Por falar em disparates, conversemos sobre o défice*

*Publicado no Portugal for Ron Paul.

The world is what it is‘. Gosto muito desta frase com que V. S. Naipaul inicia o seu A Bend in the River. E depois continua: ‘Men who are nothing, who allow themselves to become nothing, have no place in it‘. Brilhante, sereno, simples e implacavelmente cruel.

O mundo é o que é. Ron Paul propõe a saída da NATO, o que é um erro. não deixa, no entanto, de ser uma opinião fundamentada e de ter, por isso mesmo, o seu valor. Desistir das nossas opiniões, apenas porque alguém as pode considerar ridículas é para os pobres de espírito, para os que querem ser nada. Temos aqui um ponto a favor de Ron Paul.
Analisemos agora Ron Paul de outro ponto de vista, já mencionado pelo Carlos Novais: A queda do dólar e os défices abissais, que são fruto das erradas políticas da Administração Bush, a que se junta a indisciplina fiscal que marcou os últimos 7 anos. Se formos por este caminho, concluímos que o desastre vai ser brutal, as dificuldades imensas, o próximo presidente vai ter uma administração hipotecada e, no entanto, Bush foi presidente dois mandatos, os EUA são ainda a grande potência mundial e têm força para dar a volta. Se o que Ron Paul diz da NATO pode ser um disparate, o que Bush fez com o excedente orçamental herdado de Clinton, foi pior que um disparate. Sucede que, enquanto o segundo chegou a presidente, o primeiro apenas traz ideias, boas ideias para o debate.

The world is what it is.

7 pensamentos sobre “Por falar em disparates, conversemos sobre o défice*

  1. “Desistir das nossas opiniões, apenas porque alguém as pode considerar ridículas é para os pobres de espírito, para os que querem ser nada.”

    Exacto. E já agora, podemos relembrar Reagan, Thatcher e Goldwater, todos – no seu tempo – inaceitáveis para os situacionistas direitinhos.

  2. O défice dos EUA é de 1,2%…

    Nope. É previsto chegar a 1,2% em 2010. 2004 foi 3,6%, 2005 foi 2,6% e 2006 foi 3,2%. Este ano deverá rondar também os 2,6%. Défice do orçamento de estado, claro. O défice comercial tem sido brutal mas está a começar a corrigir com a desvalorização grande do dólar.

  3. Helder

    “Muito melhor que o previsto, mais do lado da receita, até.”

    O que diz bastante do dinamismo dos contribuintes americanos. Conviria também lembrar que aos cortes dos impostos sucedeu um aumento da receita do estado, aumento esse muito superior ao crescimento do PIB. E 1,2% de défice para um país envolvido numa guerra milionária é obra.

  4. Pingback: O Insurgente » Blog Archive » Os défices de Bush

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