A dúvida científica

Mais uma excelente cachimbada do Fernando Gabriel.

Um dos simplismos que mais se ouve sobre esta história do aquecimento global é a da ‘subida do nível médio das águas’, que derivará da descongelação das calotas polares. Sucede que, como Anthímio de Azevedo salientou ainda esta semana no noticiário da SIC, essa descongelação (necessariamente de água doce) fará descer o índice de sal dos oceanos, permitindo uma mais fácil congelação da água. É o permanente equilíbrio que a mãe natureza encontra sempre que se dão (e elas repetem-se mesmo antes da ‘chegada’ do homem à Terra) alterações climáticas.

O que me confunde é a procura de certezas científicas num fenómeno que, embora continuamente repetido, não deixa de ser desconhecido. Na verdade, é a ciência uma forma de, através das dúvidas, encontrar soluções que serão sempre postas em causa e nunca dadas como definitivas. O nosso espírito científico tem de estar sempre aberto à dúvida.

6 pensamentos sobre “A dúvida científica

  1. toni

    a “descongelação” é sempre de água doce, porque o gelo não integra o sal na sua estrutura. é por isso mesmo que nas zonas onde há gelo a salinidade da água aumenta.
    se o equilibrio fosse permanente nunca tinham havido idades do gelo antes.

  2. Pingback: blogue atlântico » Blog Archive » Sobre a histeria ambiental em que vivemos

  3. Ab Hominem

    Maldoror, isso não é novidade nenhuma. Com a deflorestação e mudança de uso dos solos os padrões de evaporação mudam e, consequentemente, os da chuva. Mais uma para a longa lista do “Sobe CO2 -> sobe T -> evento X justificado”.

    Ainda dentro do assunto do post, se todo o gelo do Ártico derretesse não iria aumentar nem um cm ao nível do mar! Chama-se a isso o princípio da isostasia. É só experimentar comparar o volume de um copo de água com um cubo de gelo antes e depois deste derreter (é claro que o volume aumenta quando se mete lá o cubo).

    O MetOffice previu o verão mais quente de sempre. Os modelos diziam que ia haver menos precipitação na Europa. Recordes de temperatura de há décadas são batidos na Austrália, África do Sul e Argentina.

    É só ar quente!

  4. Ab Hominem

    Onde se lê “Recordes de temperatura de há décadas são batidos na Austrália, África do Sul e Argentina”, queria ter dito “recordes de temperaturas negativas”.

    As minhas desculpas.

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