
Mês: Novembro 2007
Desde que não seja eu a pagar…
Parece que a Câmara de Lisboa quer contrair um empréstimo para cobrir dívidas de curto prazo, qualquer coisa menor como 500 milhões de euros. Isto a dividir pela população residente da cidade, calha a cada um aí entre 800 e 1.000 euros por cabeça.
“PHONE-IX”! A malta de Lisboa a “torrar” não é meiga!
Bons patrocinadores é outra coisa
Da outra vez marcharam 65 mil contos (ainda na moeda antiga).
Desta, o serviço público armou-se de pluma caprichosa, engalanou em festa e rumou para abrir a Paris, porque a coisa não podia ficar por menos.
Depois do patrocíniozinho na respectiva fundação, a juntar ainda aos miminhos da república e ao imprescindível apoio de estado na última campanha para as presidenciais (naturalmente, juntando-se na festa do erário público aos outros candidatos), só posso concluir duas coisas:
- Desta vez, vão tardando os clamores por “contraditório”.
- Estas pessoas afastadas da política saem caras aos contribuintes…
Votos de um bom fim-de-semana prolongado
Queria aproveitar estes últimos minutos antes da meia-noite para desejar a todos os que amanhã irão estar sem fazer nada, gozando do seu direito à greve, os votos de um bom fim-de-semana alargado. Que o gozem com saúde, é o meu desejo.
Este que vos escreve lá terá de ir trabalhar para ajudar a pagar os “direitos sociais” que ajudam a tornar sofrível a servidão pública.
E servidão será, porque se não é, como justificar que tantos continuem presos a uma vida tão sofrida e não conjurem a hipótese de ir ao mercado de trabalho oferecer-se a alternativas que valorizem as suas expoentes e mal remuneradas capacidades produtivas? Como justificar os milhares de candidatos a qualquer anúncio de emprego em instituições estatais – um imenso sentimento de servidão masoquista? Talvez seja uma inata capacidade de sacríficio em prol do bem comum, algo inscrito no código genético e impossível de contrariar.
Confesso que a última hipótese é a que mais verosímil se me apresenta.
O que torna os meus votos, para os próximos três dias de descanso, ainda mais devidos.
Leitura complementar (para ajudar a passar o tempo livre extra): O direito à greve e o direito ao “não me chateiem”
2008: EUA ainda mais socialista?
No mercado de futuros Intrade, a maioria dos investidores acredita, para as eleições de 2008, no controlo do Partido Democrata na Casa Branca, Senado e Câmara de Representantes.
Caso se confirme, quais as possíveis consequências? Agradeço comentários.
Ron Paul Ad (CNN debate)
Este foi o spot de 30 segundos da campanha de Ron Paul, apresentado no debate de ontem:
Nota: ao contrário dos restantes campanhas, o anúncio resultou de concurso que nada custou ao candidato.
Massacre de Lisboa
Via o blasfemo CAA, uma petição online:
A proposta de edificação de um memorial às vítimas do massacre judaico de Lisboa de 1506, agendada para discussão e aprovação pela Câmara Municipal de Lisboa para o passado dia 31 de Outubro, foi adiado sine die e corre o risco de ficar esquecida ou subvertida no seu sentido cívico.
Em nome da memória das vítimas do horrendo crime cometido em Lisboa nos dias 19, 20 e 21 de Abril de 1506, que vitimou milhares de cristãos-novos baptizados à força pelo rei D. Manuel I em 1497, os cidadãos signatários desta petição reclamam do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa que mantenha e execute a proposta tal como foi concebida e na simbólica data prevista de 19 de Abril de 2008.
Não vou assinar. Por mais justa que seja, uma homenagem paga pelo erário público subverte o propósito da mesma. Não cabe à classe política julgar sobre qual a melhor forma de determinada sociedade lembrar a sua história – e que projecto apoiar. Essa é uma tarefa para a própria sociedade. Só assim se poderá considerar que o referido memorial é uma sincera homenagem dos lisboetas.
Deste modo, sugere-se, em alternativa, uma recolha de fundos para a construção do memorial. Para este, sim, podem contar com o meu contributo.
Nota: para mais informações sobre o Massacre de 1506, consultem o Rua da Judiaria (ver links no final do post recomendado).
Ainda a Ordem
Concordo em absoluto com o Rui Albuquerque. Está em consonância com o que escrevi aqui e aqui.
Aproveito para salientar, novamente, que o país pagará caro a forma como os advogados se estão a fechar, na possível tentativa de bloquear, aos mais novos, o acesso à profissão. A competência não deve temer a concorrência.
Regulamentar o mercado salva vidas?
On May 8, 2007, FDA Commissioner Andrew von Eschenbach refused to approve Provenge for men with end-stage prostrate cancer and instead, issued a Complete Response letter to Seattle-based Dendreon, the vaccine’s maker, requesting more data that may not be available until 2010.
(…)
As for the data requested by the FDA, an accurate assessment of the full effects of Provenge on survival can not be assessed easily because many of the participants in the clinical trials are still alive many years after they received the vaccine.
In a perverse twist of fate, because patients are living longer with a vaccine that works, it will take longer to provide the FDA with the data it requested.
(…)
Considering that the FDA could have approved Provenge as an experimental therapy as early as 2002, the agency’s delay in approving this one drug alone may have resulted in the premature death of tens of thousands of men, according to the article, “FDA Rejects Promising Prostate Cancer Drug,” by Dr William Faloon in a special 2007 edition of Life Extension magazine.
[LawyersandSettlements.com, via Digg]
(Hiper)inflação vs mercado livre
No Cato Institute (via Division of Labour):
Zimbabwe’s hyperinflation is destroying the economy, pushing more of its inhabitants into poverty and forcing millions of Zimbabweans to emigrate. Since 1997, inflation has surged by 1,030,217%, while living standards (as measured by real GDP per capita) have fallen by 35%. In addition, hyperinflation has robbed people of their savings and financial institutions of their capital via negative real interest rates. This form of theft occurs, in large part, because the laws and regulations governing financial institutions (pension funds, insurance companies, building societies, and banks) force them to either purchase government treasury bills that yield only a small fraction of the current inflation rate or to make deposits at the Reserve Bank of Zimbabwe that pay no interest.
(…)
One monetary regime that would stop Zimbabwe’s hyperinflation is free banking. Under this system, private banks issue notes (paper money) and other liabilities with minimal regulation. A completely free banking system has no central bank, no lender of last resort, no reserve requirements, and no legal restrictions on bank portfolios, interest rates, or branch banking.
(…)
Under free banking, banks would have the liberty to issue deposits and circulate notes in any currency—the US dollar, South African rand, gold, etc. In past free banking systems, they have converged on a single unit of account, typically gold or a foreign currency. In Zimbabwe it is quite possible they would converge on the South African rand. However, free banking leaves it for banks and customers to discover what works best for them; it does not presume that the government already knows the answers.
Contudo, perdendo o monopólio de emissão de moeda, Mugabe teria sérias dificuldades em pagar as prestações da sua casa!