Os ambientalistas fazem mal ao ambiente

Uma delícia este artigo no Times Online sobre a forma como certas atitudes ambientalistas podem andar a destruir o ambiente, bem resumido pelo Miguel Duarte no Speakers Corner:

Ir de carro ao supermercado é mais amigo do ambiente que ir a pé;
Consumir carne biológica é mais poluente que carne não biológica;
As fraldas descartáveis são mais amigas do ambiente que as fraldas tradicionais;
É preferível a um camponês andar de Land Rover que andar de comboio, no que toca ao ambiente;
Os sacos de plástico são mais ecológicos que os sacos de papel;
Duas embalagens de legumes importados (ex: do Brasil), consumiram tanto carbono no seu transporte como o poupado por uma lâmpada económica durante o ano inteiro;
O metano produzido pelas árvores ultrapassa os benefícios destas em termos do carbono que consomem.

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5 pensamentos sobre “Os ambientalistas fazem mal ao ambiente

  1. “Ir de carro ao supermercado é mais amigo do ambiente que ir a pé;”

    Não se terão esquecido os autores do artigo de contabilizar a energia gasta no fabrico, transporte e manutenção do carro?
    Não se estarão a esquecer dos custos de reciclagem dos automóveis, da poluição causada pelos seus componentes depois de inutilizados, etc.?

    “Consumir carne biológica é mais poluente que carne não biológica;”

    É provável, mas os benefícios deste tipo de agricultura estão na saúde das pessoas. Foram contabilizados os gastos com saúde (e toda a poluição por estes causada) nas pessoas que consomem produtos de má qualidade e por isso ficam doentes? Ou ainda (relativamente ao ponto anterior), os gasto com saúde das pessoas que para não gastarem calorias (e assim reduzirem a poluição) precisam de recorrer ao médico? Ou também podemos falar na poluição devida aos produtos químicos usados na agricultura tradicional, que matam dezenas de outras espécies e levam a desequilíbrios dos ecosistemas.

    Não vou continuar a analisar os restantes pontos porque tenho mais que fazer do que ler o artigo original todo, mas parece-me que este estudo (se é que isso se lhe pode chamar), se esqueceu de muitos pormenores (sejam pormenores que os autores do artigo desconhecem, ou até que a própria ciência desconhece), olhando apenas ao que lhe interessava.

    PS: A afirmação que demostra toda a qualidade do artigo é mesmo a última. Se isso fosse verdade, ou seja, se as árvores causassem mais poluição do que a que consomem, então o que é que consome a poluição que nós causamos? Já para não falar no excesso de poluição das árvores…

  2. Eu li o texto, e é uma crítica à indústria britânica e não ao ambientalismo… Parece que nenhum brasileiro entendeu isso, e olhe que não era nenhuma pérola da ironia britânica (que tanto me irrita). Não vou nem entrar no ponto, bastante relevante, levantado pelo Rui.

    O ponto principal do texto é que a indústria alimentícia é mais prejudicial ao meio ambiente que os carros; A parte sobre vegetais importados mostra que não há alternativa: Importar comida de outros lugares quanto comer a comida local que produziu muita poluição.

    Ah, e as partes sobre fraldas e árvores foram simplesmente inventadas.

    Não gostar de ambientalistas é uma coisa, mas isso já tá virando criação descarada de lendas urbanas; Brasileiros e americanos são duas raças desgraçadamente habilidosas nisso.

    Vão procurar o que fazer, pessoas com blogs CTRL+C, CTRL+V!

  3. Ah, esqueci de mencionar a conclusão do artigo original:

    “Don’t buy anything from the supermarket,” Mr Goodall said, “or anything that’s travelled too far.”

    Não compre nada no supermercado, nem nada que ten ha viajado muito.

  4. Gerson Alvim Pessoa

    ARBORIZAÇÃO DAS CIDADES BRASILEIRAS

    Há pouco mais de um mês, estava eu, em frente à televisão, vendo algum noticiário, quando, mais uma vez, entrou uma matéria sobre o meio ambiente: “Devastação da Amazônia”. Cada vez que ouço coisas deste tipo, entro em pânico. Não sou mais criança e sei que se ocorrer alguma catástrofe, maior do que as que já acontecem, pela existência do buraco na camada de ozônio, pela matança indiscriminada e criminosa de animais silvestres, pela destruição de mananciais e nascentes de rios, pela derrubada das florestas no Brasil e no mundo, eu, provavelmente, não estarei aqui para absorvê-la nas costas, mas, com certeza, meus filhos e netos estarão.

    Tenho sessenta e três anos. Com três pontes de safena, uma retocolite ulcerativa e, coroando esse elenco de doenças, um diabetes, não deve me restar muito tempo. Mas, o que será das gerações que estão chegando e que ainda virão!? Mesmo que o homem pare, neste momento, de poluir a atmosfera terrestre, de todas as formas que o faz, e de destruir as suas forças, que são a água e as matas que purificam o ar, o mal já está feito; e, acho eu, com efeitos e danos ainda a médio e longo prazo.

    Replantar o que arrancaram da terra, duvido que o façam, até porque iria ferir grandes interesses. Áreas gigantescas de matas, que se transformaram em pastagens para o gado e campos de soja, jamais tornarão a se transformar em florestas.

    Conheço muitas cidades deste país, grandes e pequenas. As grandes, quando são arborizadas, são, quase que exclusivamente, nas regiões de maior poder aquisitivo. As ruas das periferias, normalmente, são largadas às traças. Não se encontra uma árvore em seus passeios e as que existem, naquelas regiões, são plantadas nos quintais das casas. Cidades de menor porte, já encontrei algumas com pouquíssimas árvores plantadas nas ruas. Já ouvi, de pessoas destes lugares, que árvore é coisa pra roça. São cidades áridas. Quando chega o verão, se tornam insuportáveis.

    Varrido pela angústia, assentei-me em frente ao computador, indispensável hoje para quem gosta de escrever suas frustrações e idéias, deixando em sua memória uma solução para, pelo menos, minimizar os danos causados ao meio ambiente pelo homem “civilizado”. Feito isto, li e reli o que havia escrito. Nada de excepcional. Propunha às cidades brasileiras, uma tomada de posição: que plantassem, em suas ruas, praças, avenidas, parques e qualquer lugar disponível, a mesma quantidade de árvores para o número de habitantes do lugar. Uma cidade, com quinze mil habitantes, plantaria quinze mil árvores, com um milhão de habitantes, um milhão de árvores; e assim por diante.

    Propus ainda: que a cada ano subseqüente, se plantassem, nas cidades, a quantidade de árvores para o número de crianças nascidas no ano anterior, naquele lugar. É evidente que, em determinado momento, não haveria mais espaço para se plantar. Aí, seria só o replantio de árvores que não teriam vingado. Além disso, escrevi em meu texto que, para se programar e executar bem este processo, deveria ser feito uma conscientização em massa da população brasileira se usando os meios de comunicação, principalmente a televisão. Ensinar as crianças, nas escolas, a cuidar das árvores e, cada família, a cuidar daquela plantada em frente à sua residência. Na teoria, seriam cento e noventa milhões de árvores plantadas pelo Brasil afora. Difícil sim, impossível não.

    Em um livro de Jorge Amado, se não me engano, “Mar Morto”, ele diz ter no cais do porto, na Bahia, um cartaz com a seguinte inscrição:
    “É impossível possuir todas as mulheres do mundo, mas se deve tentar”.
    Não sei se é impossível… talvez difícil, muito difícil fazer o que proponho, mas se deve tentar. É a melhor solução? Com certeza não… mas é alguma coisa. Melhor seria deixar que as florestas se regenerassem espontaneamente ou, então, replantá-las. Mas, isto é completamente utópico, em se tratando de decisão do homem “racional”.

    Venho mandando o tal texto, que tem o título: “LEVE ESTA IDÉIA PARA A SUA CIDADE”, para diversas autoridades deste país, desde o governo federal até para as prefeituras e câmaras de vereadores de cidades de grande, médio e pequeno porte. Mandei para deputados e senadores, para todas as assembléias legislativas e para muitos órgãos de imprensa. Mandei para a CNBB e paróquias de norte a sul, de leste a oeste deste país. Remeti às Igrejas Evangélicas de confissão Luterana, Batista, Metodista e Presbiteriana. Mandei também ás entidades Espíritas espalhadas pelo Brasil e templos Budistas. O objetivo é que as pessoas que se comunicam com o público “comprem” esta idéia e a retransmitam. Quem sabe, alguma coisa acontece…

    Tenho recebido retornos interessantes e alguns poucos, atrevidos e mal criados. Mas, isto faz parte do ofício de escriba, principalmente do neófito nesta arte.

    Até hoje já foram enviados mais de seis mil correios eletrônicos. Se eu conseguir que uma rua, que nunca viu a sombra de uma árvore, seja arborizada, já me darei por satisfeito. Sou pouco exigente.

    Gerson Alvim Pessoa
    Rua Dominicanos, 52 – Bairro da Serra
    Belo Horizonte/MG – Brasil
    CEP: 30.210-480
    Tel: 31 3223-5187

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