O outro lado também se agita

Parece que as questões legais/constitucionais não se ficam apenas pelas referidas abaixo pelo Bruno: do outro lado discute-se a elegibilidade de uma mulher para presidente:

Few Americans are cognizant of the fact that an important legal question exists that has not been constitutionally addressed. They believe that because that because the 19th Amendment ives women the right to vote, and because women serve in Congress that the office of President of the United States has been degenderized. Not true. The 19th Amendment merely removed the barriers that prevented women from voting – not holding the highest office in the land.

NewsWithViews.com

Não é por nada, mas tenho a impressão que esta eleição que se aproxima ainda vai fazer correr muita tinta.

Contratação internacional

Caríssimos: venho por meio desta anunciar a contratação internacional de Bruno Garschagen, jornalista brasileiro, com textos publicados na Atlântico, hoje radicado em Lisboa para cursar o mestrado no Instituto de Estudos Políticos da UCP.

Bruno já foi crítico de teatro, já trabalhou em redações e seu melhor amigo é, como dizia Vinícius de Moraes, o cachorro engarrafado: o uísque. E contam-me por e-mail (pois eu estou cá no Rio de Janeiro) que teve um certo papel no planejamento (e não “planeamento”, que não sou português) da nossa okupação…

Bem vindo, meu caro!

WTF?

A Quercus, sempre interventiva na problemática dos excessos de embalagem, da florestação e do desperdício de energia, entregou hoje um postal com quatro metros quadrados no Ministério da Economia, com o intuito de apelar à proibição das lámpadas de incandescência em 2011.

Não consta que entre as públicas limitações do ministro da economia esteja alguma limitação da visão. Como tal, questiona-se a necessidade de desperdiçar quatro metros quadrados de papel, dos recursos florestais associados, da energia que foi empregue no seu fabrico, e das tintas (sabe-se lá com que toxicidade) que foram utilizadas na sua concepção.

Estes fundamentalistas da ecologia são estranhos…

A não perder

Amanhã, às 10h40m em 90.4fm.

O texto de Carla Hilário Quevedo em discussão com os ouvintes é:

“Hillary Clinton.
Sejamos francos: o problema de Hillary Clinton é ser mulher. E não se trata de ser um panzer como Angela Merkl, por exemplo. Estamos a falar de uma pessoa que, perante o anúncio mundial da traição do marido, Bill Clinton, na altura Presidente dos Estados Unidos da América, tem uma reacção tipicamente feminina: perdoa o marido e afirma em alto e bom som que não o tenciona abandonar. Esta decisão implica custos elevados num mundo constituído não por famílias mas por indivíduos, e que depressa condena decisões conservadoras como esta. Numa época em que a mulher não tem nada que ser mulher de ninguém, a democrata Clinton optou publicamente por não deixar de o ser. Este pormenor decisivo não abona a seu favor, porque a apresenta ao eleitorado como um ser feminino convencional. Ser uma mulher com atitudes clássicas e ter ambição política parecem ser dois modos de vida muito dificilmente conciliáveis. Será um bocadinho como querer ter tudo, intolerável mesmo na terra da liberdade, da oportunidade e da busca da felicidade, em que de facto há a possibilidade de ter tudo. Mas não para Hillary Clinton. Porque será que uma mulher na liderança assusta? Terá uma mulher de abdicar da sua condição feminina para ser considerada capaz de ocupar um cargo de poder?”

Anestesia

A Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) está a realizar uma acção de inspecção a ginásios a nível nacional, disse à Agência Lusa fonte oficial daquela entidade, escusando-se a identificar as empresas já visitadas.

[…]

No passado dia 1 de Fevereiro, o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, anunciou que iria pedir a várias entidades uma investigação aos ginásios no âmbito da polémica sobre a descida do IVA para as instalações desportivas.

Em declarações no final de uma reunião com a associação das empresas de ginásios, Laurentino Dias aventou a possibilidade de cartelização no sector, uma vez que a descida da taxa de IVA (de 21 para 5 por cento) não provocou uma baixa generalizada no preço das mensalidades.

Público Última Hora.

Já não via tanto sucesso da perspectiva de que se pode conduzir o mercado por decreto desde que o nosso governo socrático (estarão com certeza bem lembrados) decidiu intervir no mercado do estacionamento pago, legislando no sentido de impor que este fosse pago em fracções inferiores a uma hora, que era a prática corrente do mercado. Intervenção que, como bem podemos assistir hoje em dia (e que os liberais não se coibiram de alertar), redundou num aumento generalizado dessas tarifas, pagando-se pouco tempo depois dessa imposição legislativa por uma fracção de hora o que se pagava por uma hora na generalidade dos casos.
Continue a ler “Anestesia”

Al Gore está de parabéns

Os seus esforços começam a dar resultados.

Over the past year, anecdotal evidence for a cooling planet has exploded. China has its coldest winter in 100 years. Baghdad sees its first snow in all recorded history. North America has the most snowcover in 50 years, with places like Wisconsin the highest since record-keeping began. Record levels of Antarctic sea ice, record cold in Minnesota, Texas, Florida, Mexico, Australia, Iran, Greece, South Africa, Greenland, Argentina, Chile — the list goes on and on.
No more than anecdotal evidence, to be sure. But now, that evidence has been supplanted by hard scientific fact. All four major global temperature tracking outlets (Hadley, NASA’s GISS, UAH, RSS) have released updated data. All show that over the past year, global temperatures have dropped precipitously.

Via dailytech

Lições de História do dia (3)

Quando tens que partir a loiça, parte-a sem contemplações e rapidamente. A contenção, a diplomacia e o respeito pelas regras são caminhos que diminuem a probabilidade de sucesso, e conduzem tão somente a protelamento que diminui severamente essa probabilidade.

Opta pela política dos factos consumados. Os mortos não têm causas, não chateiam e não reivindicam. Principalmente, não te esqueças que a História é feita pelos vencedores, independentemente dos seus meios e métodos.

Alguns já se adaptaram ao novo cenário e aos paradigmas da moderna política internacional. O Rwanda, o Sudão em relação ao Darfur, entre outros.

Os Sérvios só perceberam provavelmente ontem a realidade de que, se tivessem levado às ultimas consequências a sua incursão pelo Kosovo, sem dó nem piedade, hoje teriam pouco mais do que os mesmos sentados na farsa da barra dos “tribunais internacionais”, e teriam o seu problema resolvido. Tiradas as lições que se podem tirar, se calhar outros no futuro não farão o mesmo erro.

As notícias do desmantelamento eram claramente exageradas

Se houvesse eleições hoje, diga três razões para os portugueses votarem em si.
(…)a aposta radical que eu faço de, em meia dúzia de meses, desmantelar de vez o enorme peso que o Estado tem na sociedade portuguesa e que oprime as pessoas.

Luís Filipe Menezes, Expresso, a 22 de Dezembro de 2007 (via blog do próprio L.F.Menezes).

“Não fechará mais nenhum serviço público durante uma legislatura no interior do país” prometeu Luís Filipe Menezes (…)o líder do PSD frisou que “manter o Estado social é difícil, mas – garantiu – connosco não haverá este ataque ao Serviço Nacional de Saúde”.

O líder dos sociais-democratas acusou o PS de depois “de atacar os serviços de segurança, educação, finanças e saúde se preparar para retirar o último elo de soberania que são os tribunais e as comarcas”.

Luís Filipe Menezes, Diário de Notícias, a 18 de Fevereiro de 2008.

PSD

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Há 20 anos, quando o professor Cavaco governava com uma maioria absoluta digna de um país ainda não habituado à democracia, dizia-se que o PS não conseguia apresentar nomes, pessoas de crédito, com provas dadas dispostas a governar. Que o partido socialista, independentemente de ter líderes (quer Constâncio, quer Sampaio) sérios, aptos e honestos, não chamava a si a credibilidade prática que advém da capacidade de ganhar eleições.

Nessa altura, vencer era importante. Vencer mudava tudo. Vencer cativava os interessados na arte da governação, convencia os cépticos e, naturalmente, fazia os interesseiros mudar de campo. O argumento social-democrata era, pois, frágil. Dependia das vitórias eleitorais. Do lado que soprava o vento.

Hoje o PS é governo e o PSD oposição, mas a nova realidade não se reduz a uma troca de lugares. É pior. É mais grave, porque traduz a falência de um dos partidos: O PSD. Os sociais-democratas não se preocupam apenas com a dificuldade de fazer um governo sombra que mostre uma alternativa a Sócrates. Os sociais-democratas não têm o tal líder capaz, que inspire seriedade e em quem se confie. Entregue a homens como Menezes e Santana, o PSD chegou, podemos dizê-lo, ao fim da linha. A credibilidade política do PSD não se conseguirá com uma vitória eleitoral, antes implicará uma mudança mais profunda. De pessoas, de líderes, de estratégia, de políticas, de pose, estatuto, forma e modo de fazer política.

O PSD que se espera, não surgirá em 2009. Talvez, nem em 2013. Mas, com ou sem mudança nome, ele chegará.