O capitalismo tem as costas largas

Michel Rocard no Jornal de Negócios

O desastre capitalista

é agora perfeitamente óbvio que o capitalismo está demasiado instável para sobreviver sem uma forte regulação pública.

Jeff Jacoby no Boston Globe

How government makes things worse

The crisis has its roots in the Community Reinvestment Act of 1977, a Carter-era law that purported to prevent “redlining” – denying mortgages to black borrowers – by pressuring banks to make home loans in “low- and moderate-income neighborhoods.” Under the act, banks were to be graded on their attentiveness to the “credit needs” of “predominantly minority neighborhoods.” The higher a bank’s rating, the more likely that regulators would say yes when the bank sought to open a new branch or undertake a merger or acquisition.

But to earn high ratings, banks were forced to make increasingly risky loans to borrowers who wouldn’t qualify for a mortgage under normal standards of creditworthiness. The Community Reinvestment Act, made even more stringent during the Clinton administration, trapped lenders in a Catch-22.

“If they comply,” wrote Loyola College economist Thomas DiLorenzo, “they know they will have to suffer from more loan defaults. If they don’t comply, they face financial penalties . . . which can cost a large corporation like Bank of America billions of dollars.”

Banks nationwide thus ended up making more and more subprime loans and agreeing to dangerously lax underwriting standards – no down payment, no verification of income, interest-only payment plans, weak credit history. If they tried to compensate for the higher risks they were taking by charging higher interest rates, they were accused of unfairly steering borrowers into “predatory” loans they couldn’t afford.

Trapped in a no-win situation entirely of the government’s making, lenders could only hope that home prices would continue to rise, staving off the inevitable collapse. But once the housing bubble burst, there was no escape. Mortgage lenders have been bankrupted, thousands of subprime homeowners have been foreclosed on, and countless would-be borrowers can no longer get credit. The financial fallout has hurt investors around the world. And all of it thanks to the government, which was sure it understood the credit industry better than the free market did, and confidently created the conditions that made disaster unavoidable.

“No man’s life, liberty, or property is safe,” warned Mark Twain, “while Congress is in session.” Mark Twain was a humorist, but that was no joke.

5 pensamentos sobre “O capitalismo tem as costas largas

  1. Fernando S

    Efectivamente !…

    Um “circulo vicioso” ideologico que faz com que os disfuncionamentos na economia provocados pela excessiva intervenção do Estado sejam atribuidos à falta de intervenção do Estado e conduzam a exigencias de uma ainda maior intervenção do Estado !…

    Mas com que tipo de medidas ? Uma limitação administrativa do rácio de créditos dos bancos (o contrario do que se fez antes) ? Obrigar os bancos a praticar condições de atribuição crédito mais restritavas ? A utilização de fundos publicos para garantir e colmatar dificuldades de pagamento dos particulares ? Tudo isto parece inapropriado e até pouco provavel. O mais natural é que as autoridades de tutela acabem por recuar relativamente às medidas passadas de incitação ao crédito facil para deixarem aos bancos a possibilidade de triar mais livremente a clientela e agravar as condições de crédito. Isto é, no fim de contas, deixar de novo o mercado restabelecer algum equilibrio. Deixando aos “donos do dinheiro” e ao mercado o papel dos “maus da fita” ! Até a crise passar, as pessoas se esquecerem, as “boas almas” se voltarem a escandalizar com as “injustificadas” restrições e custos elevados do crédito para as “classes populares”, e se voltar a fazer a énésima campanha demagogica e “populista” que deve levar a uma nova fase de maior intervencionismo publico no crédito à habitação !

    De qualquer modo, aconteça o que acontecer, e como revelam as declarações de Michel Roccard, que até é à esquerda dos menos iliberais, no imediato estes acontecimentos recentes estão a ser, e continuarão a ser, explorados ideologicamente no sentido de justificar de um modo geral a necessidade de um maior intervencionismo do Estado. Mesmo na Europa, onde, por varias razões, a questão não se coloca nos mesmos termos. Disso não nos livramos !…

  2. Pingback: Cluelessness « O Insurgente

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