O Insurgente

Bem no alvo

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A conspiração de iniqüidades:

Todo o uso estratégico do homossexualismo como arma revolucionária baseia-se na idéia de primeiro nivelar como igualmente respeitáveis a fé religiosa e um simples desejo de determinado tipo de prazeres sexuais, depois sobrepor este àquela e por fim esmagar por completo os direitos da consciência religiosa. Ao responder com uma apologia da heterossexualidade, os adversários do gayzismo se submetem passivamente ao engodo nivelador, transformando a discussão inteira em confronto de orientações sexuais e dando assim ao adversário a vitória no primeiro round . O heterossexualismo, enquanto tal, não é moralmente superior ao homossexualismo. A quase totalidade das condutas heterossexuais numa sociedade permissiva é francamente imoral. O espertalhão que traça a mulher do vizinho é heterossexual. O professor que abusa de suas alunas é heterossexual. O patrão que intimida a empregada para levá-la para a cama à força é heterossexual. O sedutor que promete casamento e foge depois do orgasmo é heterossexual. E é heterossexual, por definição, o estuprador de mulheres. Consideraremos todas essas condutas mais toleráveis que a de dois garotos que se trancam num banheiro de escola para trocar carícias gays ? Teremos perdido totalmente o senso das proporções? O que se deve defender contra a propaganda gay não é o heterossexualismo em si, mas sim a superioridade intrínseca da devoção religiosa em comparação a qualquer conduta sexual que seja. Rebaixar a um mero confronto de orientações sexuais uma questão infinitamente mais alta, infinitamente mais decisiva para o destino da humanidade, é cair numa armadilha sórdida, preparada com requintes de maquiavelismo por engenheiros comportamentais que contavam com essa reação das vítimas para mais facilmente as poder qualificar como preconceituosas, machistas e, por definição, culpadas de “homofobia”.

Faço apenas a ressalva à questão de o heterossexualismo não poder ser considerado “em si” moralmente superior ao homossexualismo. Como o próprio Olavo já escreveu em algum outro lugar, o heterossexualismo é uma questão de vida ou morte, de perpetuação da espécie, e o homossexualismo, bem, não pode ambicionar tanto. Portanto, sob o prisma da moralidade, podemos admitir que a grande maioria das condutas heterossexuais é realmente imoral, mas justamente “em si” é que ele não é imoral.

A propósito, para clarificar as mentes filistéias: desconsiderando o ambiente cultural atual, e considerando apenas as propostas em si, sou inteiramente a favor de alguma espécie de parceria civil entre homossexuais que permita que gozem de direitos. Por outro lado, vejo com maus olhos até o poder estatal para celebrar casamentos heterossexuais; preferia que isto ficasse na esfera religiosa. Também jamais me passou pela cabeça a idéia de criminalizar qualquer prática sexual consentida realizada em privado por adultos. O fato de eu ter uma determinada opinião sobre a moralidade de um ato, e de defender meu direito de expressá-la, não me leva a defender a criminalização ou mesmo a penalização dele. O que Olavo expressa em seu artigo, com o que concordo, é que o próprio movimento gay está sendo utilizado para fins que não têm tanto a ver com a realização de seus objetivos nominais, mas com o aumento da opressão da população em geral por burocratas iluminados.

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