COMO ASSUSTAR AS ALMAS SENSÍVEIS

QUEM TEM MEDO DO DR HOLSINGER?

O Presidente Bush recomendou a nomeação para Surgeon General (Ministro de Saúde) dos EUA o Dr James W. Holzinger, professor de medicina preventiva na Universidade de Kentucky College of Public Health. Mais uma vez uma proposta de Bush provocou a fúria desenfreada do lobi ‘Gay’. O Dr Holzinger que tem um carrículo impressionante em questões relacionadas com a saúde pública, produziu e publicou em 1991 um estudo intitulado: PATHOPHYSIOLOGY OF MALE HOMOSEXUALITY. Desde então o dito lobi declarou-lhe guerra. O que o desqualifica, sobretudo, é ele ser um membro distinto da Igreja Metodista. Não importam os argumentos, os factos, a ciência. O doutor é para abater. É motivado pela religião e basta. Segundo o lobi as pessoas religiosas não têm o direito de fazer investigação científica.

Holsinger’s confirmation hearing, which has yet to be scheduled, will be heard by the Senate Health Committee, chaired by longtime gay rights advocate Sen. Ted Kennedy, D-Mass. Members of the committee include three Democratic presidential contenders — Sens. Hillary Clinton, D-N.Y., Chris Dodd, D-Conn., and Barack Obama, D-Illinois — eager to prove their bona fides during the primary season to the gay and lesbian community. (ABC News).

É só googlar o nome do doutor para ler uma listagem impressionante das organizações que denunciam a nomeação de Holsinger.

Quando anunciou a nomeação no 24 de Maio, Bush declarou:

America’s chief health educator, [Dr. Holsinger] will be charged with providing the best scientific information available on how Americans can make smart choices that improve their health and reduce their risk of illness and injury.

Evidentemente, se vier a ocupar o cargo, o Dr Holsinger não será um apoiante do ensino de práticas homosexuais nas escolas como acontece hoje mesmo em certas escolas primárias.

Qualquer tentativa de travar a propaganda do lobi e o seu culto de vitimização sempre suscita a raiva impotente dos visados. Como aconteceu aqui neste blogue em reacção àos meus modestos textos. De grosserias e impropérios à acusações realmente estúpidas da minha alegada religiosidade (quando sou uma assumida adepta do pensamento de Kolakowski), e de advogar a coacção para modificar os comportamentos, houve um bocado de tudo. O Dr Holzinger vai sofrer os piores dos ataques, das calúnias aos insultos.

Não há realmente nada que mais enfurece o lobi do que argumentos relacionados com a saúde, porque nesse campo toda a gente conhece a verdade e são os membros do lobi que morrem das doenças e de medo. E o medo é a mãe de todas as fúrias.

Há, todavia, um facto que ninguém pode escamotear. Se a imensa maioria das pessoas, sem propensidades sado-masoquistas, tivesse a inclinação ou pensasse que haveria algum prazer na prática das perversões tão queridas aos membros do lobi, então não havia nem explosões demográficas, nem problemas de planeamento familiar, nem o fabrico de contraceptivos, nem a indústria do aborto. O felatio e a sodomia evitam eficazmente a gravidez. Só que o preço a pagar é capaz de ser altíssimo.

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60 thoughts on “COMO ASSUSTAR AS ALMAS SENSÍVEIS

  1. O preço a pagar por uma vida regada com bom vinho, queijo de Serpa, torresmos e marisco também é altíssimo. Mas…será mesmo? Ou será que os preços se avaliam de acordo com o retorno, e não de forma absoluta?

  2. Pingback: blogue atlântico » Blog Archive » Informai-os e protegei-os, que não sabem o que fazem

  3. Holsinger, 68, presented “The Pathophysiology of Male Homosexuality” in January 1991 to a United Methodist Church’s committee to study homosexuality.

    Oh sim, ora aí está uma organização cientifica isenta. Mas que belo exemplo…

  4. peixe

    Que designação se dá ao grupo “anti-lobi gay”, “anti-lobi sodomia” ou “anti-lobi sexo anal!?

    Também são um lobi, lobos ou são só lobinhos inocentes?

    Ou o lema “virtudes públicas, vícios privados” seria uma melhor designação?

  5. FuckItAll

    “Se a imensa maioria das pessoas, sem propensidades sado-masoquistas, tivesse a inclinação ou pensasse que haveria algum prazer na prática das perversões tão queridas aos membros do lobi, então não havia nem explosões demográficas, nem problemas de planeamento familiar, nem o fabrico de contraceptivos, nem a indústria do aborto. O felatio e a sodomia evitam eficazmente a gravidez. Só que o preço a pagar é capaz de ser altíssimo.”

    A senhora toma consciência que a utilização das práticas sexuais não é mutuamente exclusiva? Que as mesmas pessoas – na mesma “sessão”, até, se quiser – podem fazer todas essas coisas (e mais uma ou outra coisa) e TAMBÉM sexo genital? Tem a certeza que se sente preparada para discutir sexualidade em público? É que tenho a sensação de que está a escrever palavras sem pensar naquilo que de que está a falar. Se calhar é da tal extensa experiência de convívio com adolescentes.

    Quanto ao Dr James W. Holzinger, vai desculpar-me, não estou a perceber porque é que um médico desactualizado nos conceitos por décadas e que acaba de ser nomeado para um posto de responsabilidade na área da saúde deve merecer a nossa piedade. Pensei que este blog era um defensor do mérito. Para não falar – mas aí admito, especulo – que desconfio que é alguém que se dedica a divulgar o ódio por pessoas com base na sua (delas, pessoas) vida privada. Lamento, I fail to empathize.

  6. Deixem a senhora falar

    “É pá já chega!
    Mas esta mulher existe mesmo ou isto no gozo ???
    Por favor…não acredito que os restantes membros deste blog não se sintam envergonhados com isto.
    Ou vocês são todos doidos ou são todos imbecis…o que preferem ?”

    – Pedro Almeida (idiota de serviço)

    Calem-se otários, deixem a senhora falar e depois logo debatem os argumentos mas deixem a senhora falar.

  7. Eu sentiria vergonha de escrever no mesmo blog em que escreve esta senhora, era esse o meu ponto de vista, mas cada um sabe de si, claro.

    E sim, deixem a senhora falar, sempre distrai um pouco.

  8. HO

    Não tenho qualquer simpatia pelo Dr. Holsinger; ainda menos pela existência de uma posição como a de Surgeon General, seja quem for quem a ocupe – mais uma excrescência fruto do gigantismo do estado federal sem utilidade vísivel que não seja a satisfação do ethos de alguns fiéis dos senhores que nos pastoreiam.

    O que me parece grave nesta encarniçada contestação a Holsinger é esta assentar na sua assumida religiosidade pessoal – que enforma a sua crítica à homossexualidade -, e não nos estudos científicos que publicou ou nas suas práticas enquanto titular de cargos públicos (no tão polémico artigo de 1991 há frases tão “descabidas” como «penile-anal intercourse can be performed safely among homosexual men provided that there is proper lubrication» – para as mentes simples uma acientífica manifestação de homofobia).

    É um caso em tudo similar ao de Buttiglione. O fito é vedar o acesso ao exercício de cargos públicos a quem não partilha do nihilismo ético próprio do ar dos tempos e não esconda, oblitere ou menorize as suas devoções religiosas – nos modernos e sofisticados delírios sempre equivalentes a perigosas superstições fanáticas. Resumindo: a homofobia é desqualificadora, os cristófobos os novos guardiões do templo. Esperemos que ainda reste aos congressistas norte-americanos os vestígios de bom-senso (ou, no mínimo, umas memórias difusas de Kant) que há 3 anos não foram avistados em Estrasburgo.

    Da Patrícia Lança e das reacções aos seus artigos, pode-se dizer que tem emulado Camille Paglia – salvo as devidas proporções (não apenas de grau: Paglia é lésbica, pornógrafa e uma pioneira na defesa dos direitos gays). Embora partindo de fundamentos diferentes, apontam, genericamente, os mesmos erros. Fatalmente, recebem o mesmo tratamento: qualquer crítica ao foucaultianismo e à vitomologia que infectam o “movimento gay” resultam em acérrimas e grotescas tentativas de desqualificação pessoal. Pessoalmente, e discordando em maior ou menor grau nisto ou naquilo com a Patrícia Lança, ou a Camille Paglia, ou Holsinger e Buttiglione, não me fica sombra de dúvida: antes o eventual equívoco, sempre intelectualmente honesto, bem informado e educado destes que o estalinismo lavrar e a boçalidade ignorante e liberticida dos que os criticam.

  9. HO

    “Quanto ao Dr James W. Holzinger, vai desculpar-me, não estou a perceber porque é que um médico desactualizado nos conceitos por décadas e que acaba de ser nomeado para um posto de responsabilidade na área da saúde deve merecer a nossa piedade. Pensei que este blog era um defensor do mérito. Para não falar – mas aí admito, especulo – que desconfio que é alguém que se dedica a divulgar o ódio por pessoas com base na sua (delas, pessoas) vida privada. Lamento, I fail to empathize.”

    Desactualizado em que conceitos? Qual mérito? A fuckitall põe em causa credenciais científicas, académicas e profissionais do Dr. Holsinger, professor e director de uma das melhores faculdades de medicina dos EUA, numa das maiores e mais prestigiadas universidades públicas, autor de vários livros e que publica, regularmente, papers em revistas científicas de referência (agora, e não há décadas)? Ou apenas o julga pela sua privada mundividência religiosa e moral?

  10. Pingback: O Insurgente » Blog Archive » A boçalidade ignorante e liberticida das almas sensíveis

  11. HO, o problema é se as pessoas pretendem utilizar posições públicas para impôr preceitos da sua religião ao resto dos cidadãos. Não me parece complicado de perceber, isto.

    Quanto à Dra. Patrícia Lança, não vi grandes tentativas de desqualificação pessoal, só críticas concretas a argumentos concretos. Chama-se debate. A que a autora se tem excusado, aliás.

  12. HO

    “HO, o problema é se as pessoas pretendem utilizar posições públicas para impôr preceitos da sua religião ao resto dos cidadãos.”

    Não foi isso que eu perguntei. Quais são, afinal, os “conceitos desactualizados”? De qualquer maneira: isto implica que o acesso a cargos públicos deve estar vedado a pessoas religiosas? E se as pessoas pretenderem utilizar posições públicas para impôr preceitos não-religiosos ao resto dos cidadãos, já é admissível?

  13. HO

    E, claro, o essencial: tem algum indício de que o Dr. Holsinger utilizará a posição pública para impôr os seus preceitos religiosos? Olhe que ele até já ocupou posições públicas similares…

  14. Bom parece que finalmente se está a compôr a situação.

    Espero que a senhora Patrícia Lança não se sinta desmotivada a continuar a explorar um terreno tão difícil e que deve ser apresentado nas suas diferentes vertentes.

  15. Ana Matos Pires

    HO, leu o artigo lincado? Atentou nos conceitos? Viu as referências bibliográficas que o sustentam? Vá lá.

  16. Ana Matos Pires

    Eli Coleman, Director of the Program in Human Sexuality at the University of Minnesota Medical School said that the paper seems to have a pre-1970s view of human sexuality.

    “I an’t imagine that any scientific journal would be able to publish this material because of its very narrow views of homosexuality,”

    “I find it rather outdated in terms of its scientific knowledge and also narrow in its view of homosexuality,”

    “It concerns me because I think our public policy really should be based upon best available science.”

    June M. Reinisch, Ph.D., director emeritus of the Kinsey Institute for Research in Sex, Gender & Reproduction

    “It’s a totally faulty paper. The man doesn’t know anything about human sexuality,”

    “There’s clearly a political agenda in this paper. This is not a scientific paper.”

  17. HO

    Li o artigo e as críticas: “This is not a scientific paper”. Certo. Ele nunca disse que o era: é uma compilação de dados científicos sobre sexo anal disponíveis em 1991 que efectuou a pedido. Ao contrário das dezenas e dezenas de scientifics papers que ele submeteu e publicou em revistas com sistema de peer-review. As referências bibliográficas são artigos publicados em sítios como a Archives of Sexual Behaviour (talvez a mais prestigiada publicação da área), o American Journal of Forensic Medicine, o Danish Medical Bulletin ou o New England Medical Journal. Eu gostava mesmo de saber o que coloca precisamente em causa as credenciais científicas do Dr. Holsinger. Nada, excepto a sua fé religiosa.

  18. HO

    Talvez a Ana Matos Pires queira ler o artigo primeiro e então dizer onde estão essas “narrow views on scientific knkowledge”.

  19. HO

    Já agora, note-se que as críticas citadas pela Ana Matos Pires e endereçadas às putativas incompetências ciêntificas de um dos mais conceituados investigadores e professores de medicina nos EUA vêm de dois psicólogos. E claro, toda a gente sabe que a Universidade do Kentucky tem uma agenda política, ao contrário do Kinsey Institute.

  20. Diz a Patrícia:
    “Há, todavia, um facto que ninguém pode escamotear. Se a imensa maioria das pessoas, sem propensidades sado-masoquistas, tivesse a inclinação ou pensasse que haveria algum prazer na prática das perversões tão queridas aos membros do lobi, então não havia nem explosões demográficas, nem problemas de planeamento familiar, nem o fabrico de contraceptivos, nem a indústria do aborto. O felatio e a sodomia evitam eficazmente a gravidez. Só que o preço a pagar é capaz de ser altíssimo.”

    Esta última parte do seu post lembra-me a anedota do médico que recomendava à paciente que a melhor forma de não engravidar era tomar um copo de água. “Antes ou depois?” perguntava a paciente. “Em vez de…” respondia o médico. Pois é, Patrícia, aqui é um pouco ao contrário – quem tem prazer no felatio ou na sodomia provavelmente não o faz em vez de, mas antes ou depois…

  21. Ana Matos Pires

    HO, deixe-me só relembrar-lhe como é que a Patrícia Lança apresenta o “artigo” “produziu e publicou em 1991 um estudo intitulado: PATHOPHYSIOLOGY OF MALE HOMOSEXUALITY.” que, de facto, é um documento “Prepared for the Committee to Study Homosexuality of The United Methodist Church, by James W. Holsinger Jr., M.D, Committee Member”.

    As datas das referências bibliográficas apresentadas variam entre 1983 e 1989, sendo que as duas de 1989 são dois tratados médicos, um de anatomia e outro de fisiologia, que serviram propósitos descritivos anatómicos e histológicos e que, curiosamente, não constam como entradas no texto; pelo contrário, e só como exemplo, uma referência de 1971, citada no texto, não é listada na bibliografia. Isto só para me ficar pela forma…

    1ª conclusão: O escrito apresentado como artigo científico… AFINAL NÃO É UM ARTIGO CIENTÍFICO.

  22. Ana Matos Pires

    Das dezenas e dezenas de publicações do “recomendado” de Bush(e não nomeado, como refere P. Lança) “para Surgeon General (Ministro de Saúde) dos EUA”…

    2ª conclusão: nenhuma relativa ao tema em discussão

    National Center for Biotechnology Information (NCBI)
    PubMed(40 itens)

    Nos últimos 7 anos (presente século): Duas publicações, sendo a última uma revisão (pelo tema e pela proximidade temporal com que surge a publicação relativamente à proposta presidencial, arrisco a insinuar, correndo o risco de ser injusta, que muito provavelmente tal facto não foi obra do acaso, não é inocente e teve propósitos precisos)
    1:
    Holsinger JW Jr, Beaton B.
    Physician professionalism for a new century.
    Clin Anat. 2006 Jul;19(5):473-9. Review.
    2:
    Schwartz RW, Pogge CR, Gillis SA, Holsinger JW.
    Programs for the development of physician leaders: a curricular process in its infancy.
    Acad Med. 2000 Feb;75(2):133-40.

    Com mais 9 anos (século passado): os restantes 38, o último dos quais de 1998, quase todos referentes a assuntos cardiológicos (e bem, já que é a especialidade do Dr. JW Holsinger)
    3.
    Detmer DE, Holsinger JW Jr, Steen EB.
    Veterans Affairs residency realignment and National Graduate Medical Education policy.
    Am J Surg. 1998 Jul;176(1):2-5; discussion 6-7. Review.
    4:
    Holsinger JW.
    The allied health professions in the twenty-first century.
    J Allied Health. 1998 Winter;27(1):9-13. No abstract available.
    5:
    Holsinger JW Jr.
    The Veterans Health Administration: a health care model for the nation.
    Acad Med. 1991 Nov;66(11):674-5.
    6:
    Hayunga EG, Donaldson PL, Sniffen RA, Holsinger JW Jr.
    Combat casualty care training for reserve forces.
    Mil Med. 1988 Nov;153(11):574-5.
    7:
    Allison TB, Holsinger JW Jr.
    Myocardial metabolism and regional myocardial blood flow in the canine left ventricle following twenty minutes of circumflex artery occlusion and reperfusion.
    J Mol Cell Cardiol. 1983 Mar;15(3):151-61.
    8:
    Holsinger JW Jr.
    Physician control of the health care system–fact or fancy?
    J Med Assoc Ga. 1982 Mar;71(3):213-5.
    9:
    Holsinger JW Jr.
    The chimera of “adequate” physician supply.
    J Med Assoc Ga. 1981 Nov;70(11):799-801.
    10:
    Holsinger JW Jr.
    Restructuring the U.S. health care system based on a German model.
    J Med Assoc Ga. 1981 Jun;70(6):439-40.
    11:
    Holsinger JW Jr.
    The effects of the evolution of the health care system on the problems of health systems access, cost, and quality.
    J Med Assoc Ga. 1979 Nov;68(11):987-9.
    12:
    Miscia VF, Holsinger JW Jr, Pollicina F, Eliot RS.
    Tolamolol, a beta adrenergic blocking agent: study of its efficacy in angina pectoris.
    Mil Med. 1978 Sep;143(9):629-31.
    13:
    Allison TB, Ramey CA, Holsinger JW Jr.
    Effects on labile metabolites of temporal delay in freezing biopsy samples of dog myocardium in liquid nitrogen.
    Cardiovasc Res. 1978 Mar;12(3):162-6.
    14:
    Zeman W, Mathers DH Jr, Holsinger JW Jr.
    Atrial dissociation associated with carcinomatosis: case report.
    Mil Med. 1978 Mar;143(3):196-7.
    15:
    Allison TB, Ramey CA, Holsinger JW Jr.
    Transmural gradients of left ventricular tissue metabolites after circumflex artery ligation in dogs.
    J Mol Cell Cardiol. 1977 Oct;9(10):837-52.
    16:
    Allison TB, Holsinger JW Jr.
    Transmural metabolic gradients in the normal dog left ventricle: effect of right atrial pacing.
    Am J Physiol. 1977 Aug;233(2):H217-21.
    17:
    Miscia VF, Holsinger JW Jr.
    Clinical considerations of the ratio of myocardial oxygen demand to available supply.
    South Med J. 1977 Jul;70(7):789-92.
    18:
    Holsinger JW, Miscia VF.
    Exercise in the patient with ischemic heart disease.
    Nebr Med J. 1976 Oct;61(10):381-4. No abstract available.
    19:
    Mathers DH Jr, Holsinger JW Jr, Miscia VF.
    Current management of digitalis intoxication.
    South Med J. 1976 Aug;69(8):1079-84.
    20:
    Holsinger JW Jr, Ramey CA, Allison TB.
    Transmural gradients in ischemic canine left ventricle: effects of blood reflow on glycolytic intermediates.
    Recent Adv Stud Cardiac Struct Metab. 1976 May 26-29;12:579-83.
    21:
    Ramey CA, Holsinger JW Jr.
    The effects of coronary artery ligation on transmural high-energy phosphates following 20 minutes of blood reflow.
    Recent Adv Stud Cardiac Struct Metab. 1976 May 26-29;12:573-7.
    22:
    Drozda JP Jr, Holsinger JW Jr.
    The hemiblocks: diagnosis and clinical significance.
    Nebr Med J. 1975 Dec;60(12):483-8. No abstract available.
    23:
    Holsinger JW Jr, Miscia VF.
    Effect of acidosis on patients with myocardial ischemia.
    Clin Pharmacol Ther. 1975 Nov;18(5 Pt 1):594-7.
    24:
    Miscia VF, Holsinger JW Jr.
    Indications and techniques for cardiac pacing.
    Geriatrics. 1975 Jul;30(7):73-85. No abstract available.
    25:
    Crass MF 3rd, Holsinger JW Jr, Shipp JC, Eliot RS, Pieper GM.
    Transmural gradients in the ischemic dog left ventricle: metabolism of endogenous triglycerides and glycogen.
    Recent Adv Stud Cardiac Struct Metab. 1975;7:225-30.
    26:
    Miscia VF, Holsinger JW, Mathers DH, Eliot RS.
    Primary pericardial tumor masquerading as constrictive pericarditis.
    JAMA. 1974 Nov 4;230(5):722.
    27:
    Miscia VF, Holsinger JW Jr.
    Physical signs and the bedside diagnosis of ischemic heart disease.
    Nebr Med J. 1974 Nov;59(11):416-9.
    28:
    Holsinger JW Jr, Miscia VF.
    Non-occlusive ischemic heart disease.
    J Am Coll Health Assoc. 1973 Dec;22(2):96-100.
    29:
    Holsinger JW, Salhany JM, Eliot RS.
    Physiologic observations on the effect of impaired blood oxygen release on the myocardium.
    Adv Cardiol. 1973;9:81-8.
    30:
    Holsinger JW Jr, Salhany JM, Eliot RS.
    Evidence for a relationship between 2,3-diphosphoglycerate-depleted red blood cells, slow oxygen release and myocardial ischemia.
    Adv Exp Med Biol. 1973;37A:187-92.
    31:
    Eliot RS, Holsinger JW.
    The pathophysiologic panorama of myocardial ischemia and infarction.
    Adv Cardiol. 1973;9:2-14. Review.
    32:
    Eliot RS, Holsinger JW Jr.
    A unified concept of the pathophysiology of myocardial infarction and sudden death.
    Chest. 1972 Oct;62(4):469-74.
    33:
    Von Maur K, Nelson EW, Holsinger JW Jr, Eliot RS.
    Hypersensitive carotid sinus syncope treated by implantable demand cardiac pacemaker.
    Am J Cardiol. 1972 Jan;29(1):109-10.
    34:
    Holsinger JW Jr, Everett JW.
    Prolonged interval to ovulation in rats after preoptic stimulation on the morning of proestrus.
    Endocrinology. 1972 Jan;90(1):289-90.
    35:
    Holsinger JW Jr, Woodward ER.
    Surgery of gastrointestinal bleeding of undetermined etiology.
    South Med J. 1970 Nov;63(11):1261-4.
    36:
    Holsinger JW Jr, Everett JW.
    Ovarian thresholds to exogenous LH at varying times in the rat estrous cycle.
    Endocrinology. 1970 Feb;86(2):257-60.
    37:
    Holsinger JW Jr, Everett JW.
    Thresholds to preoptic stimulation at varying times in the rat estrous cycle.
    Endocrinology. 1970 Feb;86(2):251-6.
    38:
    Everett JW, Holsinger JW, Zeilmaker GH, Redmond WC, Quinn DL.
    Strain differences for preoptic stimulation of ovulation in cyclic, spontaneously persistent-estrous, and androgen-sterilized rats.
    Neuroendocrinology. 1970;6(2):98-108
    39:
    Holsinger JW Jr, Wallace AG, Sealy WC.
    The identification and surgical significance of the atrial internodal conduction tracts.
    Ann Surg. 1968 Apr;167(4):447-53.
    40:
    Holsinger JW Jr, Wallace AG, Young WG Jr, Sealy WC.
    Surgical significance of the specialized atrial internodal tracts.
    Surg Forum. 1966;17:183-5.

  23. Ana Matos Pires

    “… as críticas citadas pela Ana Matos Pires e endereçadas às putativas incompetências ciêntificas de um dos mais conceituados investigadores e professores de medicina nos EUA vêm de dois psicólogos.”

    Estou particularmente à vontade para não me impressionar com esta gracinha. Fui durante anos professora num curso de Psicologia, sou uma critica da psicologia “barata” e dos cursos de psicologia “saídos na farinha amparo”, além disso a maneira como se “psicologiza” a vida em geral tira-me do sério. No entanto, há psicólogos e psicólogos, como há médicos e médicos. No caso presente, os referidos críticos têm trabalho demonstrado na área da sexualidade, ao contrário do cardiologista Dr. JW Holsinger Jr.

    De qualquer modo quem está primariamente em causa, relembro, é a P. Lança e, de seguida, o artigo-científico-que-afinal-não-é-artigo-científico por ela citado e que lhe serve de suporte para defender as suas opiniões.

    “E claro, toda a gente sabe que a Universidade do Kentucky tem uma agenda política, ao contrário do Kinsey Institute.” Nunca discuti a agenda política da Universidade de Kentucky, cujo lugar no ranking das universidades americanas desconheço.

    3ª conclusão: não se deve ser intelectualmente desonesto

  24. Ana Matos Pires

    Ps1: Do ponto de vista estritamente médico-científico ainda há mais umas coisitas a dizer, fica para depois se tiver paciência.

    Ps2: Isto para não falar das questões políticas, sociológicas e antropológicas suscitadas pelas presentes temáticas (porque são várias, já não é só o sexo anal) e respectivas doutas abordagens.

  25. HO

    Cara Ana Matos Pires, de tudo isso consegui perceber:

    1. Que a Ana Matos Pires descobriu que o artigo não é um estudo científico. Óptimo, escrevi o mesmo há umas horas atrás. Estamos todos de acordo nisso: eu, a Ana Matos Pires e o Dr. Holsinger. Como eu também escrevi, é uma compilação informada a partir de papers científicos.

    2. Que um estudo elaborado em 1991 apresenta bibliografia datada de 1983-1989. Não fez juízos de valor sobre a qualidade dessas referências bibliográficas – espanto-me, visto que havia perguntado se eu as tinha visto.

    3. Que a Ana Matos Pires confunde um nomeado em processo de confirmação com um “recomendado”.

    4. Que considera relevante e merecedor de nota que o nomeado para Surgeon General não tenha publicado na área da sexualidade. Pode ser um critério. Servirá para estabelecer a ilegitimidade de todos os anteriores ocupantes da posição.

    5. Que o Dr. Holsinger só publicou dois artigos nos últimos 6 anos. Para um académico de carreira de 68 anos, que durante esse período andou ocupado como chancellor da faculdade de medicina, director de hospitais, a fundar um college de saúde pública, a organizar doutoramentos e a cumprir um mandato como ministro da saúde do estado do Kentucky é sumamente suspeito.

    6. Que insinua, correndo o risco de ser injusta, qualquer coisa que não percebi bem: o homem foi escrever e enviar para review um artigo científico por causa desta nomeação? Para suceder a um almirante?

    6. Que a Ana Matos Pires desconhece o estatuto da Universidade do Kentucky. Eu ajudo: «Several University of Kentucky College of Medicine departments rank among the top 20 in National Institutes of Health funding to public medical schools for fiscal year 2003. Overall, the UK College of Medicine received $59,363,927 and ranks 35th in fiscal year 2003 NIH funding to public medical schools.» http://www.uky.edu/PR/News/040625_nih_top-20.htm

    7. Que os críticos referidos, cujas críticas optou por não consubstanciar, são, efectivamente, psicólogos.

    8. Que, e posto tudo isto e aduzindo-se uma extensa listagem de papers, ainda não consegui ver qualquer uma das minhas perguntas respondidas. Quais são, afinal, os deméritos científicos do Dr. Holsinger? Onde estão os tais conceitos desactualizados por décadas? Quais os indícios de que o Dr. Holsinger utilizará a posição pública para impôr os seus preceitos religiosos? Em concreto, onde encontramos as tais “narrow views on scientific knkowledge”?

    Eu tenho toda a paciência. Mas estou certo que estando em causa um médico com conceitos desactualizados em décadas que, especulou-se, se dedica a divulgar o ódio, não precisarei de ter muita para ver as minhas dúvidas liminarmente arrumadas. Nem que seja por uma questão de honestidade intelectual.

  26. xx

    HO, diga-me se acha mesmo que Holsinger que o post trata? Parece-me um mero pretexto. E se conseguir explique-me como é que é possível falar a sério e ter respeito intelectual por alguém que afirma que fazer um broche é uma perversão sado-masoquista.

  27. QualquerUm

    Quanto é que custa um broche?
    É que não ando a par dos preços e assim não consigo entrar na discussão…

  28. Ah, afinal o senhor coiso e tal, o metodista, só alerta para os perigos da sodomia masculina, mas não avança qualquer contra-indicação para a pratica da sodomia em rabinhos sem pêlo, bem redondinhos e femininos. Uf, que alívio…

  29. Boa, Ho e Ana Matos Pires, Bravo!

    Podemos então concluir que o senhor é um cardiologista reconhecido e não um especialista em assuntos de sexualidade. Fantástico.

    Mas agora passo a explicar como é que os vossos tijolos de texto contribuíram para o tema da Patrícia Lança:

    Relembro que a tese do post da Patrícia era: “não se pode apreciar criticamente quem é anti-gay, essa discussão é minada pela poderosa Máfia Gay”.

    Vocês discutiram e apreciaram criticamente o trabalho do senhor em causa. Usaram argumentos científicos e académicos. Trocaram opiniões. Independentemente das conclusões sobre o mérito específico do senhor (não sei se já acabou ou se vão continuar), verificou-se uma apreciação e discussão desse mérito.

    Logo a tese da Patrícia está errada (como era fácil de ver desde o início). Mesmo que o\a Ho consiga provar que o Dr. Nãoseiquantos é o melhor cardiologista do Mundo, a tese da Patrícia estará sempre errada.

    Ou seja, o post era só uma hilariante tentativa de vitimização por parte da Patrícia. Ultimamente essa estratégia do “coitadinhos de nós que ninguém nos deixa falar” vê-se muito… Infelizmente, nem sempre com o génio dos textos da Patrícia.

    (Patrícia, não desista!)

  30. Agora em relação à américa:

    Lá não é novidade nenhuma alguém ser crucificado por ter uma posição menos popular. Algum candidato a surgeon general diga que simpatiza com um partido socialista como o Bloco de Esquerda a ver o que lhe acontece.

  31. «Pedro Delgado Alves diz:
    30 de Junho de 2007 às 4:51 am

    Diz a Patrícia:
    “Há, todavia, um facto que ninguém pode escamotear. Se a imensa maioria das pessoas, sem propensidades sado-masoquistas, tivesse a inclinação ou pensasse que haveria algum prazer na prática das perversões tão queridas aos membros do lobi, então não havia nem explosões demográficas, nem problemas de planeamento familiar, nem o fabrico de contraceptivos, nem a indústria do aborto. O felatio e a sodomia evitam eficazmente a gravidez. Só que o preço a pagar é capaz de ser altíssimo.”

    Esta última parte do seu post lembra-me a anedota do médico que recomendava à paciente que a melhor forma de não engravidar era tomar um copo de água. “Antes ou depois?” perguntava a paciente. “Em vez de…” respondia o médico. Pois é, Patrícia, aqui é um pouco ao contrário – quem tem prazer no felatio ou na sodomia provavelmente não o faz em vez de, mas antes ou depois…»

    De longe o melhor comentários, dos 37 já feitos. 🙂

  32. Pingback: cinco dias » Novos inimigos da civilização democrática e do mercado livre

  33. Ana Matos Pires

    Caro HO,

    Se o Dr. Holsinger está de acordo connosco não sei, a P. Lança não está de certeza.

    (Antes de continuar reproduzo o que referi anteriormente “Isto só para me ficar pela forma”) Eu não fiz juízos de valor sobre a generalidade das referências porque não me pareceu justificável, sobretudo tendo em conta que são referências datadas e desactualizadas em 2007. Mas faço juízos de valor sobre a maneira como foram utilizadas, então e agora, e, sobretudo, faço juízos de valor sobre a dita compilação. O HO terá que concordar comigo, e já não falando da homofobia e das posições face ao sexo anal, que a tal compilação não é o melhor cartão de visita para defender a escolha de Bush. Parece-me que a P. Lança não foi feliz, não esteve (ou não está?) bem.

    Já agora, então em que ficamos, é estudo ou compilação informada?

    Sobre a minha confusão entre “nomeado em processo de confirmação” e “recomendado”, dir-lhe-ei que estava a usar, como me parece ser óbvio, a informação da P. Lança “O Presidente Bush recomendou a nomeação para Surgeon General (Ministro de Saúde) dos EUA o Dr James W. Holzinger”. Burrice minha, assumo, já se percebeu a qualidade da informação veiculada pela P. Lança.

    Quanto a este seu comentário “Que considera relevante e merecedor de nota que o nomeado para Surgeon General não tenha publicado na área da sexualidade. Pode ser um critério. Servirá para estabelecer a ilegitimidade de todos os anteriores ocupantes da posição”, caro HO, vou fazer um plágio “Demagogia, feita à maneira, é como um rato, numa ratoeira…”. Não foi isso que eu disse, pois não?

    Mas sempre lhe digo que, para além do já referido ponto da compilação não ser um artigo científico, concordo consigo outra vez quando diz que é sumamente suspeito o Dr. Holsinger só ter publicou dois artigos nos últimos 6 anos. E mantenho a insinuação que fiz (mas devo estar a ser injusta, de facto, provavelmente em 2006 o senhor esteve em licença sabática e parou toda e qualquer actividade laboral paralela, conseguindo, assim, escrever e publicar um artigo de revisão em co-autoria). Ah, e agradeço-lhe desde já a simpatia pela informação relativa ao estatuto da Universidade do Kentucky. Obrigada pela ajuda, foi um querido HO, até me custa continuar.

    Diz o HO que consegui perceber que “os críticos referidos, cujas críticas optou por não consubstanciar, são, efectivamente, psicólogos.”. Não percebi, já sabia, esta não aprendi consigo), que Eli Colemane e June M. Reinisch são psicólogos, and so?
    Quanto a consubstanciar as críticas, nem me darei a esse trabalho.

    Relativamente às questões que coloca, um ou dois apontamentos.

    “Quais são, afinal, os deméritos científicos do Dr. Holsinger?
    Como cardiologista, e que eu saiba, nenhuns.

    “Onde estão os tais conceitos desactualizados por décadas?“
    !!! Está a ironizar, verdade?

    “Holly Babin, a spokeswoman for the Department of Heath and Human Services — the agency that will take the lead on trying to achieve Holsinger’s confirmation — insisted that the paper was by no means reflective of Holsinger’s thinking.”

    “Quais os indícios de que o Dr. Holsinger utilizará a posição pública para impôr os seus preceitos religiosos?”
    E quais os indícios de que não os utilizará?

    Confesso que me é difícil imaginar uma clara separação de posições por parte de um mesmo indivíduo, a não ser que use a clivagem, o que não é saudável nem desejável, digo eu. Um destes dias li, algures (sorry, não retirei a referência), uma notícia sobre este assunto e guardei a seguinte passagem “The surgeon general is often called “America’s doctor.” The role is primarily an educational one, though it comes with public relations clout that can influence public policy. Two notable examples of this were Surgeon General Luther Terry’s historic report in 1964 that said smoking seriously endangered good health, and Surgeon General C. Everett Koop’s advocacy of the use of condoms to fight the spread of HIV/AIDS.”…

    “Em concreto, onde encontramos as tais “narrow views on scientific knkowledge”?”
    No tal texto? Não encontramos, são os senhores a ser desagradáveis com a compilação. Mas olhe, não vou sequer perder tempo. As informações compiladas (que não traduzem as posições do Dr. Holsinger, parece…) não são “scientific knowledge” em 2007.

    E sempre lhe digo, para terminar, ainda bem que tem paciência, caro HO. Bem precisa dela para defender o indefensável. Não perdendo o início da história, lá que há desonestidade intelectual por parte da P. Lança, há, ou é ignorância?

  34. Pingback: Não compreendo… « Casualidades

  35. AF

    Mas então o que é que a paneleiragem quer? Que a homossexualidade seja aceite como normal? O pessoal já diz que é natural, ma não chega? Eh pá, as deficiências são naturais, não são é normais (isto é, são franjas).
    É que doutra maneira tava tudo fodido.
    E as fufas e os rabetas já pensaram onde estariam se as mãezinhas e os paizinhos tamem fossem?
    Mas que gandas pancadões vão por aqueles cérebros mal amanhados.
    Deixem lá, nem os culpa por serem o que são. Mas tenham dó, tá bem?

  36. Quando se usa a linguagem cientifica e posicionamento profissional para fazer um “estudo”, encomendado pela Igreja metodista, com propósitos evangélicos, e depois se vem até assumir que não é nenhuma revisão cientifica…
    Penso que está tudo dito…
    Ou não…
    Mais claro, nunca se sabe… Se já se utilizou o cargo profissional, a linguagem e a autoridade cientifica para evangelizar, porque não utilizar o novo cargo para que se é , não percebi bem, recomendado?, nomeado?
    E os representantes políticos eleitos não se podem pronunciar sobre este tipo de intenções?
    Não percebo.
    quando pergunta “Quais os indícios de que o Dr. Holsinger utilizará a posição pública para impôr os seus preceitos religiosos?” parece que está a brincar . É que ele JÁ OS UTILIZOU ANTES.

  37. HO, lamento mas estive de fim-de-semana e não consegui aqui voltar mais cedo.

    Quando questionei a qualidade científica de Holsinger estava evidentemente a referir-me ao famoso estudo

    http://abcnews.go.com/images/Politics/Holsinger_on_Homosexuality.pdf

    onde o autor define a homossexualidade como uma “patologia da função” (sabe, espero eu, que esta visão se encontra medicamente ultrapassada), e nos explica que os sistemas reprodutivo e excretor são completamente separados nos humanos porque não temos uma cloaca. Em virtude do Comité da Igreja Metodista para o qual elaborou o texto não ter seguido as suas ideias, acabou por se demitir desse Comité, fazendo questão de afirmar que a homossexualidade é não apenas um pecado, mas também uma forma de doença mental (espero que saiba também que isto é um disparate médico).

    Só posso compreender a preocupação dos cidadãos americanos quando está em causa a nomeação deste senhor para este cargo, quando ele dedicou uma parte da vida a tentar demonstrar que a homossexualidade “não é natural ou saudável” e a “curar os gay do seu estilo de vida”. Parece que dia 12 de Julho a Comissão do Senado para a Saúde vai avaliar a personagem, tendo o poder de vetar ou não a sua nomeação. Aguardemos, com esperança.

  38. Mas fica-me a curiosidade: também acredita que sexo oral e anal impedem a reprodução? Ou está a defender este disparate só por reacção?

  39. AF

    Eh pá, fufas e paneleiragem.
    Lá estão vocês a levar esta merda para a moral. Deixem a Patrícia com a moral dela, porra!
    E Patriciazinha, pá, não queiras impor a tua moral aos outros. Tá bem?
    A gente sabe que a homossexualidade não é uma questão de moral, nem de pecado, nem de preferência pessoal, nem de doença: é uma questão de defeito de fabrico. Vocês funcionam, só que com o parceiro errado, portanto, não é doença, é defeito.
    Não tenham problemas, que ninguém, bom de juízo, vos culpa. Vocês não têm culpa nenhuma. Saíram assim, prontos! Que se há-de fazer? Aceitarem-se e desejarem ser aceites como são: defeituosos.
    Podem enganar-se a vocês próprios à vontade, a modos de expiação de qualquer culpa recôndita, mas também não é preciso. Que é que há para perdoar-vos? Nada.
    Mas, porra! Assumam-se como defeituosos, pá! Não queiram enganar quem não se deixa enganar e, muito menos, não queiram enganar as criancinhas. Pessoal com defeito não é igual a pessoal sem defeito. Coxos são coxos, escorreitos são escorreitos. Agora, não me digam que quanto ao andar um coxo é igual a um escorreito. Pode andar, mas é manco. E, que se saiba, os mancos ainda são uma minoria. Questão de selecção natural.
    Ora tomem lá este aperitivozeco, para desmoerem bem o almoço.

  40. ines

    que a homossexualidade seja tara, sim senhor, ninfomania também o é! querer usufruir do máximo prazer que uma relação sexual pode proporcionar,isso já não! sabia que existe um número tremendo de mulheres (eu sou uma delas) que não consegue atingir o orgasmo através da relação genital? eu podia perfeitamente dedicar-me a uma vida de promiscuidade (e eu não tenho NADA contra a promiscuidade, se as pessoas forem cuidadosas) e foder até encontrar um homem que me satisfaça ou então deixo que o meu parceiro me satisfaça como pode – oralmente! a senhora, e todos os que assim pensam, pode dizer que o sexo foi feito para procriar,acontece que eu tenho 21 anos e não tenho a menor vontade de me reproduzir, já que até nem sou um espécime tão especial e detestaria pôr no mundo alguém igual a mim, e também não me apetece nada ir ao meu “stash” de chocolates cada vez que tenho vontade de sentir algum prazer! já agora, é bem mais perigoso para a saúde de todos entupir o corpo com porcarias e morrer obesa, diabética ou até mesmo de ataque cardíaco aos 40 anos do que buscar o prazer da maneira mais natural e agradável que existe – pelo sexo, seja este oral, genital ou anal! até porque o sexo,para as pessoas que, como eu, são sedentárias, é o melhor exercício físico que existe!

    p.s.: e quando se pratica o ‘fellatio’ não é obrigatório engolir ou até mesmo deixar que a esporra lhe chegue à boca… de qualquer modo nem toda a gente o gosta de fazer. eu gosto e digo-lhe mais, dá-me muito mais prazer agradar o meu parceiro com a boca do que participar de uma relação genital que apenas lhe dá prazer a ele. de certeza que não é mais prejudicial do que tomar um cafézinho.

  41. AF

    Eh pá, Inês. Não vás descalça para a fonte, rapariga. Com 21 aninhos e não sentes nada com ele lá dentro? Porra, que ganda azar!
    Ouve cá. Então isso de oralmente é assim a modos de com conversa, paleio e linguados ou é com umas valentes lambidelas no grelo da cona? Sabes o que é, não sabes?
    Este sexo oralmente é também genital, só que em vez de ser no canal é no malandreco do grelinho.
    Tou cá desconfiado que és mas é uma comilona… Descobriste a fonte do prazer e não queres outra coisa, sua malandrona. Deve ser um fartote, a vires-te a noite inteira.
    Fode, Inês, que isso não é defeito, é feitio. E com 21 aninhos, então…

  42. tiago neves

    bom, eu acho que não é preciso ir muito longe para perceber os “conceitos ultrapassados” – “no tão polémico artigo de 1991 há frases tão “descabidas” como «penile-anal intercourse can be performed safely among homosexual men provided that there is proper lubrication»” – 1991!!! nessa data com pouco mais de 20 anos e sem qualquer formação na área da medicina eu sabia que esta era uma informação desactualizada…
    A Patrícia Lança podia voltar aqui para explicar melhor as suas ideias. Por exemplo quanto ao título do post eu tenho a dizer que devemos ter todos muito medo do Dr. Holsinger, é que as suas ideias de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis devem-se basear apenas na abstenção, isto supondo que ele já não considera uma lubrificação apropriada o suficiente…

  43. Luis

    ” Se a imensa maioria das pessoas, sem propensidades sado-masoquistas, tivesse a inclinação ou pensasse que haveria algum prazer na prática das perversões tão queridas aos membros do lobi, então não havia nem explosões demográficas, nem problemas de planeamento familiar, nem o fabrico de contraceptivos, nem a indústria do aborto. O felatio e a sodomia evitam eficazmente a gravidez.”

    Esta afirmação é em si todo um mundo de ignorância ou má-fé…

    Será que a prática de uma forma específica de sexo exclui as outras ? Crê que um adepto de sexo oral, p.ex, estará destinado a praticá-lo exclusiva e eternamente, rejeitando o sexo anal e/ou vaginal ?

    Julgará a Patrícia Lança que a “imensa maioria” das pessoas se limita a praticar/abster-se de praticar sexo com base nas possibilidade de procriar ? É que a abstinência é ainda mais eficaz para evitar a gravidez, com o bónus de evitar também as DST…

    Ou acha que o sexo anal e oral são assim tão minoritários?

  44. Há escolas primárias que ensinam práticas homossexuais? No meu tempo era bem mais chato, tínhamos de aprender sozinhos. Ah e já agora, outro esclarecimento: a senhora dra tem filhos? Que educação lhes terá dado? Sexo consciente? Só beijinho e pilinha lavadinhos entre os buracos do lençol, abstinência ou felatios e sodomia para evitar a explosão demográfica? É que até seria uma medida razoável se essa cruzada anti-gay (mas a senhora acredita mesmo que o sexo anal é apenas praticado por gays???) aniquilasse de uma vez por todas pensadoras que “à acusações realmente estúpidas da minha alegada religiosidade (quando sou uma assumida adepta do pensamento de Kolakowski)”! Caso não saiba, grande parte da turba que a rodeia não paga nem recebe para fazer felatios, cunnilingus e outras barbaridades… Sabe porquê? Porque as pessoas gostam. E quando o prazer se mistura com a saúde e as pseudoteorias científicas que advoga, só pode gerar confusão, má-criação e impropérios. Portanto, aguente-se à bronca, pois pelos vistos gosta. E já que utiliza o google para aferir das supostas qualidades de alguém, google o seu nome e terá a resposta. Adios.

  45. ines

    o af é o perfeito exemplo de estupidez. eu já estava mesmo à espera de um comentário destes. belas gargalhadas! porém penso que o indivíduo deveria tentar parecer menos ignorante do que obviamente é.

    já agora, o meu namorado bem queria que eu fosse uma grande comilona, infelizmente não sou. o meu ‘problema’ é de saúde, não que você tenha alguma coisa a ver com isso, e apesar de eu até ter sentido de humor, não gosto de piadas porcas.

    p.s.: o grelo da cona tem nome: clítoris, que, caso não saiba, é o órgão que proporciona o orgasmo feminino. ao contrário do que possa pensar, bem o pode enfiar lá no fundinho, se não tocar no grelo, chapéu!
    e um broche também é sexo genital, não é?

  46. Rita

    «e são os membros do lobi que morrem das doenças e de medo»

    Para mim, esta é a frase mágica deste maravilhoso post. Bem podem andar aqui todos a gatafunhar-se sobre o doutor Holsinger e as suas teorias e o caneco. Porque é nesta frase que está a chave de todo o enigma e do que deve tirar o sono á Patrícia. Ora pensa ela: podíamos evitar imensos problemas com sexo anal e sexo oral, mas depois morreríamos de doenças e de medo.

    Só uma pergunta: medo de quê? Das doenças? De uma trincadela? De uma má lubrificação?

    Ó mulher, descontraia. Descontraia!

  47. AF

    Eh pá, inezinha.
    Diz ao marmanjo para te explorar bem a coninha. Não é preciso chegar lá ao fundinho; ele que comece pelas bordas, pelos beicinhos, que tente o esfreganço dos lados, descubra onde tens vilosidades mais esponjosas e enervadas, o teu ponto do ai, Jesus! Pode ser que descubras que o prazer não reside apenas no malandreco do grelo, que esse, mesmo só com os encontrões do pumba, pumba, também responde. Explora, explora muito, e experimenta, experimenta tudo, que os 21 aninhos assim permitem. Não te acanhes. E faz uns bons broches, saboreando a esporra como tanto gostas (quem dera que os fizesses a mim).
    E não sejas moralista. Desde quando o sexo é sujo? Ou as piadas sobre sexo são sujas? Ou o uso do vernáculo sobre sexo é sujo? O sexo só é sujo se estiver mal lavado e fedorento.
    Saboreia a vida e o sexo, deixa-te das desculpas da doença. Vais ver que ainda te curas e recuperas a saúde.
    Fode, Inês.

  48. ines

    oh af, vá pentear macacos! aqui ninguém é moralista (tirando a sra.patricia), você é que faz parte daquele grupo de pessoas que fala muito sem ter nada para dizer. e para isso mais vale estar calado. parece que leu mal o meu post! é que eu disse exactamente que por muito fundo que lho meta, ela não vai sentir mais prazer por isso! e se acha que a esporra deve ser saboreada, saboreie-a você! nunca provei,mas pelo cheiro parece-me ainda mais nojenta que a sua cabeça!

    sou oficialmente uma falhada… a discutir com panascas que não conheço (nem quero conhecer) e ainda por cima na net… oh infelizes dos que não têm nada para fazer. eu incluo-me no grupo, não se preocupe em fazê-lo por mim.

    mas porque é que eu vim aqui dar a minha opinião?! (isto é o que se chama uma pergunta retórica af, não precisa responder!)

    já agora, saboreie a vida lá fora, vai ver que ainda se cura da parvoíce!

    foda af! foda antes que o fodam a si primeiro. por trás. é que corre o risco de gostar. olha! corre o risco! eu dou cabo de mim.

  49. AF

    Eh pá, inezinha.

    Achas a esporra nojenta? Bah! Então, estás mal e não é só da cona. Trata-te.
    Comigo, enganas-te no rótulo, que isto, com a idade, o risco de defeito já é mínimo. Se existisse já se tinha manifestado.
    Mas olha que eles são anormais não é por feitio, por gosto, mas por defeito.
    Como mostras, estes assuntos são capazes de ser areia de mais para a tua camineta. Acabas a achar que as fufas e a paneleiragem são uma cambada de imorais, de nojentos, como a Patrícia.
    Qual falhada, qual carapuça. Tu és é uma inexperiente. Não desesperes, não dês cabo de ti. Fode, que isso passa-te.
    As tuas melhoras.

  50. ines

    hahahahahahah!

    com que então não é nojenta? fala com experiência de causa, i’m sure… já agora, fique sabendo, o meu mal não é da cona é da cabeça, o que justifica (e bem!) o porquê de estar a falar consigo. (ah e pode insultar-me à-vontade que eu não me ofendo com a verdade – sou desequilibrada, doida, maluca, chame-me o que quiser, é para o lado que durmo melhor!)

    contudo esta vai ser a última vez que lê um post meu dirigido a si (oh que pena!), posso só ter 21 aninhos, mais uma razão para estar a perder o meu tempo consigo, neste momento não nada para fazer, mas cada vez mais me convenço que sou bem mais madura que você, e olha que sou muito imatura – que maior prova dessa imaturidade do que esta troca de parvoíces?

    vá mas é coçar a micose e passe menos tempo ao computador. faz mal aos olhos! e à cabeça! eu que o diga…

  51. AF

    Eh pá, inezinha.
    Trata-te mesmo, a sério.
    Tenta com as descargas eléctricas aleatórias do orgasmo. Descarrega tensões acumuladas (do cabrão do stress e das frustrações) e costuma ser bom remédio para reorganizar as ligações.
    Não desesperes, tens muito tempo à tua frente. Tira da cabeça essas ideias malucas sobre a porqueira do sexo. Fode muito. Sê feliz.

  52. ines

    eu sei que disse que aquele seria o último comentário,mas já vi que o indivíduo tem dificuldades sérias em entender a diferença entre GOSTAR DE SEXO e NÃO GOSTAR DE PIADAS PORCAS, REFERENTES A MIM E ÀS MINHAS PRÁTICAS SEXUAIS, VINDAS DE PESSOAS QUE NEM SEQUER ME CONHECEM! eu já me ando a tratar há muitos anos, mas quem precisa de tratamento urgente é você. preocupe-se menos com o que os outros fazem e pare de tirar conclusões baseadas no que a sua cabeça produz,que é,obviamente, lixo!

    e lá por uma mulher gostar de sexo oral, não significa que goste da nhanha que ele ejacula! você gosta, tudo bem, eu não. felizmente inventaram uma coisa muito gira que evita essa repulsa, sabia? o preservativo, ‘vestimenta’ que o meu amado não dispensa. e assim ficamos todos felizes! capice?

    já me fartei desta merda de “conversa”. adiós!

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