Perguntas sem resposta

Escreve Daniel Oliveira:

(…) Chavez não respeita os opositores, é um palhaço, quer eternizar-se no poder e tem todos os tiques autoritários que nos devem pôr alerta. Mas, tal como Jardim, não é um ditador. Como George W. Bush, pisa, sempre que pode, as regras do Estado de Direito. Como George W. Bush, não é um ditador.

Bush sai da presidência em Janeiro de 2009. Bush não é um ditador. Para quando se prevê a saída de Chavez? Ninguém sabe. Aliás, nem o próprio sabe.

16 pensamentos sobre “Perguntas sem resposta

  1. “Como George W. Bush, pisa, sempre que pode, as regras do Estado de Direito.”

    Verifico que o Daniel Oliveira não compreende o processo legilativo dos EUA. Qualquer lei elaborada pelo poder executivo (presidência Bush neste caso) necessita da aprovação do poder legislativo (Câmara dos Representantes e Senado). O pisotear das regras do Estado de Direito não pode ser, portanto, atribuído exclusivamente a George W. Bush.

  2. ulaikamor

    “Qualquer lei elaborada pelo poder executivo (presidência Bush neste caso) necessita da aprovação do poder legislativo (Câmara dos Representantes e Senado).”

    Penso isto não ser exactamente verdade. O único poder verdadeiramente legislativo que a Casa Branca tem é o poder de veto. Uma lei nos EUA só pode originar a partir do Senado ou do Câmara dos Representantes.

    A única forma que a Casa Branca tem de criar leis é estabelecendo oficialmente a necessidade de certas leis (através de discursos ou reuniões com os legisladores) e exercer influência sobre esses mesmos legisladores para que ajam nas instituições criadas para o efeito, vulgo Câmara dos Representantes ou Senado, de modo a criar a lei.

    De qualquer forma, quer esteja certo ou errado, o que posto aqui não contradiz em nada o que o BZ diz, mas apenas o reforça.

  3. Querem que aqui recorde Guanatanamo? Querem que aqui recorde as razões da saída de Alberto Gonzales? Querem que aqui recorde o perdão presidencial a Lewis “Scooter” Libby? Querem que aqui recorde o estranho processo da eleição de Bush da primeira vez que “ganhou”?

  4. JoaoMiranda

    O Daniel ainda não conseguiu aceitar o sistema político americano como aquilo que é: um sistema não democrático que visa limitar o poder do governo federal.

  5. Quem pratica torturas tem pouco de dmocrático. Quem invade países como e quando lhe convém, também não deve ser muito democrático. Mas, infelizmente so se vê para um lado neste blog.

  6. Doe, J

    “Quem pratica torturas tem pouco de dmocrático.”

    Então a conversa já vai no Fidel e no Guevara? Já faltou mais para se concluir que até os bolcheviques foram democraticamente eleitos… Right? 🙂

  7. O Daniel Oliveira fala do que que não sabe. Não houve atropelos legislativos nenhuns. O Presidente tem a liberdade, oferecida pela constituição, de perdoar quem bem lhe entender. Bill Clinton, nos últimos dias do seu mandato, também utilizou o seu poder de perdão. Já para não falar do perdão oferecido por Ford a Richard Nixon. Os perdões podem ser criticáveis, mas não são anti-democráticos. Alberto Gonzalez demitiu-se por ter saneado politicamente Procuradores Democratas. Mas não está o mundo democrático, infelizmente, cheio de escândalos deste tipo?
    O Supremo Tribunal de Justiça dos Estados Unidos já se pronunciou sobre Guantanamo. Este caso é uma infelicidade, mas preocupa-me mais a falta de liberdade no outro lado da ilha.
    Em relação ao processo eleitoral, por muito que o Daniel Oliveira deseje, George W. Bush venceu as eleições. Democraticamente. Certamente, ainda haverá algum apoiante de Richard Nixon, que esteja vivo, que fale em “chapelada” nas eleições de 1960. Mas, de teorias da conspiração e boatos está o mundo cheio.

  8. Carlos Carvalho

    “Querem que aqui recorde Guanatanamo? Querem que aqui recorde as razões da saída de Alberto Gonzales? Querem que aqui recorde o perdão presidencial a Lewis “Scooter” Libby? Querem que aqui recorde o estranho processo da eleição de Bush da primeira vez que “ganhou”?”

    O Daniel Oliveira fala aqui em varios casos que quando transmitidos pelos media portugueses sao filtrados em meias verdades e por vezes em completas e totais aldrabices. Nao acredito que DAniel Oliveira seja uma pessoa que acredita em tudo o que le e ve na TV, jornais, etc, mas e’ de certo uma pessoa de esquerda que quer ver e crer em certas verdades.
    Gitmo: eu ainda nao percebi o fetish que a esquerda tem com assassinos em massa como os que estao em Guantanamo, estamos a falar de criminosos que so’ tem comparacao com Himler, Hitler, Goebels, etc. Sao pessoas que nao hesitariam em detonar hoje uma bomba nuclear no centro de Lisboa. Entao eles foram torturados, alguem lhes meteu a cabeca dentro de agua… eu pessoalmente estou-me nas tintas para isso, melhor isso do que os 3000 mortos do 9/11, ou milhoes de mortos num ataque nuclear ou quimico. Estamos em guerra, talvez ainda nao se tenha apercebido disso.

    O perdao a Scooter Libby foi por um crime de perjurio, repito de perjurio! O problema foi que Libby foi armadilhado pelo procurador Fitzgerald para mentir. Fitzgerald nao conseguiu encontrar mais nada, isto porque Valerie Plame Wilson tinha tanto de agente encoberta da CIA no Medio Oriente como Lili Canecas numa festa de jet-set. O estatuto dela nao era covert agent. Mais ninguem foi indiciado, nao houve crime absolutamente nenhum, mas la’ se encontrou uma idiotice para tramar Libby. O perdao foi obvio e mais que merecido, porque tudo isto foi originado por uma montanha de mentiras dos Wilsons. Armitage foi quem divulgou a identidade de Plame, mas ele nao foi indiciado por nada.

    Bush ganhou a Florida em 2000, foi feita uma contagem final depois da decisao do supremo e ele tinha ganho ‘a mesma. Nao se acredite em tudo o que Michael Moore deita ca’ para fora.

    Estar a comparar a desgraca do que se esta’ a passar na Venezuela e aquela suprema besta, com George Bush e os EUA e’ de rir ‘a gargalhada. Mas o Daniel Oliveira tem todo o direito de passar a sua mensagem, infelizmente em Portugal eu diria que 90% das pessoas concordam com o que ele acabou de dizer. E’ assustador…

  9. Carlos Carvalho:

    Diz você: “Gitmo: eu ainda nao percebi o fetish que a esquerda tem com assassinos em massa como os que estao em Guantanamo, estamos a falar de criminosos que so’ tem comparacao com Himler, Hitler, Goebels, etc. Sao pessoas que nao hesitariam em detonar hoje uma bomba nuclear no centro de Lisboa”.

    Treta, e da grossa.

    Estamos a falar, sim, de desgraçados arrebanhados a esmo em troco de recompensas monetárias, ou porque o vizinho lhes cobiçava o torrão ou a mulher, ou porque o sogro se queria ver livre dele, ou porque a bandidagem local tinha umas contas a ajustar. Estamos a falar de miúdos de 14 anos que nem sabem quem é o Bin Laden. Estamos a falar de gente contra a qual os indícios são inexistentes ou tão ténues que se tivessem direito a julgamento eram mandados em liberdade logo à primeira sessão. É disto que estamos a falar, não de super-homens capazes de pôr bombas atómicas em Lisboa.

    Tanto é assim, que os poucos que têm conseguido ser julgados têm sido absolvidos – ou postos em liberdade para não dizerem em tribunal como e porquê foram presos.

    Mas há sempre gente desprezível para quem o espectáculo da tortura é a maior das delícias…

  10. Carlos Carvalho

    Miudos? Khalid Sheik Mohamad? Ali Hamza al Bahlul (guarda costas Bin Laden)? Varios capturados durante a invasao ao Afeganistao, em campos de treinos da Al Qaeda? Isto sao tudo bons rapazes, so’ mal compreendidos, e vitimas do imperialismo americano como e’ obvio.
    O sr. Sarmento se visse alguem a roubar-lhe a casa, se calhar pensava que ele se tinha enganado no andar.

    Eu acho que os posts sr. Sarmento sao uma tortura…

  11. ulaikamor

    “Quem pratica torturas tem pouco de dmocrático. Quem invade países como e quando lhe convém, também não deve ser muito democrático.”

    Então agora é preciso pedir permissão para torturar ou fazer guerra? Quando a polícia prende um criminoso, pede permissão ao criminoso?

    Uma boa parte dos instrumentos de estado têm muito pouco ou mesmo nada de democrático, porque não têm nada a ver com Democracia e tem a ver exactamente com a retirada dos direitos democráticos ou adquiridos democraticamente.

    Portanto, fazer argumentos sobre este tópico nessa base é um exercício de futilidade.

  12. Pingback: cinco dias » Filipe Moura: Abaixo o governo central! Abaixo a democracia! Viva a “liberdade”! Viva a blasfémia!

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