O regresso da normalidade

Há seis anos, a América, o ‘nosso’ mundo estava vulnerável. Reduzido a pó. Todos temiam o pior com mais ataques. Ataques à Golden Gate Bridge, à Estátua da Liberdade. A ‘implosão’ de edifícios em Nova Iorque, cheios de gente, de pessoas a habitá-los ou a trabalhar. Bin Laden era o novo Hitler, o fanatismo islâmico o novo fascismo. A nova ameaça à liberdade, tal qual o foi o comunismo.

Nada disso aconteceu. Os desafios da América (do Ocidente) são a China e a Índia. Também a Rússia. Numa divisão inferior, o Irão. Reptos reais, sustentados por estados reais, que se conhece onde estão, se sabe com quem falar. Não são imaginários, não se escondem, não comunicam através de vídeos idiotas e sem sentido. Têm poder.

Bush cometeu muitos erros e vamos pagar um preço muito caro, não tenhamos a mínima dúvida disso. Mas daqui a muitos anos também vamos notar ter ele conseguido reduzir o terrorismo à sua insignificância. Uma insignificância com que teremos de viver e enfrentar de quando em vez, mas dificilmente nos afectará como o fez no seu primeiro ataque sensacional há seis anos atrás. O preço a pagar pode ser alto, mas o desafio não era para menos. Entretanto, regressamos à normalidade.

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8 thoughts on “O regresso da normalidade

  1. Euroliberal

    Parabéns aos insurgentes. Vocês, ao colocarem Ron Paul à frente na mini-soondagem, estão a ficar muito progressistas…

  2. CN

    A ameaça do terrorismo é objectivamente muio pequena para o Ocidente. É como o terrorismo da extrema-esquerda na europa.

    O 11/9 foi um golpe de sorte misturado com a incompetência que um liberal tem de esperar dos serviços prestados pelo Estado.

    “Liberdade” tende a ser um conceito abstracto de que todos reivindicam defender a sua.

    A confusão naquela zona é grande e onde o ocidente já terá perto de 200 000 homens. È impossivel não surgirem complicações. Nenhum Estado assiste a tão grande confusão ali ao lado impávido.

    Se os EUA podem ir ao outro lado do mundo fazer o que acha necessário, os vizinhos próximos (Siria, Irão, Sauditas) vão acabar a defender os seus interesses. (os sunitas insurgentes devem estar a ser ajudados pelos Sauditas, a al qaeda tenta é a confusão generalizada entr sunitas e xiitas,e tc)

    Quanto à China, dado o precedente criado com o Afeganistão e Iraque, facilmente teremos de “engolir” que em 3 dias ocupem o Taiwain num daqueles cenários em que se perde o controle dos aconecimentos.

  3. ulaikamor

    Os objectivos que foram propostos são enormes e a caminhada muito longa e, sem quaisquer dúvidas, com muitos precalços. Na realidade, só daqui a 20 anos, poderemos ver, com clareza, as consequências de muitas das decisões tomadas hoje. Mas uma coisa é certa, desvalorizar a ameaça do terrorismo islâmico é regressar à década de 90.

    Quanto à China e à Índia, vejo um desafio muito maior para os EUA por parte da China do que da Índia.

  4. lucklucky

    Bush acertou muito mais do que errou.

    Os fundamentais estão certos:

    1-Chamar a AlQaeda(nome usado por conveniència) para o combate. Essencial.

    2-Matar os seus operacionais e leaders.

    3-Lançar um desafio de modo a Obrigá-la a gastar os seus recursos em operações táticas e não em operações mediáticas de alto impacto político e económico.

    4-Manter a guerra essencialmente no Médio Oriente fazendo com que a cultura de onde sai o radicalismo seja a que mais sofra com esse mesmo radicalismo de modo a criar anti-corpos.

    5-Os resultados do ponto 4 já se estão a ver, Bin Laden já não é um Herói.

    6- Risco. Bush Arriscou mesmo sabendo que o sucesso da missão estaria em grande parte dependente do comportamento das tribos e forças políticas Iraquianas.

    7- Parece ter sido eficaz em escolher melhores comandantes no terreno.

    Defeitos e erros de Bush:

    1-Desastroso em discursos. Circulares, pouco claros e constrangidos.

    2-Não conseguiu a cooperação do Departamento de Estado no inicio da operação. Falha Grave.

    3-Reformou a CIA?

    4-Não reformou o sistema de contratos e desenvolvimento de armas do Exército Americano. Red Tape… só 10 anos e muitos milhões depois sai alguma coisa útil. 4 Anos depois ainda estavam os mesmos HumVVs a patrulhar a ruas de Bagdad.

    5-Não reformou o Exército Americano
    Continuam milhares de tropas na Coreia a fazer o quê?

    6-A não instauração de ordem em Bagdad após logo a sua tomada ligada ao falhanço do lado civil da operação militar com a falta de cooperação do Departamento de Estado.

    7-Gastar recursos na guerra contra a Drogas.

    8-Políticamente correcto.

    9-Al Sadr, Fallujah foram erros mas a escolha de melhores comandantes e táticas evitou casos similares.

    Nota: Fazer tudo isto era demasiado para quem quer que seja.

    Falta falar de quem não ajudou:

    1-Os Media: Depois e terem passado a décade de 90 a avisarem contra as armas de destruição massiça no Iraque mais uma vez estiveram operacionalmente com o terrorismo. Ou não entendem como o Terrorismo precisa dos Media para viver e como os usa ou pior: não se preocupam.

    2-A Europa não ajudou pelo contrário. Uma divisão Francesa e uma Divisão Alemã teriam ajudado mas nem isso era preciso ,bastava a não oposição descarada e teriam cortado a veia de energia que deu vida a uma parte da então resistência. Alemães continuam a fumar mas não a inalar no Afeganistão. Alemães e Franceses com graves responsabilidades no apoio militar a Saddam em que mais uma vez os Médias falharam.
    A Europa teria o maior interesse num Regime Change no Médio Oriente um tiro nos pés de enormes proporções. Sniffaram a Estratégia de Lisboa e só acordaram 5 anos depois…

    3-A maioria do Partido Democrata quer a derrota de Bush mesmo que seja ás custas de um novo Vietnam. Não há melhor que se possa dizer deles.

    4-A Esquerda com excepcção dos que se encontram no Harry’s Place e outros que se dizem Classical Liberals ou Scoop Jackson Liberals. Unindo-se se necessário a Islâmicos traíndo tudo o que dizem defender. Mas a isso já estão habituados, Históricamente.

    5-Politicamente correcto e uma mudança recente na cultura Ocidental para a perfeição total, tudo para não haver sentimento de culpa: zero falhas, zero mortes. Não admira que não nasçam bébés. Tudo tem de ser perfeito. O regresso do puritanismo e do pecado via Politicamente Correcto.

  5. Euroliberal

    Não devemos de facto esquecer o 9/11, e nomeadamente que:

    Quando se instigam guerras de dividir para reinar, como, entre outras, a do Irão-Iraque com um milhão de mortos, quando se assassinam dezenas de milhares de soldados após uma retirada anunciada (autoestrada da morte e divisões iraquianas soterradas em 1991), quando se assassinam directa ou indirectamente 500.000 crianças iraquianas durante o embargo (UNICEF dixit), quando se bombardeia cobarde e diariamente um país vencido e embargado à fome durante 10 longos anos, quando se é cúmplice num dos maiores crimes contra a humanidade do século, a Nakba de 1948/2007, há um preço de sangue a pagar, porque todos os homens valem o mesmo e os double standards violam o direito internacional, e que, deste modo, 3.000 por mais de 3 milhões (desde 1948) é um preço simbólico, aí uns 0,01 %… uma verdadeira pechincha…

    E os EUA não voltarão a beneficiar de uma contra-oferta tão favorável se persistirem na via terrorista das cruzadas assassinas em terras sagradas do Islão.

  6. Pingback: O Insurgente » Blog Archive » O regresso da normalidade (2)

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