Sem a liberdade de poder discriminar não existe liberdade

Este post remete para um ponto muito importante do liberalismo. A liberdade de cada um ter os preconceitos que entender é essencial mas não basta. Só existe liberdade se for possível a cada um, no âmbito das suas escolhas individuais, discriminar segundo os seus próprios critérios.

A liberdade individual é essencialmente a liberdade de poder discriminar nas escolhas individuais.

Leitura complementar: CDS-PP defende “formação contra a homofobia”.

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5 thoughts on “Sem a liberdade de poder discriminar não existe liberdade

  1. patricialanca

    Liberdade? Qual liberdade?
    Há tantas fobias hoje em dia, que por vezes somos confrontados com situações bicudas. Por exemplo, os professores são supostos aconselhar aos alunos a tolerância e as vantagens da diversidade. Se disser que os muçulmanos muitas vezes castigam os homosexuais por apedrajá-los até a morte, e que considera essa prática condenável, corre o risco de ser acusado de islamofobia ou mesmo de racismo. Se pelo contrário disser que considera a atitude dos islámicos louvável, então será acusado de homofobia. O que deve fazer? Qual será o conselho do Ministério? Do sindicato?

  2. Estou de acordo com o que escreveu a Patrícia.

    O Ocidente parece estar determinado a cometer suicídio. Quando muitos entusiastas do politicamente correcto perceberem o caminho que estamos a seguir provavelmente já será tarde demais…

  3. CN

    Esta conversa arrisca-se a ser algo esquizofrenica porque:

    – na verdade o problema do “ocidente” é ter-se tornado relativista, esquecido o cristianismo, e adoptado o politicamente correcto

    Mas o politicamente correcto conduziu a esmagar a liberdade das pessoas e comunidades ser moralmente conservadoras e levarem a serio a sua religião

    Assim, os anti-politicamente-correctos acabam a ser mais p.c. apenas porque querem aproveitar tudo e mais alguma coisa para criticar o Islão.

    Acabam assim a atacar o conservadorismo social e religioso do islão, E com entusiasmo o direito iluminista à blasfemia…

    … não percebendo que em ultima análise é o proprio conservadorismo que põem em causa.

    .. e no fundo fica a ideia que defendem que o Estado deve impor e impedir que certas comunidades possam ser conservadoras.

    Ora o problema do Ocidente é esse mesmo.

    Pegando no que disse AAA, a liberdade de discriminar como principio abstracto é essencial para o auto-regulamento moral da sociedade civil.

    Além disso, o islamismo na sua condução moral, é extremamente descentralizada, concordemos ou não, as suas acções são praticadas ao nivel familiar, tribo, clã.

    PS: Até são os Estados seculares Àrabes (como Saddam) que induzia a igualdade da mulher , etc.

    Conclusão: querem defender Israel acima de todas as coisas? Fine. Mas existem muitos tiros no pé por quem quer defender o Ocidente cujo mal é talvez ter deixado de levar a sério o Cristianismo.

    É a própria direita a pôr em causa o respeito pela tradição e costume de outros.

    De tanto querer defender Israel, como o seu inimigo são árabes (quando podiam ser Hindus ou outra coisa qualquer, se Israel tivesse aparecido numa provincia da India aposto que seria a mesma coisa… basta ver o conflito no Sri-Lanka com budistas a suicidarem-se,e tc)…

    …passam a atacar tudo o que podem nos Árabes, precisamente para tirar o problema territorial da equação e passar a defender que tudo tem que ver com tudo…tipo

    …as mulheres tem poucos direitos (nada de pornografia, prostituição, aborto, etc como no iluminado Ocidente)…dai suicidam-se atacam Israel e todo o Ocidente.

    E assim, vemos todos os bloggers liberais por Israel a descobrir à lupa uma qualquer noticiazinha num qualuer canto do mundo que prove que o Islão é conservador e tribal (mulher morta por “Honra”, etc….como se fosse só no islão que tal se passe…)

    E depois pretedem ser defensores da falta de conservadorismo no Ocidente, a falta de religião, etc.

  4. CN

    Mas comentando directamente a observação de Patricia Lança com o exemplo de “islamofobia ou homofobia”.

    Eu não vejo grande problema numa coisa ou em outra. As pessoas podem não gostar genéricamente de um tipo de cultura, etnica e raça e podem praticar discriminação nas suas relações e propriedade (ou deviam) poder.

    PS. Ninguém se incomoda seja qual quantidade de noticias quase diárias “de morte de mais 30 talibans”, nem quando alguém consegue distinguir o que serão “civis” e acrescenta ” e “foram mortos 20 civis”.

    Porque existe esta indiferença (estarei errado, eu pressinto que é mais satisfação)?

    Porque um tipo qualquer num qq sitio remoto, apedrejou um homosexual no meio da Nigéria, a que se junta os ataques do Hamas, e os Talibans que obrigam a mulher trajar tapada, e o 11-9 da al-qeda, e reagiram contra a balsfémia, e isto e aquilo. Tudo no mesmo saco. O presidente do Irão falou em “desaparecer das paginas da historia” e traduzem “eliminar”, e , etc.

    E assim prova que hoje, enfrentamos Hitler em 1941. E todos quem ser Churchill (que em muito contribuiu para destruir a civilização cristã na Primeira Guerra Mundial…aliás nem sequer era cristão mas parece que maçónico).

    Só não se percebe é como existem sitios como o Dubai (bem, monarquia a sério, como era costume no Ocidente…).

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