Hoje a “natalidade” une a “Iberia”, mas a Audiência Nacional não chega aqui

Capa do El Jueves

O juiz espanhol Juan de Olmo ordenou a confiscação de todas as cópias da última edição da revista satírica El Jueves em cuja capa aparece uma caricatura «irreverente» dos Príncipes das Astúrias num acto sexual.

O auto do juiz, que considera a capa da revista insultuosa para os sucessores da coroa, refere que a caricatura é «claramente denigridora e objectivamente infame».

Portugal Diário, com ligação adicionada.

6 pensamentos sobre “Hoje a “natalidade” une a “Iberia”, mas a Audiência Nacional não chega aqui

  1. É costume afirmar que a nossa liberdade termina onde começa a liberdade do outro contudo parece que a liberdade de imprensa é ilimitada e é ver logo a extrema esquerda a berrar aqui há fascistas e a tentar aproveitamentos políticos oportunistas e de ocasião quando alguém tenta conter algum exagero e neste caso esta revista exagerou claramente ao ponto de ter sido insultuosa, de péssimo gosto e ordinária.
    Tivesse algum orgão da imprensa deste nosso jardim à beira mar plantado o desplante de fazer uma caricatura de Cavaco a foder, para usar uma expressão aqui mesmo utilizada, a Maria e logo, e muito bem, houvesse processo judicial.
    Se bem que por aqui as coisas não ficariam por isso mesmo pois os esbirros do sistema iriam fazer pagar caro a ousadia. É que em Espanha ainda são os tribunais e os juizes que aplicam a justiça mas por cá qualquer funcionário mais zeloso chamaria a si o caso acusando, julgando, condenando e excutando pois como se tem visto não é necessário tanto para ser … lixado basta contar umas piadas mais ou menos… engenhosas.

  2. Fado Alexandrino

    Sobre isto que demonstra a que ponto a democracia pode conduzir, coloquei uma questão no meu blog

  3. Pergunto-me se a liberdade de expressão deve permitir estas manifestações de boçalidade. Acho que qualquer figura pública tem o direito de retirar a revista de circulação ao ver-se representado daquela forma. Nem é pela representação de sexo explícito, mas pela forma grotesca que a representação assume.

    Tratando-se de figuras de estado, pergunto-me porque raio o estado gastaria formas avultadas em despesas de representação do chefe de estado e da família real, se depois permite que as instituições sejam denegridas sem direito a indemnização dos visados. Na minha opinião, as figuras da família real deverão contar com apoio legal em casos destes.

    Claramente, a direcção editorial testou os limites do sistema para saber até onde poderia ir. Ficou agora a saber.

  4. João Luís Pinto

    “Pergunto-me se a liberdade de expressão deve permitir estas manifestações de boçalidade.”

    Eu respondo que deve.

    “Tratando-se de figuras de estado, pergunto-me porque raio o estado gastaria formas avultadas em despesas de representação do chefe de estado e da família real, se depois permite que as instituições sejam denegridas sem direito a indemnização dos visados.”

    As despesas de representação não devem ser despesas sumptuárias ou ter qualquer objectivo de engrandecimento ou de promoção da imagem pública dos seus destinatários. Como o próprio nome diz, devem ser as despesas afectas à representação de um determinado cargo, sejam de segurança, logísticas ou de participação ou organização de eventos afectos a esse cargo.

    “Na minha opinião, as figuras da família real deverão contar com apoio legal em casos destes.”

    E porque não qualquer pessoa, se se achar alvo de insulto ou difamação? Afinal, transposta a situação para a nossa república, onde o presidente da república goza de um estatuto semelhante, em que princípio da república se baseia esse juízo de excepção do chefe de estado em relação aos demais cidadãos?

    “se depois permite que as instituições sejam denegridas sem direito a indemnização dos visados”

    As “instituições” não têm nada que ter protecção legal contra serem “denegridas”. Quando muito, deverão ter esse direito os seus titulares (assim como todas as outras pessoas), se conseguirem fazer prova do efectivo ou expectável dano concreto em que incorrem pela difamação ou pelo insulto.

    “Claramente, a direcção editorial testou os limites do sistema para saber até onde poderia ir. Ficou agora a saber.”

    Sim. Ficou a saber que em Espanha, como em tantos outros países, não existe verdadeira liberdade de expressão.

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