UMA EXPLICAÇÃO LENCASTRIANA DAS PERVERSÕES

Sabedoria lencastriana

A discussão deste tema tornou-se agora entediante, embora talvez tenha tido algum efeito positivo pedagógico.

Duvido. Peço desculpa a todos os meus amigos da blogosfera por ter provocado o aparecimento de tanta imundice verbal. Penso que, em vez da seriedade intelectual imerecida, devia ter iniciado a conversa com a citação de uma velha criada inglesa na minha terra natal, o condado que se orgulha do título de Royal Duchy of Lancaster. Ela falava no dialecto da região, agora quase desaparecido:

‘Ee lassie,’ dizia ela, ‘them tricks is wot toffs ‘n furriners do. Y’see, th’ain’t able t’get it oop in t’normal way o’things. Sissies, they are an’ mooky boogers too!’

Não gostei nada do que ouvi embora estivesse habituada aos preconceitos contra os estrangeiros e contra tudo que se apresentasse como diferente. Resolvi ser tolerante. Mas a tolerância tem limites. Agora, setenta anos passados sobre esta conversa, a Inglaterra é mais acolhedora, mais continental. E mais decadente. Nos ‘bons velhos tempos’, tal como cá, as pessoas não tinham papas na língua. Também eram cruéis.

Mas hoje, com a tolerância e o aparecimento da Viagra e outras soluções para o mal identificado pela velha de Lencastre, as coisas, mais cedo ou mais tarde, hão de mudar. Depois há sempre o efeito maltusiano que, pelas evidências, irá certamente funcionar. Portanto, da minha parte esta conversa acaba aqui.

14 pensamentos sobre “UMA EXPLICAÇÃO LENCASTRIANA DAS PERVERSÕES

  1. Pingback: cinco dias » mais uma lançazinha na nossa venerável patrícia

  2. Gop

    Vá lá Patrícia, não amue agora. Olhe que Deus, lá na sua terra natal, já está a tratar da imundice. Pelo menos é o que diz o Daily Telegraph de hoje:
    “The floods that have devastated swathes of the country are God’s judgment on the immorality and greed of modern society, according to senior Church of England bishops. The Bishop said pro-gay laws were to blame for the floods. One diocesan bishop has even claimed that laws that have undermined marriage, including the introduction of pro-gay legislation, have provoked God to act by sending the storms that have left thousands of people homeless. While those who have been affected by the storms are innocent victims, the bishops argue controversially that the flooding is a result of Western civilisation’s decision to ignore biblical teaching.”

  3. Luís Oliveira

    [Depois há sempre o efeito maltusiano que, pelas evidências, irá certamente funcionar.]

    Muito cristão. Não há ninguém nesta casa que sinta envergonhado com tamanha enormidade?

  4. AF

    Eh pá, Patrícia! Que é lá isso? Então agora acaba a conversa, atira as luvas ao tapete?
    Deixe-os, a eles, irem ao cu uns aos outros, fazerem-se uns broches (não sabe o que é? É felatio) e umas punhetas mutuamente, e, a elas, fazerem-se uns cunilingus (não sabe o que é? É lamberem a cona) umas às outras, punhetarem-se umas às outras, empernarem umas com as outras, levarem no cu e irem ao cu (com o dedinho ou com um caralho – não sabe o que é? É o pénis, a picha, a pila, a perna de chibo – de borracha) umas às outras, e, a eles, irem ao cu e lamberem-lhes a cona a elas, e, a elas, fazerem-lhes uns broches a eles.
    Conceda-lhes a liberdade de se comerem à vontade, do modo que quiserem, quanto quiserem, que a vida é deles e o gozo também.
    Diga-lhes que tudo isso é natural, existe, e há quem goste. E como sabe gostos não se discutem. Por isso, deixe-se de moralismos tolos.
    Não os deixe é dizerem, sem resposta, que foderem com parceiros do mesmo sexo (ou será género?) é normal. Trate-os como anormais, deficientes, que é o que esses abencerragens são. É que para além do direito de praticarem em liberdade as modalidades de sexo que quiserem e com os parceiros que quiserem essas alminhas ainda querem ser tratados como normais, querem que foder com parceiros do mesmo sexo seja dito às criancinhas que é coisa normal. Continue a dizer-lhes que a heterossexualidade e a homofobia são normais (são de longe as condutas mais frequentes dos humanos) e que a homossexualidade é anormal, que a homossexualidade não tem o mesmo valor biológico e social que a heterossexualidade.
    Se você se cala está tudo fodido. Qualquer dia, atrás da paneleiragem e das fufas vêm os pedófilos a dizerem que o seu gosto por criancinhas, além de natural, também é normal.
    Patrícia, lance-se às feras, porrada na cambada!

  5. André

    Tenho a certeza que o Padre Frederico e aqueles amigos padrecas americanos relocalizados pelo Vaticano em virtude do seu exacerbado amor às criancinhas, estao de acordo consigo.

    Também é típico o seu amúo. Li os comentários aos seus posts e os únicos de teor imundo que consegui encontrar foram em favor da sua tese (ver comentário acima). Sabe que as suas ideias sao apenas sustentáveis no preconceito, no equívoco e na falácia (nao felatio). Sabe que nao adianta buscar um suporte científico para o que alega, porque nao existe. Sabe que nao pode evitar cobrir-se de ridículo ao confessar posiçoes (lamento a ambiguidade) espectáveis da parte de um Amish, um Metodista-Criacionista ou de uma exposa de um toureiro-ganadeiro monárquico.

    Se o que uma pessoa faz na sua intimidade é do seu exclusivo foro, o rótulo de “normalidade” ou “regularidade” nao é para aqui chamado. É coisa mesquinha querer compartimentar as pessoas em semelhantes categorias, por nao encaixarem (absurdo, meu deus!, absurdo) na ideia de normalidade de praxis íntima que terceiros conceberam para um mundo saudável.

    Recordo-lhe o famoso título de Almada Negreiros (esse liberal-cristao): “A Sociedade tem que ver com todos, nao tem nada que cheirar com cada um”.

    Compre um vibrador. Seja feliz.

  6. André

    “Mas hoje, com a tolerância e o aparecimento da Viagra e outras soluções para o mal identificado pela velha de Lencastre, as coisas, mais cedo ou mais tarde, hão de mudar. Depois há sempre o efeito maltusiano que, pelas evidências, irá certamente funcionar. Portanto, da minha parte esta conversa acaba aqui.”

    Em primeiro lugar, nao se zangue. Aprenda a conviver com os que discordam da sua opiniao e abusam (hereges, hereges!) da sua magnânima e letrada paciência.

    Em segundo lugar, essa conversa do Viagra e da tolerância quase me fez chorar… diga-me: tem um gato ao colo enquanto escreve estas coisas? É apenas curiosidade saloia.

    Em terceiro lugar, as evidências apontam para, caso continue a insistir na bandeira da castidade; nao um efeito maltusiano, mas um efeito de generalizada mal-tusa.

    (Agora sim. Já posso ir descansado aplicar vaselina à cadela.)

  7. AF

    Eh pá, fufas e paneleiragem.
    Anormalidade é o único qualificativo que se pode atribuir à homossexualidade, sabem vocês bem. Não tem nada a ver com doença ou saúde. Nem é um qualificativo de ordem social, por questão de valores maioritários. Trata-se apenas da natureza, da biologia e dos mecanismos da selecção natural, que fazem com que a orientação para parceiros do mesmo sexo constitua um comportamento anormal e, por isso, menos frequente. Também não tem nada a ver com as práticas de alcova. Cada um come do que gosta, e ninguém tem nada a ver com isso. Tem apenas a ver com o facto da paneleiragem e das fufas quererem atribuir, e quererem que outros atribuam, o qualificativo de normal a um comportamento anormal, determinado por um defeito congénito, ou de quererem atribuir à homofobia o qualificativo de anormal. O comportamento defeituoso é a homossexualidade, não é a heterossexualidade nem a homofobia.
    A paneleiragem e as fufas têm todo o direito de viverem com os seus defeitos conforme bem entenderem. Podem até desejar que não os qualifiquem de defeitos ou de anormalidades, mas não podem impedir que outros tenham o direito de assim os qualificarem. Podem não gostar, mas só lhes resta aceitar resignados o que lhes calhou em sorte na lotaria reprodutiva.
    Um coxo pode não achar nenhuma piada a que o qualifiquem de defeituoso. Muito menos se a referência ao defeito for feita com intenção depreciativa ou sarcasmo. Mas não é calúnia nem ofensa, é apenas a constatação da realidade. Esse defeito, como o da paneleiragem e o das fufas, não pode é restringir os seus direitos como cidadão. Mas um coxo é um coxo, não é um escorreito.
    Lutem contra a discriminação e pela igualdade social, pelo direito de juntarem os trapinhos, de casarem, de adoptarem, eu sei lá, por tudo a que os cidadãos têm direito. Não exijam é o impossível – que os outros não tenham o direito de vos qualificar de anormais.
    A base em que a paneleiragem e as fufas, e outros seus apoiantes, têm vindo aqui responder à Patrícia é a da falácia. Respondem-lhe ridicularizando a imoralidade de sacristia com que ela qualifica a homossexualidade e outras práticas sexuais (e por vezes zombando do seu português não muito bem construído) e refutando, bem, o qualificativo de doença que ela lhes atribui. Mas ao mesmo tempo atacam-na e a outros porque têm a “ousadia” de qualificarem a homossexualidade como anormalidade.
    Do ponto de vista da reprodução biológica – a principal finalidade da prática sexual (e, atenção, a principal não é a exclusiva nem tão pouco a mais frequente heterossexual, nem obrigatoriamente a mais prazerosa, mas apenas a instintiva, a mais importante para a continuidade da espécie, pelo que é desnecessário arremessarem com os versos da Natália) – um heterossexual estéril não é menos defeituoso do que um homossexual eventualmente fértil. Mas até estes dois anormais manifestam em geral comportamentos diferentes, e enquanto aquele tentará corrigir o defeito ou atenuar-lhe os efeitos, este não o tentará, porque o próprio defeito o impele a não desejá-lo ou porque parte do princípio de que não será corrigível. E são também olhados pela sociedade de modo diferente, porque um deseja cumprir a finalidade da vida, apesar do defeito, e o outro o defeito leva-o a rejeitá-la.
    Também não é preciso lançarem poeira para os olhos dos outros acerca da existência dos lobbies gay, nacionais e estrangeiros, e da sua actividade social e política. Cá, esse grupo de pressão até ao nível do poder colhe discretas simpatias e apoios, tantos são os actuais e antigos ministros, parlamentares e altos funcionários que se sabe sofrerem da mesma anormalidade, ainda que não assumidos. Não se escandalizem por alguém afirmar a sua existência, vocês sabem melhor do que ninguém que assim é. Para não falar dos que têm defeitos repugnantes, como a pedofilia.
    Ao nível da sociedade, já se livraram do anátema da criminalização, da pecaminização e da imoralização. Parece não descansarem enquanto não se livrarem da anormalidade. Estão feitos, anormais, porque dessa ninguém vos safa. Calhou-vos em sorte. Assumam-se e vivam-na com plenitude e em liberdade. E mesmo que alguém vos lembre com descortesia ou sarcasmo, resignem-se. Embora a anormalidade persista, também isso passará de moda e chegará o tempo da compreensão social para o vosso defeito. Até lá, aguentem-se com as sequelas da roleta da vida.
    O mal da paneleiragem e das fufas é não desejarem a compreensão (que não significa mendigarem a tolerância ou a caridade), mas exigirem a igualdade entre normalidade e anormalidade. O que é desigual nunca será igual.
    Fodam-se, sejam felizes, mas não chateiem. E não abusem da Patrícia. Olhem que é bem capaz de vos lançar mais algum anátema.

  8. Finalmente!!!
    E passando para temas mais interessantes…não nos quer contar as suas “aventuras” nas forças armadas britânicas ? Chegou a conhecer Churchill ?

  9. peixe

    AF, tens um grande sentido de Estado! Obrigado pela maneira como defendes os NORMAIS! Sem tipos como tu seriamos governados por gente ANORMAL. Deus te pague, pá! Podemnos dormir descansados. E lembra-te, quantos mais paneleiros houver, menos concorrência tens para teres um par de cornos.

  10. AF

    Eh pá, peixe.
    O meu sentido de estado é curto, sou mais politicamente incorrecto.
    Com tipos como tu estamos a ser governados por gente anormal. Se não tivesses só o olho do cu aberto, além de senti-los vê-los-ias.
    E quem te disse a ti, ó panasca, que tenho só um par de cornos? Dois ou três e não me pesam, tal como não pesam os que pus a outros. Se tens vaca de que não dás conta, avisa.
    E agora por isso. Tamem pegas de marcha atrás?

  11. peixe

    AF: 03 de Julho de 2007 às 2:06 am

    tens que gritar (insultar) um pouco mais alto porque ninguém te ouve!
    a esta hora até a Patricia Lança está arrependiada de te ter como apoiante!

    ps: politicamente incorrecto? isso é o quê? alguma nova variante do género?

  12. AF

    Eh pá,peixe e restantes fufas e paneleiragem.

    Para vos meter ao ridículo bastam-me as palavras. A intensidade do som é indiferente.
    A Patriciazinha pode estar arrepiada, coitada, porque para isso não é preciso muito, mas vocês, seus panascas, estão caladinhos que nem uns ratos.
    Vivam a vossa vida, arquem com o destino, deixem as criancinhas em paz, e não pretendam fazer dos outros tolos.
    Apesar de não serem doentes, em geral, alguns de vocês, as gajos e os mariconços, têm mais qualquer pancadão do que a atracção sexual anormal. Tratem-se disso, rapaziada, e vivam uma vida menos ridícula e espalhafatosa.
    Deixem-se de discursos pós-modernos para explicar coisa tão natural como antiga. Aceitem-se, que mais tarde ou mais cedo também os outros vos aceitarão. Não façam da vida tragédia nem tragicomédia.
    E deixem-se de atacar as tolices da Patrícia. Porque há gente que não é tola e topa à légua a perversidade do vosso discurso da igualdade da desigualdade. Tenham juízo. Entendam que não passam a ter razão só porque a Patrícia diz tolices.
    Fodam-se e não chateiem.

  13. lampião

    “Fodam-se e não chateiem”…há aqui algo de errado!

    Pelo que se lê por aqui pareces ser o único que fode e que… está chateado!

  14. Depois há sempre o efeito maltusiano que, pelas evidências, irá certamente funcionar.

    Exacto Patrícia. Foi isso que lhe disse de início. Isto é como com a droga na prisão. Deixá-los seguir, que a natureza se encarrega do equilíbrio. E poupam-nos despesas inúteis.

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