Correcção

Após várias alegações de que a segunda fotografia no post abaixo era uma montagem, tentei encontra-la novamente. Não consegui. Encontrei no entanto, num outro website, uma outra foto onde surge a mesma menina, no mesmo contexto. No website a foto aparece como sendo de 2003, portanto terei que assumir que a foto abaixo também é de 2003, apesar de no post estar implícito que é de 2007. Fica a correcção.

Para encerrar a questão e para todos aqueles que só conseguem estabelecer raciocínios lineares, aproveito para deixar aqui bem explícita a minha opinião acerca de todas as questões levantadas nestes dias:

1 – A parada: acho grave que crianças de 11 anos desfilem numa parada de orgulho gay (E reparem que falo em desfilar, não em estar presente. Desfilar numa parada de orgulho gay serve, como o próprio nome indica, para demonstrar ao mundo o seu orgulho em ser gay. Aos 11 anos podem ser reveladas tendências, mas certamente não existem gays ou heterossexuais. As demonstrações de orgulho devem ser deixadas para quem já amadureceu a sua sexualidade). Não me preocupa que o façam adolescentes de 14 anos. Todos aqueles que têm familiares nestas idades, têm a noção da diferença entre crianças de 11 e 14 anos.
De notar que alguns dos organizadores da parada, também se manifestaram contra a inclusão do barco teenage (activistas LGBT, que pelo padrão de alguns comentadores também deverão ser homofóbicos).

2 – Casamento entre pessoas do mesmo sexo: Não sou contra. Apenas penso que, em vez de lutarmos por acrescentar mais e mais excepções ao regime do casamento, deveríamos fazer pela sua liberalização. Tornar livre as cláusulas, os efeitos e os intervenientes no contrato.

3 – Adopção por casais do mesmo sexo: Completamente a favor. Tudo o resto constante, a preferência deverá ser dada a casais heterossexuais, não pela sexualidade dos adoptantes, mas por facultar à criança uma educação com um exemplo masculino e feminino em casa (todos aqueles que concordarem que homens e mulheres têm mais diferenças para além das físicas, deverão aceitar que será um valor acrescentado para a crianças a exposição aos dois géneros). Por outro lado e, mais uma vez mantendo todos os outros factores constantes, os casais homossexuais deverão ser preferidos a pessoas sós. Não entendo como é que alguns que se dizem defensoras da igualdade, continuem a rejeitar a adopção por homossexuais, aceitando, por outro lado, a adopção por pessoas sós. Uma pessoa extra na educação de uma criança só pode trazer um valor acrescentado, independentemente da sua sexualidade.

Todas as outras extrapolações que tenham sido feitas não passam de montagens.

36 pensamentos sobre “Correcção

  1. Caro CGP

    Em alguns debates com amigos, costume colocar por vezes esta questão : »» Numa floresta, sem nenhum ser humano presente, uma árvore quando cai faz barulho ? ««
    A minha opinião, que não vou agora justificar, é que não faz.

    Esta introdução, serve para justificar a minha opinião de que perder tempo a debater a “agenda” de grupos radicais mas minoritários, é como “colocar pessoas na floresta para ouvirem a arvore cair”.

    Já não dou para esse “peditório”…

    No caso da adopção de crianças, gostava apenas de lembrar que isso é um direito da própria criança adoptada, não dos adoptantes.

    Como pela lógica natural das coisas, essa criança só pode ser fruto dum casal heterossexual, parece-se também lógico que na substituição dos progenitores biológicos por outros, deva ser dada prioridade a casais de sexos diferentes e não a pessoas sós.
    Mas não existindo casais disponíveis, não vejo mal que seja dada a adopção a pessoas sós.
    O que não me parece é que os critérios de elegibilidade dessas pessoas sós, devam incluir qualquer aspecto da sua intimidade pessoal, a menos que, comprovadamente, alguns desses aspectos possam por em risco a integridade e o desenvolvimento da criança em questão.
    .

  2. JoaoMiranda

    ««Uma pessoa extra na educação de uma criança só pode trazer um valor acrescentado, independentemente da sua sexualidade.»»

    Esse é um argumento a favor da adopção por 3 pessoas, ou, no limite, um argumento a favor da adopção pelo Estado.

    Num mundo em que as relações são cada vez mais voláteis, a adopção por pessoas sós é bem capaz de, em muitos casos, ser muito melhor para a criança do que a adopção por casais. Pelo menos a criança não corre o risco de se ver metida numa guerra judicial pela sua guarda.

    Outro ponto que deve ser considerado é se uma criança tem ou não direito à possibilidade de ser adoptada por um pai e uma mãe. É que se se reconhece que tem, a adopção por um pai só não inviabiliza que no futuro possa ser adoptada por uma mãe. A adopção por dois pais inviabiliza a possibilidade de a criança poder vir a ter mãe.

    A adopção por pessoas sós é uma solução conservadora que não impede uma adopção por outra pessoa no futuro. E isso é uma vantagem em muitas situações.

  3. Ana Matos Pires

    “E reparem que falo em desfilar, não em estar presente.”
    E a tal menina da foto, está a desfilar ou a estar presente?

    “Desfilar numa parada de orgulho gay serve, como o próprio nome indica, para demonstrar ao mundo o seu orgulho em ser gay.”
    Pois, e gay, como o próprio nome indica, é ser alegre…

    Desfilar numa parada de orgulho gay serve diferentes propósitos, por exemplo, demonstrar ao mundo o “orgulho em não ter vergonha”, como dizia o Miguel Vale de Almeida no dia 22 de Junho deste ano. São inúmeras as razões, veja, por exemplo, algumas das referidas no artigo que linca no seu post “Isto é muito grave” e do qual lhe deixo um excerto.

    “But it was the boat of heterosexuals that carried the main message of the day: Amsterdam says ‘no’ to anti-gay violence.

    ‘We are participating in the gay parade as heterosexuals because we are proud to live in a country which accepts homosexuality,’ one of the sailors said.

    With their participation, heterosexuals protested against increased violence against homosexuals in the Netherlands, traditionally known for its tolerance of gays.”.

    Eu, por exemplo, participei/desfilei na parada de Lisboa e não tenho orgulho em ser gay… pela simples razão de que não sou, só por isso.

    “Todos aqueles que têm familiares nestas idades, têm a noção da diferença entre crianças de 11 e 14 anos.”
    Vá lá, então a demagogia não ficou toda no seu post “E agora um pouco de demagogia e desonestidade intelectual que também tenho direito”. Quem tem familiares nestas idades sabe isso e também sabe que as crianças de 11 anos não são todas iguais. “Ah! e também é capaz de valer a pena realçar que me parece que quando se fala em 11 anos (veja-se o segundo link do texto) se está a falar num fenómeno muito, muito marginal porque raríssimo.”, como o Carlos já leu, não leu?

    Sabe que mais Carlos, eu até acho que você não é homofóbico, mas acabou por partir o bico ao lápis e não quer ceder…(olhe que até o Alberto João cede, diz que vai orçamentar os gastos com a IVG no orçamento de 2008)

    Cumprimentos,

  4. Carlos,

    Havia mais a dizer, mas reforco apenas um ponto que a Ana ja’ referiu em cima: nao ha’ orgulho em “ser-se” gay (no sentido de se sentir atraccao por pessoas do mesmo sexo), mas em “afirma-lo” ou “nao esconde-lo” numa sociedade que e’ pouco tolerante para com comportamentos homossexuais. De certeza que concordas com isto e que o teu comentario foi uma mera distraccao. So’ ha’ orgulho em afirmar, alto e bom som, X, se/quando X for mal visto pela sociedade, impondo custos a quem o afirme.

    Tal como o JLP pode ter um relativo orgulho em criticar Pedro Arroja neste blogue, quem sofre na pele discriminacao por ter um determinado estilo de vida pode orgulhar-se de o afirmar. Como tambem se orgulharao os muitos cubanos que deram a cara para denunciar uma serie de coisas do regime cubano, na reportagem da RTP. E’ um orgulho que vem da “coragem” de se ser diferente, quando isso pode custar caro.

    Finalmente, ha’ muito quem participe nessas manifestacaoes, nao e’ preciso gostar-se de pessoas do mesmo sexo para o fazer, mas apenas desejar que cada um tenha os mesmos direitos, independentemente das suas preferencias, no espaco publico e privado.

  5. “E’ um orgulho que vem da “coragem” de se ser diferente, quando isso pode custar caro.”

    Ou melhor, coragem de se “assumir” a diferenca, quando isso pode custar caro. (La’ esta’, e’ facil confundir as coisas, e penso que foi isso que se passou tambem contigo).

    (Isto nao quer dizer que eu ache que A ou B tenham de assumir o que quer que seja sobre a sua privada, obviamente que nao. Isso nao impede que possamos avaliar as condicionantes [incluindo a coragem e o merito] de quem o resolve fazer.)

  6. Como já expliquei uma senhora lésbica acha que se sentiu lésbica aos cinco anos e portanto todo esse rendilhado de presunções cede perente a realidade.

    No meu blog perguntei a um(a) questionante se achava bem que um rapaz de 11 anos (como na foto) afirmando-se gay fosse para a cama com um homem.
    Após milhentas evasivas respondeu-me “sim”

    É tão só o que de momento me apetece escrever.

  7. Mas é evidente que existe um “orgulho gay”. Não é à toa a expressão “gay pride” tão fortemente difundida nos meios homo e hetero, não é á toa que os desfiles têm, muitas vezes, esse nome.

    Assim como nem sequer sei o que interessa isso para o caso.

    Existem dois pontos de vista para discutir este assunto: ou o post se baseia unicamente na fotografia ou não. Ou o post carrega a fotigrafia e parte, dela, para uma discussão acerca de um ponto de vista acerca da participação/utilização de crianças, ou não.

    E, na realidade, nem sequer isso será tão importante assim.

    O que sei é que estes dois posts, de boa qualidade geral, passaram a coutada de gente que nada mais tem que fazer a não ser “mandar uma bocas”.
    E sei que, se fizer outro acerca deste assunto, do mesmíssimo assunto – o da menina andar de barco numa parada gay, decerto obterá os mesmo resultados, mesmo que já não diga mais nada de novo…

    Abraço,
    CJT

  8. Carlos G. Pinto

    João Miranda, onde se lê «Uma pessoa extra na educação de uma criança só pode trazer um valor acrescentado, independentemente da sua sexualidade.», deverá ler-se «Marginalmente, uma pessoa extra na educação de uma criança só pode trazer um valor acrescentado, independentemente da sua sexualidade.».

    Ana e Tiago,

    “Gay pride refers to a world wide movement and philosophy asserting that lesbian, gay, bisexual, and transgender individuals should be proud of their sexual orientation and gender identity. Gay pride advocates work for equal “rights and benefits” for LGBT people.The movement has three main premises: that people should be proud of their sexual orientation and gender identity, that sexual diversity is a gift, and that sexual orientation and gender identity are inherent and cannot be intentionally altered. Marches celebrating Pride (pride parades) are celebrated worldwide. (…)(fonte: wikipedia)

    Se consideram que uma parada de orgulho gay é equivalente a uma manifestação de “civil rights”, então estaremos sempre a partir de premissas diferentes para a discussão, e não é possivel tê-la.

  9. João Miranda:

    O primeiro parágrafo do seu comentário faz algum sentido, não muito, mas algum. Agora, na generalidade dos casos, a adopção por parte de duas pessoas é mais vantajosa para o adoptado do que ser adoptado apenas por uma. O dobro de tudo o que de bom um pai ou uma mãe dá a um filho é, obviamente, melhor.

    No entanto, os contorcionismos do resto do seu comentário resposta são de ir às lágrimas:

    “Num mundo em que as relações são cada vez mais voláteis, a adopção por pessoas sós é bem capaz de, em muitos casos, ser muito melhor para a criança do que a adopção por casais. Pelo menos a criança não corre o risco de se ver metida numa guerra judicial pela sua guarda.
    Claro, nada de afirmar que em muitos outros casos (de longe muitos mais) a adopção por um casal do mesmo sexo possa ser melhor do que uma adopção por uma só pessoa. Há uma ideia que se quer passar, toca a perder qualquer réstia de objectividade.

    É que se se reconhece que tem, a adopção por um pai só não inviabiliza que no futuro possa ser adoptada por uma mãe. A adopção por dois pais inviabiliza a possibilidade de a criança poder vir a ter mãe.
    Ahahahahahahah! Os homossexuais que querem adoptar vão mesmo deixar de serem gays e as suas novas caras metades (de sexo diferente, bem entendido) vão mesmo adoptar os seus rebentos anteriormente adoptados! É que está-se mesmo a ver que isto vai acontecer imenso e a toda a hora! Ahahahahaha!!!!
    Ah, e claro que entretanto se priva o adoptado de ter mais um familiar com poder paternal, de ter acesso legítimo à sua parte do património do pai ou mãe de facto (que não o pode adoptar), etc, etc, etc… Mas claro, o que é que interessam os adoptados e o seu bem estar, isto o que se quer é passar uma agenda, se ela fizer vítimas (e ainda por cima criancinhas), tanto pior.

  10. JoaoMiranda

    ««O primeiro parágrafo do seu comentário faz algum sentido, não muito, mas algum. Agora, na generalidade dos casos, a adopção por parte de duas pessoas é mais vantajosa para o adoptado do que ser adoptado apenas por uma. O dobro de tudo o que de bom um pai ou uma mãe dá a um filho é, obviamente, melhor.»»

    Mas agora explique-me: se o dobro é bom, porque não o triplo?

  11. JoaoMiranda

    ««Ahahahahahahah! Os homossexuais que querem adoptar vão mesmo deixar de serem gays e as suas novas caras metades (de sexo diferente, bem entendido) vão mesmo adoptar os seus rebentos anteriormente adoptados! É que está-se mesmo a ver que isto vai acontecer imenso e a toda a hora! Ahahahahaha!!!!»»

    Esse é um argumento contra a adopção por homossexuais sós e não um argumento a favor da adopção preferencial por casais hetero ou homo.

  12. “Mas agora explique-me: se o dobro é bom, porque não o triplo?”

    E se um tipo precisa de uma transfusao de 2 litros de sangue, por que nao dar-lhe 20 litros de sangue? Se 2 litros fazem bem, com certeza que 20 litros farao 10 vezes melhor.
    Outro exemplo. Se um tipo precisa de duas aspirinas para matar uma dor de cabeca, entao por que nao tomar 30 aspirinas? Se duas aspirinas sao mais eficazes do que uma, entao, com toda a certeza 30 aspirinas serao ainda melhor, nao?

  13. Hum!… Isso de “gay” é maricas, não é? Já vi, ter “pais” maricas é “cool”, mas só se for para os outros. Dito de outra forma, sem ser de cátedra, nunca será tarde para os exterminar, estão a reproduzir-se pior que baratas.

  14. JoaoMiranda

    ««E se um tipo precisa de uma transfusao de 2 litros de sangue, por que nao dar-lhe 20 litros de sangue? Se 2 litros fazem bem, com certeza que 20 litros farao 10 vezes melhor.»»

    Mas nesse caso terá que se explicar porque é que 2 é o número exacto de pais do mesmo sexo. Porquê exactamente 2? Porque é que 2 é melhor que 1 e que 3? Se o argumento é que é natural as crianças terem dois progenotires então também se terá que considerar que o natural é um ser uma mulher e outro um homem. Mas se se argumenta que a natureza não interessa para nada, não estou a ver um bom argumento para as crianças não terem 3 pais.

  15. JoaoMiranda

    ««Outro exemplo. Se um tipo precisa de duas aspirinas para matar uma dor de cabeca, entao por que nao tomar 30 aspirinas? Se duas aspirinas sao mais eficazes do que uma, entao, com toda a certeza 30 aspirinas serao ainda melhor, nao?»»

    Claro que este tipo de discussão nos leva ao ponto fundamental: para uma criança que já tenha um pai, o que é que é provável que tenha mais valor, mais um pai, ou uma mãe? Tal como com as aspirinas, o valor marginal dos pais vai decrescendo.

  16. João Miranda:
    (Não cheguei a acabar o meu comentário anterior, pensei que estava a carregar em “prever” mas aqui não há disso. Era sobre um outro ponto, assim que puder completo-o.)

    “Mas agora explique-me: se o dobro é bom, porque não o triplo?”
    De facto esta sua pergunta é de uma inteligência desarmante… (rebola os olhos). Em alguns casos seria vantajoso, na larga maioria seria prejudicial. Demasiadas pessoas a meter o bedelho, tá a ver…

  17. “Porquê exactamente 2? Porque é que 2 é melhor que 1 e que 3? Se o argumento é que é natural as crianças terem dois progenitores então também se terá que considerar que o natural é um ser uma mulher e outro um homem.”
    Nada disso. Mesmo que o argumento “natural” conte, o natural é o ideal e o mundo não é, infelizmente, ideal. Assim podemos igualmente valorizar a coisa desta maneira: pai+mãe melhor que mãe+mãe melhor que só uma mãe. Donde se conclui que…

    “Mas se se argumenta que a natureza não interessa para nada, não estou a ver um bom argumento para as crianças não terem 3 pais.”
    Um conhecido meu conta que os pais só o registaram 4 meses depois de ele nascer porque não se entendiam no nome que lhe haviam de dar (e na minha opinião, visto o resultado, mais valia terem esperado mais um tempo). Agora multiplique esta indecisão por todas as decisões que os pais têm de tomar na vida. Isto é só um exemplo de um problema, podia arranjar-lhe milhares (caso tivesse tempo).
    O número de pais ideal é um equilíbrio entre as vantagens proporcionadas por mais um e as desvantagens que esse acrescento traz. A maior parte das pessoas entende que a partir de 2 as desvantagens superam as vantagens. Duh.

    (Claro que o facto de lhe ter explicado isto com paciência e boa-vontade não quer dizer que eu não tenha percebido que até você acha a sua pergunta estúpida.)

  18. CJT diz:
    09 de Agosto de 2007 às 3:23 pm

    Existem dois pontos de vista para discutir este assunto: ou o post se baseia unicamente na fotografia ou não. Ou o post carrega a fotigrafia e parte, dela, para uma discussão acerca de um ponto de vista acerca da participação/utilização de crianças, ou não.
    E, na realidade, nem sequer isso será tão importante assim.

    Desculpe, importa-se de repetir.
    Então não tem importãncia levar uma criança de seis anos para uma manifestação dos que antigamente se chamavam paneleiros e agora são orgulho gay?

    Se o senhor é Pai, temo pela educação que dá aos sues filhos.
    Se é mMe, benza-a Deus.

  19. Peço desculpas, mas o comentário anterior foi sem um bocado importante (isto de não se poder prever começa a irritar-me). Aqui está ele como devia ter sido:

    João Miranda:


    Nada disso. Mesmo que o argumento “natural” conte, o natural é o ideal e o mundo não é, infelizmente, ideal. Assim podemos igualmente valorizar a coisa desta maneira: pai+mãe melhor que mãe+mãe melhor que só uma mãe. Donde se conclui que…

    “Mas se se argumenta que a natureza não interessa para nada, não estou a ver um bom argumento para as crianças não terem 3 pais.”
    Um conhecido meu conta que os pais só o registaram 4 meses depois de ele nascer porque não se entendiam no nome que lhe haviam de dar (e na minha opinião, visto o resultado, mais valia terem esperado mais um tempo). Agora multiplique esta indecisão por todas as decisões que os pais têm de tomar na vida. E depois junte mais um pai ao barulho. Ficava complicado não era? Se calhar um bocadinho demais, especialmente quando pesarmos as vantagens que esse pai a mais podia trazer e verificássemos que não eram assim tantas. Isto é só um exemplo de um problema, podia arranjar-lhe milhares (caso tivesse tempo).
    O número de pais ideal é um equilíbrio entre as vantagens proporcionadas por mais um e as desvantagens que esse acrescento traz. A maior parte das pessoas entende que a partir de 2 as desvantagens superam as vantagens. Duh.

    (Claro que o facto de lhe ter explicado isto com paciência e boa-vontade não quer dizer que eu não tenha percebido que até você acha a sua pergunta estúpida.)

  20. Fafe: “…nunca será tarde para os exterminar, estão a reproduzir-se pior que baratas”

    Reproduzir-se? Deve haver engano. Com certeza queria dizer que é necessário exterminar os heterossexuais.

  21. JoaoMiranda

    ««pai+mãe melhor que mãe+mãe melhor que só uma mãe»»

    E nessa ordem de preferências onde é que se coloca:

    pai+pai+pai

    mãe+mãe+mãe

    pai+pai+mãe

    mãe+mãe+pai

    Será melhor ter dois pais ou dois pais e uma mãe?

    E será melhor ter um só pai ou 2 pais e uma mãe?

  22. Fado Alexandrino:
    O facto de eu ser ou não gay, de eu ser ou não pai ou mãe, não vem sequer ao caso. O que penso acerca da presença da menina, poderia ter escrito no post anterior, este é de natureza diferente.
    No entanto, contenta-me saber que não fui eu que o eduquei.

  23. CJT diz:
    09 de Agosto de 2007 às 6:15 pm

    Não necessitava de se auto-elogiar, era patente que nunca o poderia ter feito.
    Agora deixe-se de filosofias baratas e diga-me, sim ou não.

    Concorda com a menina no barco?

  24. Fado Alexandrino:
    Eu não gosto lá muito de transformar os blogs dos outros em fóruns de discussão. Mas cá vai:

    Eu não faria isso ao meu filho. Isto é, se fosse gay, não faria com que ele me acompanhasse numa demonstração que nada teria a ver com ele, pelo menos até que ele tivesse a idade necessária para decidir por si próprio.
    No entanto, mesmo não o sendo, sou da opinião de que não viria daí grande mal ao mundo se, durante uma parada, ele insistisse em subir para um daqueles carros que passam. É que repare: aquilo é REALMENTE GAY [alegre] e será normal que os putos se sintam atraídos pela côr, movimento, música, etc. E, provavelmente, deixá-lo-ia ir.

    O meu filho tem já idade para saber o que quer. Filho de um casal heterossexual, foi sempre educado para compreender as diferenças [ou a falta delas] e a aceitar as pessoas por aquilo que elas são. Foi, a par disso [e muito importante!], ensinado a não falar com estranhos.

    O que devemos aqui pensar é que, dada uma boa educação às crianças, não será de certeza absoluta o facto de irem num carro alegórico ou num barco gay que fará delas gay.

    No entanto, como digo, esta é uma opinião reservada. Devo reflectir acerca da UTILIZAÇÃO da criança para fins que lhe são estranhos.

    Espero ter-me feito compreender.

    Abraço,
    CJT

  25. Ana Matos Pires

    Carlos,
    Não percebi bem o seu comentário, mas se quer saber um pouco da história do Gay Pride…
    http://www.google.com/search?hl=pt-BR&client=firefox-a&channel=s&q=history+gay+pride+&btnG=Pesquisar&lr=

    Se quiser ficar só pela Wikipédia tudo bem, mas leia tudo e, se tiver pachorra, vá de link em link.

    Deixo-lhe um excerto de um texto sobre o assunto retirado daqui: http://lesbianlife.about.com/od/lesbianactivism/f/HistoryofPride.htm

    “The 1960s was a time of revolution. The Civil Rights Movement was in full swing and people took to the streets to protest the war in Vietnam. It was only a matter of time before gays and lesbians stood up for their rights as well.

    Ever since, gays, lesbians, bisexuals and transgender people celebrate pride and call for basic civil rights by commemorating Stonewall. In New York City they march on the last Saturday in June. Across the US and all over the world, gays and lesbians remember the brave men and women of Stonewall every June in Gay Pride celebrations.”

    Boa noite

  26. Subscrevo tudo o que Ana Matos Pires e Tiago Mendes escreveram e deixo uma pergunta para o Carlos G Pinto:

    – Como qualifica a participação de crianças de 5, 8 ou 11 anos em procissões (manifestações de orgulho católico), numa idade em que seguramente ainda não amadureceram a sua vivência da transcendência?

  27. Pedro Morgado diz:
    10 de Agosto de 2007 às 2:07 am

    Colocou muito bem uma questão importante.
    Eu acho mesmo que as crianças não devem ir ao futebol, sabe-se lá que clubes vão escolher.
    E crianças em museus?
    Já viu a brutalidade que é mostrar a uma criança de oito anos um quadro de Picasso quando ele já interiorizou que é Manet que lhe desperta a sensibilidade.
    A propósito, nunca mostrar aquele senhor que fazia serigrafias em Nova Iorque.
    E por fim, mas se calhar o mais grave de tudo, crianças na praia?
    Então e se elas só gostarem do campo?
    Tanta brutalidade sobre seres tão pequeninos!

  28. Pingback: O Insurgente » Blog Archive » Camille Paglia sobre o activismo gay

  29. Cômodo diz:
    Pronto. Agora vamos igualar religião com distúrbios e exibicionismos sexuais.

    1º Terá que rever o seu conceito de “distúrbio” sexual.

    2º Qual a diferença entre levar uma criança a uma manifestação cívica ou religiosa?

  30. Carlos F

    Bem, creio que qualquer exposição excessiva de desvario sexual seja nociva às crianças. Mas é óbvio que, numa parada de “orgulho gay” (sic), a exibição abusiva de desviados e anomalias sexuais é muito mais grave e maléfica para as crianças, as quais ainda estão a formar (ou deformar, dependendo dos referenciais e influências) sua personalidade.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.