O meu pai tinha razão

Trinta e quatro anos depois confirmo que o ódio de estimação do meu pai tinha razão de ser. Para ele, o Almirante Rosa Coutinho valia pouco menos que um verme. Ainda não li Holocausto em Angola mas se lá está o que diz António Barreto, o verme não devia morrer descansado.

O livro revela os actos do Alto-Comissário Almirante Rosa Coutinho, o modo como serviu o MPLA, tudo fez para derrotar os outros movimentos e se aliou explicitamente ao PCP, à União Soviética e a Cuba. Terá sido mesmo um dos autores dos planos de intervenção, em Angola, de dezenas de milhares de militares cubanos e de quantidades imensas de armamento soviético. O livro publica, em fac-simile, uma carta do Alto-Comissário (em papel timbrado do antigo gabinete do Governador-geral) dirigida, em Dezembro de 1974, ao então Presidente do MPLA, Agostinho Neto, futuro presidente da República. Diz ele: “ Após a última reunião secreta que tivemos com os camaradas do PCP, resolvemos aconselhar-vos a dar execução imediata à segunda fase do plano. Não dizia Fanon que o complexo de inferioridade só se vence matando o colonizador? Camarada Agostinho Neto, dá, por isso, instruções secretas aos militantes do MPLA para aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando, a fim de provocar a sua debandada de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os velhos para desanimar os mais corajosos. Tão arreigados estão à terra esses cães exploradores brancos que só o terror os fará fugir. A FNLA e a UNITA deixarão assim de contar com o apoio dos brancos, de seus capitais e da sua experiência militar. Desenraízem-nos de tal maneira que com a queda dos brancos se arruíne toda a estrutura capitalista e se possa instaurar a nova sociedade socialista ou pelo menos se dificulte a reconstrução daquela”.

17 pensamentos sobre “O meu pai tinha razão

  1. Crisóstomo

    é bom que esse velho nojento seja humilhado com a publicaçao do que demonstra ser a sua verdadeira natureza de filho-da-puta, comunistóide homicida e sádico.

  2. JP Ribeiro

    O livro já não se encontra à venda em lado nenhum. Será que vai sair uma segunda edição ou a editora também foi comprada?

  3. Pingback: cinco dias » Sobre Rosa Coutinho e o MPLA

  4. claro que a carta é falsa, basta atender ao léxico abaixo de cão empregue e ao facto de ter sido mencionada no “indiossurgente” para se perceber porque é que é falsa,
    o estilo é “picado” de um panfleto da extrema direita que circulou em Dallas na semana antes do assassinato do presidente. É deste tipo de gente que estamos a falar.
    Por aqui, analistas quadrados, dá-se guarita a entidades tão díspares como MPLA, PCP, à União Soviética e a Cuba, como se fosse tudo a mesma coisa, quando havia facções e tendências internas bem vincadas em cada organização. Por exemplo, quando o Fidel resolveu enviar as tropas no dia a seguir à independência fê-lo à revelia da URSS. Se não fosse isso Luanda tinha caído nas 24 horas seguintes às mãos do exército invasor da África do Sul (comandado pelos brancos racistas do Apartheid). O que é que o Rosa Coutinho teve a ver com isso?, nada!
    O livro “Holocausto em Angola” é escrito por um salazarista ferrenho da mesma laia dos redactores deste blogue, o Américo Cardoso Botelho que era na época Administrador da Diamang. Dá para imaginar a imparcialidade? – e depois mais: o MPLA de hoje não é o mesmo de então, basta ler o livro “Purga em Angola” da Dalila Cabrita que descreve os acontecimentos de 27 de Maio de 1977 – ou perguntar ao Pepetela que foi o chefe dos inquisidores que seleccionaram milhares de dissidentes para fuzilamento por esses dias.
    (estão aqui os links)

  5. Pingback: O meu pai tinha razão II « O Insurgente

  6. Filipe de Matos

    Por favor, tenham dó. O Rosa Coutinho pode ser repugnante para muita gente, mas contrariamente ao que a carta que fazer acreditar não foi ele quem desencadeou massacres. Ele fê-los parar. E há muita gente séria que sabe e pode provar isso. A carta é uma vergonha para quem acredita nela. Caramba, trinta e tal anos depois ainda vamos em “cantos” destes? A defesa dos portugueses que foram lesados em 1975, o ataque aos promotores de décadas de totalitarismo e abuso em Angola, não se fazem com “documentos” deste jaez. Sejamos sérios!

  7. LR

    O que se seguirá? A publicação dos “Protocolos dos Sábios de Sião” em fascículos? Tenham dó.

  8. A carta pode ser verdadeira, não ficava espantado. O nível daquela gente era baixíssimo e com 15 anos, não podia acreditar na sua boçalidade, arrogância. irresponsabilidade e inépcia. saltava à vista de todos e para isso, consultem as entrevistas que davam às rádios, TV e jornais (os periódicos estrangeiros estão repletos de enormidades proferidas por essa gente): Não prestavam e creio bem que não prestam, nem como portugueses, nem como seres humanos. duvido que o António Barreto se enterrasse num lodaçal tamanho, sem ter certezas. Se for verdade, toda essa catrefa deve irpara ao Tribunal de Haia o mais depressa possível, sejam eles militares ou civis.
    A propósito, a palavra TRAIDOR ainda vem no dicionário?

  9. O LP

    Eu gosto é daqueles que sabem o que aconteceria se a unita ou a fnla.
    Como não sei, mas eles acreditam que sabem.
    Ah como foi bom a união de Angola feita pelo MPLA a despeito dos milhoes de mortos deslocados e afins. (pois isso foi só culpa dos outros).A tal união de um territ´rio cuja culpa da tal união eram as fronteiras desenhadas pelos colonizadores, esses esploradores, que nunca tiveram em conta as diferenças culturaiis, mas que agora a união é boa. melhor ainda foi a colonização lá do enclave do norte que permitiu mais união ainda mas cabindas não existem quase.Pitroil a quanto obrigas. a tal união foi mantida com tropas estrangeiras com resoluçao da onu e tudo al como no iraque salvo seja mas ops estas eram progressitas.
    O progresso é notorio com o desbarato que estão a dar á china os recursos naturais e não só até o dia em que acordarem e se ainda houver angolanos terão tb eles olhos em bico.
    Democraticamente já lá vao 12 anos sobre as eleiçoes com um recenceamento feito nestes anos todos em que conseguiram que 70% dos ditos sejam de populaçao afecta ao partido comandado pelo presidente amais a sua bela familia com fortunas pessoais do tamanho da divida externa.
    Ah sim …mas valoes ais altos se alevantam…tais como os da união do territorio nacional angolano já se vê.
    O e almirante vermelho não teve nada a ver com isso…e se teve, apenas permitiu esse bem tao grande com a o descrito
    Bem haja quem pensa assim sobre tanto sanue derramado.

  10. A carta de Rosa Coutinho é um documento falsificado pelos serviços secretos sul-africanos no tempo do «apartheid». Aliás, o livro de Cardoso Botelho contém dois documentos falsos. Um é a referida carta, o outro a lista de pessoas a fuzilar, três folhas escritas com uma máquina, a última (a das assinaturas) com outra máquina. Terá sido «vendida» por um tal Pitoco da DISA a várias pessoas, entre elas Cardoso Botelho e Felícia Cabrita, que também a publica.

  11. V.Freitas

    O Rosa Vermelha foi e e um pulha mentiroso e traidor, que usufruiu da situacao que criou em Angola… A carta? Sei exactamente da sua historia… A assinatura nao e falca e a dele.

  12. sérgio

    a carta é falsa, rosa coutinho nunca existiu, comunistas são a solução de tudo , nunca houve 300.000 brancos portugueses mortos, inclusive mulheres e crianças violadas e mortas com selvageria e brutalidade
    o 25 de abril trouxe a democracia, desenvolvimento e liberdade de expressão
    o fascismo é coisa de Mussolini e mussolini era madeirense da gema!
    Portugal agora sim vai no rumo certo! de antagonista…
    Salazar era sempre foi e sempre será o mau da fita antipatriota ganancioso egoísta e nunca fez nada por Portugal, nem ao menos portagens!

    venda do Ultramar aos traidores PS e PCP isso nunca existiu, vocês estão malucos ó pá!

    haja bebida pra tanta imaginação…

  13. Pingback: Independencia Nacional. « Livre Mercado Angola

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