Mês: Abril 2008
Aborto
Entre o request e o demand. Sem mais.
Afinal, pai e médicos para quê mesmo?
O aquecimento não pode parar
Cientistas levantam dúvidas sobre o apelativo aquecimento global. Pelo menos alguns. Aposto que são aqueles que não têm qualquer tipo de interesse e fé na capacidade humana de produzir calor. Muito calor.
O verdadeiro
Choque tecnológico acontece em Israel. Parece que dá para repetir, as vezes que se quiser, por 65 euros.
(In)Segurança Pública (7)
Afinal a questão da (in)segurança das esquadras resolve-se com um simples despacho. Já estou mais descansado.
Um apoio de peso
O Rui Albuquerque anuncia o seu apoio à candidatura de Pedro Passos Coelho, passando a colaborar no respectivo blog da candidatura.
Misturas explosivas
Nos dois últimos artigos de Rui de Albuquerque (1, 2) fica, quanto a mim, bem patente um dos grandes perigos que emerge da tese do direito natural como sustento de uma teoria liberal, e principalmente o quão perigoso é combiná-la, como é frequente, com a defesa da tradição como mecanismo validador de um determinado caminho evolutivo.
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Pedro Passos Coelho: o futuro é para esquecer?
Escrevi ontem que Pedro Passos Coelho, se Passos Coelho quiser ganhar o PSD, mas ganhar para mudar o partido e o país, terá de ganhar contra o “menezismo”, terá de criticar a liderança de Menezes, e dizer abertamente que percebe a jogada interesseira que Ribau e Marco António se preparam para fazer: se quiser ser levado a sério, Passos Coelho terá de mostrar que prefere perder votos a ser feito de refém de quem estragou a imagem do partido no país. Nos comentários, Tiago Azevedo Fernandes e Vasco Campilho criticam-me, por eu “não perceber” que Passos Coelho vai fazer uma campanha “centrada em ideias e não em pessoas”. Aparentemente, Tiago Azevedo Fernandes e Vasco Campilho não percebem que se pode fazer uma campanha centrada em ideias e simultaneamente, fazer uma crítica do caminho que o partido seguiu no passado e das pessoas que para aí o conduziram. Como não parecem perceber que, sem essa crítica, feita abertamente, Passos Coelho poderá até ganhar, mas ganhará refém das mesmas pessoas que descredibilizaram o partido nos últimos anos, e que só o apoiam para depois o “deitarem abaixo”, e ficarem com o que sair dos escombros.
Eu simpatizo com as ideias que Passos Coelho tem apresentado. Mas não lhe passo um cheque em branco. Passos Coelho tem de mostrar que está a falar a sério. E, mesmo mostrando que fala a sério, tem de mostrar que tem consciência das condições em que pode levar a cabo a promoção dessas ideias, e quais as condições que serão nefastas para o projecto que diz querer promover: essas ideias não servirão de nada de Passos Coelho não tiver consciência do lugar do partido na sociedade e da forma como este poderá servir de meio de implementação dessas ideias na prática governativa. Ganhando com o apoio dos “menezistas”, Passos Coelho ficará dependente de quem não quer aplicar essas ideias. Vasco Campilho diz-me que “Pedro Passos Coelho nao está a construir uma linha politica a partir de uma coligação de apoios, mas sim uma coligação de apoios a partir de uma linha politica.” O problema é que Menezes entra nessa “coligação de apoios” para destruir essa “linha política”. Se Passos Coelho não mostrar que percebe que o “partido autárquico” que Menezes encabeçou está contra um partido “liberal e reformista” a nível nacional, e mais ainda, se continuar a procurar activamente o apoio dos “menezistas”, estará apenas a mostrar que, das duas uma: ou não leva a sério a agenda “reformista e liberal” que diz defender, e prefere a mera obtenção do poder à sua conquista nas condições necessárias à implementação desse projecto, ou leva a sério essa agenda, mas não tem consciência do problema que o PSD hoje enfrenta, e portanto, não o poderá usar como instrumento de aplicação do projecto que diz ter para o país. E em ambos os casos, não se poderá ter confiança na possibilidade de Passos Coelho vir a cumprir aquilo que tem vindo a dizer.
No bom caminho (2)
Depois da CBS News, a OPEP informa os mais distraídos (Jornal de Negócios):
O presidente da OPEP, Chakib Khelil, acredita que o preço do petróleo pode chegar aos 200 dólares por barril. Khelil culpou a queda do dólar – que torna outros activos, incluindo o petróleo, mais atractivos – pela subida do preço da matéria-prima.
Até a própria ANAREC começa a fazer as contas em euros. Finalmente! Só falta reconhecer que o euro também é uma moeda fiduciária.
Leituras complementares:
