitos dos génios da música pop e rock das últimas décadas Amy cumpre. Pode morrer amanhã que já nos deixa memória. Bem haja.
Já não percebo que o Zé Pedro dos Xutos a critique.

Fishy business

Independentemente das questões legais e de propriedade (bem expostas aqui). Independentemente dos julgamentos morais que se podem, e devem, fazer sobre a destruição de comida. Uma pergunta óbvia afigura-se ao espírito perplexo: Que raio de mentecapto é que destrói enormes quantidades de peixe, ainda por cima à frente das câmaras de televisão, numa altura em que a opinião pública está em polvorosa sobre potencial falta de comida, aumento do custo de vida e outras dificuldades?

Estranha forma de “luta” (2)

Definitivamente o nosso primeiro, que tem estado completamente ausente em relação ao protesto dos pescadores como em relação a toda a evolução recente do problema dos combustíveis, colocando a batata quente em exclusivo no colo dos ministros das respectivas pastas (seguindo a sua prática recorrente de, nos momentos difíceis, pôr estes a cozer em sua protecção), está apostado em lavar a imagem que ganhou com as intervenções dúbias das polícias ainda há uns meses em manifestações e greves.

Praticamente desde a manifestação ilegal “anarka” que teve lugar a 25 de Abril passado, de clara afronta contra as forças policiais, e que se pautou por um notório “low-profile” das últimas – que não tiveram qualquer intervenção que não fosse a de uma presença distante (tendo o facto de a manifestação ser claramente ilegal passado à margem das preocupações policiais) – que se pode concluir que com certeza novas directivas foram passadas às chefias policiais, na tentativa de minimizar os danos dos deslizes passados.

Agora, nada de intervenções “musculadas” nem de confrontos públicos com as autoridades que possam comprometer o governo e, particularmente, a imagem de José Sócrates. Mesmo que, com esse proceder, se pactue com desordens públicas e com flagrantes ilegalidades e danos a particulares, como é o caso em concreto dos bloqueios das lotas (que, lembre-se, são estabelecimentos públicos), incluindo lockouts, ameaças e sequestro de mercadorias já pagas.

Como dizia há pouco uma das compradoras de peixe afectadas, não é de compreender que a polícia não intervenha e que um piquete de meia-dúzia de gatos pingados consiga bloquear essas instalações. Acrescento, e tentar paralizar de forma todo um sector da economia.

Claramente as prioridades estão estabelecidas: os particulares e a ordem que se lixem, já que prioritário, prioritário é que o Sócrates solidário que vai começando a ser vendido até às próximas eleições não seja afectado por uma intervenção da polícia de choque apresentada na abertura dos telejornais.

Untermensch

Quando falamos de pobreza é útil não confundirmos os pobres com a chamada “underclass”.

[…]

São vagabundos, prostitutas de rua, carteiristas, drogófilos e alcoólicos que parasitam a sociedade. Independentemente de toda a ajuda social de que disponham, os elementos da underclass não abandonam o seu estilo de vida e prejudicam gravemente os seus concidadãos, por quem não nutrem qualquer respeito.

underclass

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O Expresso

Estou aqui a ver o Expresso da Meia Noite na SICn e não sei se hei-de rir se chorar. Está ali um senhor que parece que é director de uma coisa chamada ADAPI. Por princípio desconfio de gente de bigode que veste camisa rosa com gravata com riscas rosa. Além de odiar camisas rosa há qualquer coisa que não bate certo na pausa. Depois o senhor de bigode diz que só as pescas é que nhã, nhã, nhã e mais isto e mais aquilo. Como diz o Pedro Marques Lopes: quem paga?
O Rui Tavares parece uma barata tonta no meio disto. Só há dois tipos de pensamento que estão à vontade neste tipo de questões: o pedinchão e os liberal. O primeiro porque vive disto, de chular os contribuintes, os liberais porque porque não são surpreendidos.

A guerra do Iraque!!!! Ganda Rui pá!! Olhó Busheee!!

Nota: faena completa do PML a três adversários “afeitados”. Olé! LOL

Depois admirem-se (4)

Há uns meses, um dos sócios de uma sociedade que é partipada pela minha empresa vendeu a sua quota a outra entidade. O acto foi registado na conservatória do registo comercial e ambos (comprador e vendedor) declararam a operação às finanças através do famigerado modelo 4 (o único modelo que não pode ser feito nem o download nem a submissão via internet). No meio de toda esta comunicação múltipla do mesmo acto ao estado, a sociedade não informou ela própria a mudança na propriedade da quota. Foi “coimada” em 200 euros.