Isto é muito grave

A record 375,000 people came to see the 2007 Amsterdam Gay Parade on Saturday.
The parade consisted of 72 boats – another record – sailing through the medieval canals of the inner city on a beautiful Saturday afternoon. (…)
However, some boats were out to make more serious statements. For the first time ever, a group of 40 teenaged gays aged 11 to 16 participated in the world famous gay parade. They were accompanied by their parents.

Retirado daqui

A participação de crianças de 11 (!!) anos numa demonstração de cariz sexual seria crime em grande parte dos países ocidentais. Igualmente grave é assumir que uma criança de 11 anos tem já uma identidade sexual definida. Mas claro, isto sou eu que devo ser homofóbico.

61 pensamentos sobre “Isto é muito grave

  1. JP Ribeiro

    E dois paragrafos a seguir a notícia continua: “The second novelty at the parade was a boat carrying mentally disabled homosexuals.”

    Mais palavras para quê?

  2. Nuno

    Grave é dar importância a estas noticias!
    Sim , alguém está-se a aproveitar escandalosamente de crianças para perseguir a sua agenda política e pessoal, ou seja o q for!
    Todos os dias morrem crianças no Darfour, no Iraque, em África e não sinto preocupação nem manifestações de repúdio decorrentes desse facto!

  3. Caro Carlos Pinto:

    Confesso que até ler esta notícia nunca me tinha passado pela cabeça que crianças de 11 anos pudessem participar em paradas gay, e isto porque nunca me tinha interrogado se nessa idade a orientação sexual já está definida ou não.

    Nunca li nada sobre o assunto e a minha própria experiência como heterossexual ajuda-me pouco. Lembro-me que aos onze anos ou por volta disso já tinha erecções, já desejava mulheres e já tinha tido algumas brincadeiras (que não deram em nada, claro está) com miúdas da minha idade. Poderei extrapolar desta experiência para o caso dos homossexuais? Repito que não sei.

    E, não sabendo, fico a pensar qual seria a minha reacção se fosse pai duma criança de onze anos, se ela me dissesse que era homossexual, e que queria exprimir publicamente a sua identificação com a «comunidade» em que essa orientação a colocava.

    A criança teria dificuldade em convencer-me, primeiro, que já tinha uma orientação sexual definida – e sem isso não obteria a minha autorização. Depois teria que me convencer que essa orientação a inseria automaticamente num grupo identitário em relação ao qual teria obrigações de solidariedade e participação. Sendo eu visceralmente contra os comunitarismos e as políticas identitárias, é fácil de entender que este segundo passo seria para ela ainda mais difícil do que o primeiro.

    Temos portanto que seria extremamente improvável que um filho meu de onze anos obtivesse autorização minha para participar, na qualidade de membro da «comunidade» gay, em qualquer manifestação pública.

    Mas não seria impossível, e aqui é que bate o ponto. Tenho que presumir que os pais holandeses dessas crianças são gente responsável; que estão honestamente convencidos da orientação sexual dos filhos; que não têm objecções filosóficas de fundo ao estilo identitário de participação política – ou que, tendo-as, se sentem desautorizados neste campo pelo ambiente social em que vivem; e que em consequência disto tudo optaram, se não pela melhor solução, pela solução possível – e decidiram deixar os filhos participar na parada, acompanhados.

    Eu não permitiria – ou, melhor dizendo, faria tudo por tudo por não permitir – o que esses pais permitiram. Mas não serei eu a atirar-lhes pedras.

  4. dr maybe

    Podemos ter a propensão para suspeitar que uma pessoa possa cometer uma imoralidade; as nossas suspeitas são geralmente fruto do nosso amor-próprio, quase sempre provenientes de uma comparação tácita que fazemos nas profundezas dos nossos corações: apressamo-nos a ver o mal nos outros, para podermos considerar-nos melhores que eles. Ponderando um pouco mais sobre o assunto, não seria melhor, minha senhora, que um crime secreto nunca fosse revelado, em vez de imaginar crimes ilusórios através de um julgamento muitas vezes precipitado, e assim evitar sujar desnecessariamente, aos nossos olhos, além daqueles que o nosso orgulho atribui? E, de facto, não teremos toda a vantagem em analisar assim as coisas? Não será muitíssimo mais importante, em lugar de punirmos um crime, evitar que ele se dissemine? Deixá-lo nas sombras, onde ele mesmo procura manter-se, diga-me, não será, com efeito, reduzi-lo a nada? Assim que se torna do conhecimento público, rebenta o escândalo, e os comentários que tecermos sobre o assunto servirão apenas para inflamar as paixões daqueles que sentem a mesma tendência para esse tipo de conduta.

  5. Caro José Luiz,

    Se um dos meus filhos aos 11 anos me disser que lhe incomoda a discriminação e a violência contra os homossexuais, e que por isso quer participar numa parada em protesto contra tais injustiças, será com orgulho que o acompanharei. E o miúdo dizer que é homo ou hetero será irrelevante.

  6. Grave era se estes jovens tivessem sido levados para arraiais hetero e lhes tivessem ensinado a brincar aos papás e às mamãs.

  7. dr maybe

    ó Mário. grave não é, mas isso acontece durante toda uma infancia e adolescência, ou seja, uma criança ou adolescente, com ou sem orientação sexual definida, maturada, desenvolvida, etc, assiste e participa em exemplos de modelo heterosexual.

  8. “Cerca de 90 por cento das lésbicas e gays crescem em lares hetero.”

    “A maioria dos pais hetero reprime ou contraria de alguma forma as tendências destas crianças, sugerindo desde uma tenra idade a sua inadequação perante a sociedade, com gravíssimas consequências para a sua auto-estima. Cerca de 80 por cento submete-os mesmo a tratamentos psicológicos e/ou psiquiátricos para os obrigar a mudar a sua forma de estar. Em alguns casos recorrem mesmo a internamentos forçados e, quando essa medida se revela inútil, são comuns as agressões físicas, A expulsão do lar familiar é outra medida repressiva habitual durante a adolescência das lésbicas e dos gays.”

    “A maioria das lésbicas e dos gays que passaram pela terapia ‘correctiva’ confessa ter sentido, pelo menos, terror, vergonha e culpa, durante as sessões de tratamento a que foram sujeitos. Na maioria dos casos, os profissionais de saúde limitavam-se a confirmar as noções negativas impostas pela família e a reafirmar todos os sentimentos de inadequação dos indivíduos, recorrendo por vezes a tácticas de autêntico terror para condicionar as crianças e adolescentes homossexuais.”

    “O problema parece estar no facto de se considerar que estes casos afectam apenas uma minoria pouco expressiva da população. E uma vez que os graves efeitos destas péssimas práticas pedagógicas e psicológicas só se revelam em pleno muitos anos após a sua ocorrência, é fácil dissipar as causas entre muitos factores que entretanto se verificam na vida dos indivíduos. Muitas vezes, são os educadores dessas pessoas e os profissionais que os maltrataram a consubstanciar outras razões para as consequências dos seus abusos nas lésbicas e nos gays. Seria necessário implementar medidas oficiais de denúncia dessas práticas para que começassem a ser entendidas como crimes inaceitáveis contra o indivíduo.”

    Excertos do texto de 3 de Agosto da autoria de Tangas do blog http://tangaslesbicas.blogs.sapo.pt/

    E estes comportamentos que têm sido recorrentes em crianças e adolescentes não são graves, pois não ???

  9. Carlos G. Pinto

    “Cerca de 90 por cento das lésbicas e gays crescem em lares hetero.”

    Tendo em conta que existem muito poucos casais homossexuais a educar crianças (porventura menos de 1% do total de casais com crianças a seu cargo), o facto de estes serem “responsáveis” por 10% de adultos homossexuais indica uma forte correlação positiva. Mas enfim, os número foram muito provavelmente inventados por quem achou, e mal, que era suficientemente grande para provar um ponto.

    Aqui devemos fugir ao mundo a preto e branco. Existem pessoas que gostam mais de praticar sexo com pessoas do mesmo sexo do que de sexo diferente, ou vice versa, ou com ambos. Existe um grupo de pessoas que utiliza o facto de alguns desses comportamentos serem menos aceites pela sociedade para, exibindo esses comportamentos, obterem protagonismo e ajudas públicas. Desta vez foram ainda mais longe, utilizando crianças e deficientes mentais nas suas práticas exibicionistas para atingir os seus objectivos.

  10. Carlos G. Pinto

    Lamento que só tenha comentado uma frase que apenas demonstra que os homossexuais provêm maioritariamente de casais heterossexuais. E se os homossexuais fossem heterofóbicos e desatassem a responsabilizar os seus progenitores pela sua “falha de fabrico”? Era uma chatice! Mas não, não responsabilizam, únicamente porque a homossexualidade não é uma falha de fabrico e sim uma orientação sexual, apesar de minoritária. Também a maioria das pessoas são destras e não é por isso que se discriminam os canhotos.

    Por mera coincidência ou não, os filhos e filhas de todas as minhas amigas lésbicas, são heterossexuais! E olhe que conheço bastantes!

    Mas lastimo que não tenha feito qualquer comentário às restantes frases, onde se focam as inúmeras violências que ainda hoje se exercem sobre crianças e adolescentes homossexuais.

    Apenas se insurge contra os pais de crianças, homossexuais ou não, que os levam a uma parada Gay!

    Eu insurjo-me contra a violência seja ela exercida contra quem for e, também, contra os papás que, ainda hoje,acompanham os seus rebentos do sexo masculino a prostitutas para efeitos de iniciação pois para esta prática já a idade não conta para nada, apenas que o rebento “se faça um homem”!

  11. Já tinha ouvido dizer que o movimento “gayzista” iria chegar a Portugal em força mais tarde ou mais cedo. Os agentes avançados já estão a explorar terreno, como se pode ver por aqui… Não se preocupam minimamente em defender os homossexuais, usam-nos apenas como um pretexto que está na moda, mas mais tarde ou mais cedo vão abandoná-los sem pensar duas vezes. Até porque este movimento “espontâneo”surge no momento histórico em que os homossexuais nunca foram tão tolerados e, em certos círculos, beneficiados. Claro que deles não vamos ouvir uma crítica aos países que realmente punem os homossexuais, como Cuba ou o Irão. Aí já estariam a pisar noutro dogma, o multiculturalismo, e há que evitar qualquer crítica para não impor a nossa visão imperialista.

    É mais uma frente do movimento revolucionário mascarado de causa fracturante. Já se conhece o esquema. Vão tentar passar a ideia que a problema número um da sociedade é a homofobia. Cada homossexual que apareça morto será transformado num mártir, mesmo que não se consiga estabelecer qualquer relação entre o crime e a sexualidade da vítima. Vão aparecer relatos de “sessões de terrorismo” que os homossexuais foram sujeitos para deixarem de ser como são. Os intelectuais comprometidos vão começar a florescer nos grande Com elementos como este vão passar a ideia de que há uma intolerância crescente contra os homossexuais que é necessário por cobro a qualquer custo. O paradoxo é que, quanto mais tolerante for uma sociedade em relação à homossexualidade mais aberta ela está para receber estas críticas, quanto mais inocente mais pronta a receber as culpas. Por isso irá aceitar a legislação que proíbe até que se contem as habituais piadinhas sobre gays, porque estas já são em si terroristas.

    Enquanto não chegam estes tempos totalitários que estes indivíduos querem criar, aproveito para dizer aquilo que daqui a uns anos já não poderei fazer em liberdade: Vocês, gayzistas, são lobos com pele de cordeiro. São uns hipócritas que dizem defender o direito de uma minoria (que sabem que todos já consideram respeitável), usando isso para destruir a sociedade que vos criou e vos tratou melhor que qualquer outra que alguma vez já existiu, apesar de todas as suas falhas. Não passam de hitlerzinhos nojentos, profundamente intolerantes enquanto culpam todos os outros de intolerância.

  12. “Vocês, gayzistas … “

    Eu não sou gayzista, sou mesmo lésbica!

    “Até porque este movimento “espontâneo” surge no momento histórico em que os homossexuais nunca foram tão tolerados e, em certos círculos, beneficiados.”

    Faça-me um favor, Mário, explicite lá em que, onde, e como, sou beneficiada, porque gostaria de candidatar-me a tais benefícios. É que eu pago os mesmos impostos que todos os portugueses e não tenho direito a, por exemplo, benefícios sociais, pensões de viuvez ( não me posso casar) ou reforma, etc. Descobriu uma brecha na lei do tipo, discriminação positiva, por onde eu possa safar-me? Se sim, peço-lhe encarecidamente que me diga!

    “Claro que deles não vamos ouvir uma crítica aos países que realmente punem os homossexuais, como Cuba ou o Irão.”

    Não me diga!!! Essa é nova para mim! Isso é porque não vai a paradas gay, porque se fosse, não diria isto com essa convicção.

    “Vão tentar passar a ideia que o problema número um da sociedade é a homofobia.”

    Engana-se! O problema número um da sociedade é a ignorância que leva à intolerância, esta ao ódio causador, por sua vez, da guerra e de toda a injustiça social que existe!

    “Vão aparecer relatos de “sessões de terrorismo” que os homossexuais foram sujeitos para deixarem de ser como são.”

    Não ponha a frase, sessões de terrorismo, entre aspas porque o são de facto!

    “O paradoxo é que, quanto mais tolerante for uma sociedade em relação à homossexualidade mais aberta ela está para receber estas críticas, quanto mais inocente mais pronta a receber as culpas.”

    Faz parte de se viver num Estado de Direito Democrático! E quem lhe disse que os homossexuais querem tolerância? Eu não quero que me tolerem como se eu fosse um problema, quero que me respeitem e quero ter a capacidade de acessar a todos os direitos que todos os indivíduos têm em igualdade de circunstâncias! Caso contrário, também não deveria pagar os impostos que pago! Se há discriminação negativa, também deveria haver discriminação positiva.
    Sinceramente estou-me nas tintas para a tolerãncia da sociedade! Quero é ter os mesmos direitos!

    “… usando isso para destruir a sociedade que vos criou e vos tratou melhor que qualquer outra que alguma vez já existiu, apesar de todas as suas falhas. Não passam de hitlerzinhos nojentos, profundamente intolerantes enquanto culpam todos os outros de intolerância.”

    Desculpe, mas este seu discurso é que é profundamente destruidor o que não deixa de ser lamentável!

  13. Duca diz:

    É claro que não vai encontrar um cartaz a dizer “Aqui aceitam-se lésbicas em vez de outros” excepto nos vários clubes que fazem ponto de honra nisso.
    Agora que se pode criticar tudo excepto os LGBT que continuam a ser uma imensa minoria é uma realidade.

    Explique-me lá porque é que isto tem que ser assim.

  14. dr maybe

    O seu último parágrafo (Mário) é daqueles que levam a generalizações e começa-se a aproximar de afirmações que o Mário está a tentar evitar, mas que estão já lá, do género “o fim do mundo pela afirmação da orientação sexual”. Não estou bem a ver…
    Não entro em números de percentagens porque, e ainda mais além do que disse o Carlos G. Pinto, a diversidade sexual é muito maior do que o estabelecido em “LGBTH”, mas posso dizer peremptóriamente que o crescimento e desenvolvimento de uma criança numa sociedade maioritáriamente heterosexual e que exerce uma grande pressão no sentido de uma vida de acordo com essa maioria, não impede que os indivíduos encontrem a sua natureza, a sua orientação, o seu objecto de desejo. O contrário também será verdade, no entanto e na notícia linkada no post não está implícita nenhuma imposição dos pais aos filhos a seguirem um modelo homosexual. Não li isso por isso tudo o resto são conjecturas.
    O Mário fala de sociedades mais tolerantes, mas a questão aqui não é tolerância, mas aceitação. A que propósito alguém é tolerado por práticas que não interferem com terceiros?
    Digo-lhe mais Mário, existem inúmeros homosexuais que exactamente por serem contra uma guetização da comunidade gay, não participam dela, ou participam um mínimo. Por isso quando fala em tolerância está exactamente a falar em guetos. Podem existir mas que fiquem lá nos seus cantos e tal e tal.

  15. Sr. Carlos Pinto, tem razão numa coisa.
    É mesmo homofóbico. Se as crianças são influenciadas para serem homosexuais, problema o delas. É uma opção individual do foro privado de cada um.
    O o Sr. Carlos Pinto, ao sabor dos velhos e bons costumes católicos, so se casa com alguem se tiver a aprovação da sociedade?

    Nao sou homossexual, e admito que me causa ainda alguma impressão ver dois homosexuais a beijarem-se, mas a vida privada de cada um é com cada qual.

    Deixe-se dessas fobias fundamentalistas católicas e evolua. A beatice nao leva a lado nenhum.

  16. Duca,

    Já vi que está bem endoutrinada. Esse odiozinho flui com toda a naturalidade. O mesmo discurso esteriotipado repetido pelo mundo fora onde estas ondas “espontâneas” já chegaram. Pode até pensar que está a defender alguma causa justa mas não vê ou não quer ver que faz parte de um movimento totalitário que vai querer o aumento do Estado para garantir direitos e o aumento de penalizações para criar um Estado policial.

    E não se faça de idota ao fazer de conta que falei dos homossexuais em geral. Falei de “gayzistas” que, nem precisam de ser homossexuais, são apenas aqueles que lutam contra uma coisa difusa que é a homofobia, onde podem incluir quase tudo a pretexto de penalizarem quase tudo. O movimento gayzista tem tentado avançar um pouco por todo o mundo ocidental não para pedir os mesmos direitos mas para pedir um estatuto especial. Nenhum grupo tem protecção contra piadas, mas há já projectos de lei nesse sentido para os homossexuais. Ou as leis da Califórnia que não querem se fale de pai e mãe nas escolas para não ofender certas sensibilidades.

  17. «O Mário fala de sociedades mais tolerantes, mas a questão aqui não é tolerância, mas aceitação.»

    Só há uma forma de fazer aceitar algo: criar um regime totalitário. As democracias liberias podem apenas garantir liberdades negativas, a ausência de coerção e daí advém a tolerância e não a aceitação. Mas há alguém que tenha a aceitação garantida? Isso significaria que todos teriam de passar a viver em função de um determinado grupo e perder a sua liberdade para ele.

  18. «Por isso quando fala em tolerância está exactamente a falar em guetos.Podem existir mas que fiquem lá nos seus cantos e tal e tal.»

    A vitimização como arma revolucionária. Conheço guetos de muita coisa mas de gays? Onde? Qualquer pessoa sabe que hoje em dia é melhor visto dois gays beijarem-se na praça pública do que um padre falando de religião. Qualquer um que se exponha na praça pública está sujeito a ouvir algo menos agradável, mas os gayzistas acham-se no direito de pedir um estatudo especial para uma determinado grupo, que tem de ser aceite. Os feios, os gordos, as belas mulheres, os que se vestem de forma ridícula, os tipos de meias brancas… todos eles podem ouvir comentários que não gostem mas nenhum deles acha que deve ser pura e simplesmente aceite, que deve haver protecção legal a seu favor que garanta isso.

  19. EMS

    «Qualquer pessoa sabe que hoje em dia é melhor visto dois gays beijarem-se na praça pública do que um padre falando de religião.»

    Desculpe-me a indiscrição… mas onde mora o Mário?

  20. dr maybe

    Imagine que eu me quero casar porque acho que tenho vantagens económicas que advém desse casamento, tipo chegar a um banco e pedir um empréstimo em conjunto. Mas como sou homosexual o natural é casar-me com outro homem. Como não posso dado que o casamento entre pessoas do mesmo sexo não está previsto na lei, só obtenho as vantagens económicas casando-me com uma mulher. Isso não quer dizer que eu tenho de viver em função de um determinado grupo e perder a minha liberdade para ele?
    Imagine que o meu perfil psicológico, a minha maturação como pessoa, leva a que, por pressões sociais, de família, económicas, etc, me case com uma mulher sendo que eu me sinto atraído por homens? Isso não quer dizer que eu tenho de viver em função de um determinado grupo e perder a minha liberdade para ele?

  21. “Já vi que está bem endoutrinada. Esse odiozinho flui com toda a naturalidade.”

    Não é doutrina, é vivência. Odiozinho? Não, Mário, não odeio ninguém. Não sei de que parte do meu discurso extraiu qualquer réstia de ódio, portanto, apenas posso concluir que decidiu dirigir-me tão maléfica caracteristica por falta de melhores argumentos.

    “E não se faça de idota ao fazer de conta que falei dos homossexuais em geral. Falei de “gayzistas” …”

    Nunca me faço de idiota porque, por vezes, sou-o. No entanto, desta vez, percebi a quem se dirigia, mas como participei nos comentários com algumas questões que mereceram os seus, apeteceu-me esclarecer que não sou gayzista e sim lésbica.

    “O movimento gayzista tem tentado avançar um pouco por todo o mundo ocidental não para pedir os mesmos direitos mas para pedir um estatuto especial.”

    Estatuto especial? Desculpe, Mário, mas deve saber que um estatuto especial, venha a ter que forma tiver, dá azo a uma enorme responsabilização que os homossexuais não querem! Como lhe disse, não me interessa se sou tolerada pela sociedade ou não, apenas quero ter os mesmos direitos, nem mais, nem menos, de acordo com as contrapartidas que sociedade me exige.

    Outra coisa, não tenho nada contra as piadas sobre gays, como nada tenho contra as de mulheres, de loiras (sou mulher e loira), alentejanos, portugueses, brasileiros, negros, etc., pois algumas têm mesmo piada.

    Se há projectos lei contra piadas sobre gays, ou para que não se possa falar sobre pai e mãe nas escolas, para não ferir as susceptibilidades de crianças e adolescentes criados por dois homens ou duas mulheres, sou a primeira a pôr-me na fila contra tal parvoíce. Claro que o farei, se algum dia provierem de qualquer estado membro da União Europeia.

  22. feios, os gordos, as belas mulheres, os que se vestem de forma ridícula, os tipos de meias brancas… todos eles podem ouvir comentários que não gostem mas nenhum deles acha que deve ser pura e simplesmente aceite, que deve haver protecção legal a seu favor que garanta isso.”

    Agora quem está a fugir à questão é você.

    A questão não é o que nos possam chamar! A questão é o exercício de direitos, meu caro. Está a querer comparar realidades que nada têm a ver uma com a outra? Está a querer convencer-me que os os gordos, as belas mulheres, os que se vestem de forma ridícula, os tipos de meias brancas… não se podem, por exemplo, casar?

  23. Carlos G. Pinto

    Duca, que eu saiba os homossexuais, assim como os gordos, podem-se casar em Portugal. Aliás até há vários exemplos de homossexuais casados

  24. dr maybe

    Tem razão Carlos G. Pinto. Os homosexuais podem-se casar em Portugal. Um exemplo é o Nelo. Outros andam pela zona do parque em altura de férias conjugais…

  25. Patricia Lanca

    Aconselha-se aos genuinamente interessados a consulta do site do Family Research Instiute em: http://www.familyresearchinst.org, onde podem encontrar uma riqueza de informação científica sobre os objectivos, características e métodos dos activistas ‘Gay’ e também dados sobre questões relacionadas com a saúde pública. Encontrarão igualmente uma análise detalhada dos custos sociais nos Estados Unidos das doenças sexualmente transmitidas. Estes incluem evidentemente, não só o tratamento médico (astronómicos no caso de HIV) mas também as vastas somas dedicadas à investigação destas mesmas doenças. Uma leitura serena e desapaixonada destas análises indica mais incisivamente do que qualquer argumentação política ou moral os motivos que ligam os interesses do ‘Gay Lobi’ e da Esquerda estatizante. O ‘Gay Lobi’ simultaneamente nega os riscos para a saúde das suas práticas e ao mesmo tempo exige que a sociedade em geral paga as despesas. Daí a ‘santa aliança’. Daí a feroz recusa de qualquer debate honesto sobre o assunto. Quem queira debate é automaticamente acusado de homofobia

  26. dr maybe

    Já tínhamos saudades suas PL. Pode parar de ligar DST com gays, porque se o quer mesmo fazer então vamos falar dos Nelos da vida que infectam as suas mulheres com HIV. Quer números? É que assim voltamos à mesa com o Carlos G. Pinto.

  27. Se um par de amigos for ao Mister Gay para beber um copo e largar meia dúzia de “caralhadas” numas anedotas picantes é posto na rua com um pontapé no cú.
    Se um par de Gays for a um bar normal e começar aos beijos, se você se manifestar indignado é classificado de homofóbico.

    Porque é que isto é considerado normal?

  28. «Imagine que eu me quero casar porque acho que tenho vantagens económicas que advém desse casamento, tipo chegar a um banco e pedir um empréstimo em conjunto.»

    Sou contra os benefícios que o Estado dá resultantes do casamento. De qualquer modo não tenho grandes objecções ao casamento entre homossexuais. Se quer melhorar a sua relação com os privados acho que era mais ético usar os seus próprios meios e não os de todos os contribuintes.

    «Imagine que o meu perfil psicológico, a minha maturação como pessoa, leva a que, por pressões sociais, de família, económicas, etc, me case com uma mulher sendo que eu me sinto atraído por homens? Isso não quer dizer que eu tenho de viver em função de um determinado grupo e perder a minha liberdade para ele?»

    Sinceramente eu sorri ao ler isto porque parece que está no consultório sentimental 🙂 Há pressões sociais de todos os lados. Também há heterossexuais que casam quando prefeririam fazê-lo mais tarde. Agora o natural é que as pessoas assumam as suas responsabilidades e não se desculpem a toda a hora com a “sociedade”. Ao escrever isso dá a imagem que os homossexuais querem fazer os seus problemas mais importantes que os outros, querem ser tratados como crianças para fugir às dificuldades da vida.

  29. «Não é doutrina, é vivência. Odiozinho? Não, Mário, não odeio ninguém.»

    Pode chamar-me arrogante mas acho que você é que não se conhece bem a si mesma.

    «Estatuto especial? Desculpe, Mário, mas deve saber que um estatuto especial, venha a ter que forma tiver, dá azo a uma enorme responsabilização que os homossexuais não querem!»

    Acho que é mais ou menos óbvio que o movimento gayzista não é nada que tenha surgido espontâneamente dos homossexuais, por isso é natural que não diga nada à maior parte. E deve preocupar sobretudo aos homossexuais por razões óbvias. Caso venham a ser aprovadas leis ultra protectoras a favor de homossexuais isso irá originar um ressentimento no resto da população e até medo. E é natural que se formem grupos violentos que ataquem homossexuais.

    «Se há projectos lei contra piadas sobre gays, ou para que não se possa falar sobre pai e mãe nas escolas, para não ferir as susceptibilidades de crianças e adolescentes criados por dois homens ou duas mulheres, sou a primeira a pôr-me na fila contra tal parvoíce.»

    Então sugiro-lhe que leia com atenção o que tem se passado neste campo. Leia com atenção o que dizem aqueles que afirmam defender os direitos dos homossexuais e não se limite a achar que é tudo bom à partida porque a causa lhe interessa. O populismo e a demagogia estão em todos os lados.

  30. «A questão não é o que nos possam chamar! A questão é o exercício de direitos, meu caro.»

    Essa é a sua questão. Há quem queira proibir as piadas, sim e são pessoas que têm mesmo poder para fazer aprovar a legislação.

    E essa questão dos direitos não pode ser um pacote único. Casamento e adopção, por exemplo, não são nada a mesma coisa. Há alguma razão em pedir ao Estado o direito dos homossexuais poderem casar(a meu ver o estado não devia pura e simplesmente se meter no assunto). Contudo, a adopção não é um direito de ninguém a não ser das crianças. Quando há homossexuais que acham que isto só tem a ver com eles, com os seus direitos, mostram logo uma postura tão egocêntrica que faz duvidar das suas qualidades como pais adoptivos.

  31. Sempre que um grupo longamente humilhadas e longamente oprimidas começa a ver reconhecidos os direitos que realmente tem, a tendência é para que comece a reivindicar direitos que não tem. Isto acontece de momento especialmente com os homossexuais e com os muçulmanos, como no passado aconteceu e no futuro acontecerá com outros.

    Perante isto, a sociedade mainstream vê-se perante um problema difícil: como reconhecer às pessoas os direitos que efectivamente têm sem lhes outorgar à mistura direitos que não têm? Ou inversamente: como recusar reivindicações abusivas sem negar direitos fundamentais?

    Acho que não seria pior se todos reconhecêssemos que o equilíbrio é delicado e consequentemente os erros são evitáveis.

    Há porém um princípio que devia ser fundamental: quem tem direitos são as pessoas e não os grupos. Pertencer a um grupo não confere direitos, o que confere direitos é pertencer à espécie humana. Se partirmos daqui cometeremos erros á mesma, mas cometeremos menos erros.

    Aplicando este princípio ao caso em apreço: se não estivesse presente o factor «gay», tinham os pais daquelas crianças o direito de as deixar participar numa espécie de carnaval em que provavelmente não se passaria nada de muito diferente do que a televisão lhes mostra todos os dias? Provavelmente tinham.

    Mas se tinham esse direito estando a factor «gay» ausente, então também o tinham estando ele presente. Tudo depende dos casos individuais – e em princípio ninguém sabe melhor do que os pais de cada criança o que é traumatizante ela e o que não é.

  32. O que me preocupa é haver quem queira proibir piadas – e efectivamente há, como diz o Mário. Preocupa-me sempre que haja gente a querer proibir palavras. O mau gosto não pode ser ilegal, assim como não podem ser ilegais a falta de cortesia ou de elegância, os vícios de raciocínio ou os erros de facto. Toda a gente deve ter o direito de contar piadas de alentejanos, de louras, de homens, de mulheres, de paneleiros, de pretos ou de chineses. Toda a gente deve ter o direito de negar o Holocausto, de tentar convencer os outros de que a Terra é plana ou de propor a teoria que Aristóteles era preto e que a Atenas de Péricles ficava na Etiópia (desde que se trate de propor e não de impor).
    E vejo com demasiada frequência estes direitos a ser erodidos. Não por si, Duca – mas em seu nome. E isto confere-lhe uma parte da responsabilidade.

  33. Sigo esta conversa com bastante divertimento dadas as barbaridades que por aqui se escrevem. Sobre o http://www.familyresearchinst.org/, gostaria de realçar que tenho muitas dúvidas relativamente aos seus estudos e conclusões. Como pode ser isento um instituto que se define da seguinte forma? The Family Research Institute was founded in 1982 with one overriding mission: to generate empirical research on issues that threaten the traditional family, particularly homosexuality, AIDS, sexual social policy, and drug abuse.

    É óbvio que as conclusões dos seus estudos são muito convenientes… Digamos que um estudo deste instituto tem tanta credibilidade como aqueles ensaios que as farmaceuticas financiam para saber os efeitos dos seus próprios fármacos e cujos resultados normalmente são geniais…

  34. dr maybe

    O Mário deturpa o sentido dos exemplos que referi e assim é impossível debater ideias (assim com a descida à terra da Patrícia Lança para lançar uns links para umas associações completamente estapafúrdias e depois nunca mais contra argumentar).
    Para ficar claro, estou-me absolutamente nas tintas para o casamento. Já na igualdade de direitos entre cidadãos não estou.

  35. «Mário deturpa o sentido dos exemplos que referi e assim é impossível debater ideias»

    E não diz porquê. Enfim, é a estratégia habitual de gente sem quaisquer escrúpulos. Depois de vários anos na blogoesfera e de ter lido milhares e milhares de comentários já me convenci que são ínfimas as pessoas minimamente respeitáveis que andam por aqui.

  36. “Pode chamar-me arrogante mas acho que você é que não se conhece bem a si mesma.”

    Chamar-lhe arrogante porque expressou um juízo de valor sobre mim? Não. Quanto muito poderei achar a sua afirmação leviana porque não me conhece, mas nem sequer vou defender-me porque este espaço serve para debater ideias e não as pessoas que aqui comentam.

    “Caso venham a ser aprovadas leis ultra protectoras a favor de homossexuais isso irá originar um ressentimento no resto da população e até medo.”

    Não quero leis ultra protectoras nem estatutos especiais, apenas quero os mesmos direitos que aqueles que a maioria das pessoas deste país têm e poder exercê-los. E sabe porquê? Porque não me considero nem mais nem menos que qualquer cidadão ou cidadã deste país. Porque sou a favor da liberdade de expressão (mesmo quando uma piada ou expressão me insulte) e de todas os direitos, liberdades e garantias ínsitos na Constituição da República Portuguesa e, ainda, porque sei que a minha orientação sexual, embora minoritária, não interfere com a orientação sexual da maioria.

    “E é natural que se formem grupos violentos que ataquem homossexuais.”

    Para si, este tipo de violência é natural, para mim qualquer tipo de violência, tenha que forma tiver e seja contra quem for, é anti-natural. Não percebo esse medo da população maioritariamente heterossexual. Que dizer então do medo da população homossexual? Não venha falar-me de medo, por favor, porque da perseguição, da humilhação e da violência a que posso estar sujeita (e que você até acha natural) sei eu e muitos dos que são como eu. E não é vitimização, garanto-lhe. Vitimização é vir com esse discurso sobre o medo da maioria (que mais não é que ignorância) contra uma minoria, só porque tem uma orientação sexual diferente do modelo heterossexual.

    “Então sugiro-lhe que leia com atenção o que tem se passado neste campo. Leia com atenção o que dizem aqueles que afirmam defender os direitos dos homossexuais e não se limite a achar que é tudo bom à partida porque a causa lhe interessa.”

    Não foi com ligeireza que lhe disse que me poria na primeira fila contra qualquer Estado da União Europeia que estivesse a produzir projectos lei que fossem contra a liberdade de expressão, seja através de piadas contra paneleiros ou fufas ou através de qualquer tipo de conversa ou expressão; foi porque esses projectos lei são “americanadas”. Agora quem lhe pede desculpa pela arrogância, sou eu, mas todos sabemos que americanadas há muitas e completamente idiotas.

    Quanto à adopção, eu sei muito bem que não é um direito dos homossexuais (era só o que faltava) como também não o é dos heterossexuais. O direito a ser adoptado é um direito da criança. O que eu defendo, é que as regras, entrevistas de análise de condições de vida e de equilíbrio psicológico e tudo o que psicólogos e assistentes sociais tenham de fazer para garantir o bem estar e equilíbrio de uma criança em condições de ser adoptada, possam ser feitas a homossexuais que pretendam adoptar tal como o é actualmente para heterossexuais.

    “O populismo e a demagogia estão em todos os lados.”

    Concordo em absoluto consigo, não podemos é cair no erro de só ver populismo e demagogia apenas num lado.

  37. José Luiz Samento disse:

    “E vejo com demasiada frequência estes direitos a ser erodidos. Não por si, Duca – mas em seu nome. E isto confere-lhe uma parte da responsabilidade.”

    Eu também vejo e a minha responsabilidade é a mesma de qualquer cidadão de bem, correcto, vertical e que recuse viver de joelhos.

  38. Carlos G. Pinto,

    “Duca, que eu saiba os homossexuais, assim como os gordos, podem-se casar em Portugal. Aliás até há vários exemplos de homossexuais casados”

    Se há coisa que aprecio é o sentido de humor. Você agora teve piada, a sério!

    Mas quer saber o que eu acho dos homossexuais casados de acordo com o modelo heterossexual, que é o único possível no nosso país? Acho que são pessoas infelizes, mas pior que isso, fazem outros extremamente infelizes, e esta é uma das razões porque defendo o casamento entre homossexuais.

  39. Fado Alexandrino disse

    Desisti de o comentar no seu blog, porque como já tive oportunidade de ali referir, encontramo-nos nos antípodas e eu tenho dificuldade em debater consigo, devido à sua propensão para o insulto, que sinceramente não me afecta, mas para o qual não consigo encontrar resposta porque me recuso a entrar pela mesma via. É que, Alexandrino, apesar de você achar que eu não pertenço ao género feminino e sim a “outros” eu sou mulher bem formada e educada.

    Por isso, não quero deixar de lhe responder num espaço que não é o seu, única e simplesmente porque não o quero discriminar relativamente a outros comentadores que se me dirigiram.

    “Aqui aceitam-se lésbicas em vez de outros” excepto nos vários clubes que fazem ponto de honra nisso.”

    Não conheço nenhum clube que diga isso. O Alexandrino conhece? Se sim, diga lá um nome que eu terei muito prazer em apresentar o meu protesto.

    Volto a repetir que a questão não está em criticar, contar piadas, insultar, etc. sobre os LGBT, por mim estão à vontade porque se a critica for construtiva, terei muito gosto em a debater, se a piada tiver graça, também me rirei e quanto a qualquer insulto, entrar-me-á por um ouvido e sair-me-á por outro. A questão que se coloca é de cidadania, direitos e exercício.

  40. Muito obrigado.
    Já expliquei um milhão de vezes que não estou contra ninguém.
    Estou é contra a vossa superioridade moral e quererem que um acto anormal seja considerado normal.
    É claro que não há clube nenhum que tenha essa tabuleta à porta, apenas seguem é essa lei não escrita.
    Porque razão ignorou, sobre o mesmo assunto, o meu último post?
    Esse é que devia comentar.
    Desculpe voltar a insistir, não é mulher não senhor, é lésbica.
    Há uma (grande) diferença.

  41. Luísa Franco

    Este blogue é, visivelmente, sem qualquer réstea de peso na consciência, completa e assumidamente homofóbico.
    Este blogue só tem interesse num aspecto: observar como raciocinam as pessoas que se sentem superiores aos demais mortais pelo facto de as suas orientações sexuais e estilos de vida serem os mais comuns. Para ver, com os meus próprios olhos, até onde chega a intolerância pela diferença. Como há pessoas que negam aos outros, pelo facto de não serem em tudo semelhantes a si mesmos, aquilo que, afinal, mais valorizam: o direito ao amor conjugal.
    Para utilizar a vossa própria linguagem: que Deus vos perdoe!

    Dito isto, pouco mais há a acrescentar, apenas devo explicar que era para colocar este comentário naquele outro post sobre os potenciais beneficiários do casamento, mas aqui nada parece funcionar bem, nem as caixas de comentários.

  42. André DE Azevedo DE Abrantes DE Alves DE Amaral

    Mário diz:
    07 de Agosto de 2007 às 10:18 am
    … Depois de vários anos na blogoesfera e de ter lido milhares e milhares de comentários já me convenci que são ínfimas as pessoas minimamente respeitáveis que andam por aqui…

    e o sr Mário, pelos vistos, é um deles! quem é que falou aqui em “superioridade moral”?

  43. Num outro local
    Já num outro local tentei comunicar bastante sobre políticas indiscritíveis a respeito de crianças na Holanda – no entanto, Portugal não lhe vai muito atrás – onde o incesto não é crime, e outras questões assim. Sabia? Milhões de crianças (uma rapariga de 13 anos é uma criança) – raparigas na grande maoria, são vítimas.
    Incrível não é?
    Cumprimentos

  44. Leia-sse por favor onde está em cima ”num outro local”, Meu Caro.
    E gostaria de acrescentar a minha opinião a respeito de outra coisa: as respostas e comentários ao autor do blog, parece ser um diálogo de autistas. Na verdade, o autor do blog não falou simplesmente mal dos homossexuais. Descreveu o porblema em relação às crianças, com bastante respeito. Não disse que espancaria um filho seu que dissesse que era homosexual, ou que lhe ”daria cabo da saúde” ou que o impediria de ser homosexual. Disse, com todo o respeito – e com o amor que qualquer pessoa que saiba o que é amar um filho diria – que se acautelaria muito, pois que aos 11 anos, é-se criança e nenhum desenvolvimento ou escolha é defenitivo. É-se completamente vulnerável a qualquer sugestão. E andar metido em manifestações políticas não é a brincadeira certa para qualquer criança.

    O que choca é que se responde a este senhor da mesma maneira que se responderia se ele fosse despótico, retrógado.

    O chocante é o despostismo presente nas expressões de defesa ”da liberdade dos homosexuais”. É claro que ”a liberdade de proteger uma criança”, não conta.

    Cumprimentos

  45. “Porque razão ignorou, sobre o mesmo assunto, o meu último post?
    Esse é que devia comentar.”

    Ignorei-o como ignoro qualquer post seu que fale sobre LGBT e na resposta que lhe dirigi expliquei porquê. Aliás, o Alexandrino provou que tenho razão por ter desistido de o comentar quando diz esta barbaridade:

    “Desculpe voltar a insistir, não é mulher não senhor, é lésbica. Há uma (grande) diferença.”

    Lamentável a sua ignorância (de que faz gala) ao confundir género sexual com orientação sexual! Fique com as suas certezas que eu fico-me por aqui.

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  47. «e o sr Mário, pelos vistos, é um deles! quem é que falou aqui em “superioridade moral”?»

    Quem escreveu isto foi um cobarde que se escondeu atrás do anonimato. Não preciso acrescentar de mais nada…

  48. Pingback: blogue atlântico » Blog Archive » Coisas de facto graves

  49. Carlos,

    A marcha em causa pode apenas ser considerada de orgulho por se ser gay? Não lhe estão relacionadas outras intenções (bem ou mal defendidas, não é essa a questão) como as da tolerância para com outras orientações sexuais ou da reinvindicação de direitos sociais para minorias?

    Se é este o caso, e eu creio que o é, afastando-se por isso de demonstração de cariz meramente sexual, não vejo que seja caso raro que os pais levem crianças às manifestações que os movem e pelas quais se batem. Vimos isso, por exemplo, nas manifestações pela vida ocorridas em Lisboa. E vemos isso em quase todas as manifestações por isto e por aquilo com que nos cruzamos no trânsito.

    Se isso é correcto ou não, será talvez outro ponto, que mereceria ser discutido. Mas será muito grave, hvendo aqui, neste caso concreto, uma espécie de insólito atemorizador?

    Um abraço,
    a.

  50. Duca diz:
    08 de Agosto de 2007 às 10:41 am

    Você é giríssima.
    Já uma colega sua no meu blog após lhe fazer a mesma pergunta cem vezes ainda não conseguiu responder sim ou não.
    Vocês adoram um passinho para a frente, dois para trás e mais um ou outro para o lado.
    Não gostam de encarar perguntas e muito menos de dar respostas francas e directas.
    Minha senhora, mulheres gostam de homens, fazem amor com eles e têm filhos e filhas, as lésbicas não.
    Se acha que se deve meter tudo no mesmo saco, esteja à vontade.
    Quem sou eu para lhe mostrar o verdadeiro mundo, não o da LezBoa.

  51. Marco

    Acerca da gay parade em Amsterdão
    A questão do Carlos é muito pertinente e penso que é importante debruçarmo-nos sobre ela porque é uma ideia frequente na cabeça de várias pessoas.
    Caro Carlos, desculpe ser directo, mas pelo menos a sua opinião é homofóbica. Ao dizer que grave é “assumir que uma criança de 11 anos tenha já uma identidade sexual definida” ocorre-me que o que estava a pensar era “que horror uma criança que já sabe que é gay”. Agradece-se o politicamente correcto mas há que ler as entrelinhas.
    Nunca ouvi ninguém dizer “é grave que uma criança de 11 anos assuma que é hetero”, até porque se assim acontecesse, no mínimo, seria um motivo de orgulho para os pais, sobretudo se fosse um rapaz (éhhh ganda macho).
    Neste caso, em Amesterdão, só vou acrescentar que as crianças e os pais que iam naquele barco não estão “malucas”, e deixo as restantes considerações para vosso brainstorming.
    A sociedade educa-nos na heterosexualidade, e tudo o “resto” deixa-nos “confusos” mas isso não nos dá o direito ao preconceito.
    Para terminar, adoro-te Amesterdão!

  52. Sérgio

    antes de mais, acho que é um disparate absoluto esse conceito de “pride”. não compreendo a necessidade de alardear uma opção pessoal. parece-me um disparate absoluto pretender o direito à indiferença e depois andar no meio da rua fazendo figuras que para qualquer pessoa com dois dedos de testa, mesmo homosexual, são ridiculas.

    concordo que um homosexual tenha os mesmos direitos que um heterosexual visto que paga os mesmos impostos e tem as mesmas obrigações. apesar de tudo, não entendo porque pretendem o Casamento ao invés de apenas os beneficios que o estado civil concede. o casamento é um conceito que assenta no modelo tradicional de familia que por sua vez assenta no conceito religioso de familia.

    mas a origem de toda a celeuma é o facto de alguns pais terem permitido que os seus filhos participassem de uma manifestação gay. eu acho que não há qualquer problema nesse facto e já foram dados imensos argumentos. claro que dou muito mais valor aos adolescentes gays que perceberam que “an exhibitionist gay parade has nothing to do with the emancipation of gay rights anyhow.” e esses acredito na consciência plena da sua sexualidade. para os que apenas queriam “to participate in the biggest gay event of the year already for many years.”

  53. desculpem lá mas hoje estou mesmo sem pachorra para ler os vossos comentários!
    ainda comecei e li alguns mas definitivamente deparei-me com tanta baboseira e parvoíce junta por parte de alguns comentadores que não me apeteceu mesmo continuar a ler. por esse motivo peço desculpa mas continuo a respeitar a opinião de todos apesar de alguns me incomodarem bastante como o fadinho triste do alexandrino para o qual não tenho paciência!

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