Manuel Bandeira fala dos comunistas

“Itinerário de Pasárgada”. Seleta de prosa, p. 332

Os comunistas aproveitaram a ocasião para praticar mais uma daquelas sordícies em que são mestres (…) Palavra de comunista não merece fé nem resposta? Era o que eu pensava. Vi, porém, neste caso que todo o cuidado com eles é pouco.

Um pensamento sobre “Manuel Bandeira fala dos comunistas

  1. Menipo, o zombeteiro, o Cínico vadio,
    Ia fazer, enfim, a última viagem,
    Mas ia sem temos, calmo, atento à paisagem
    Que se desenrolava à beira do Atro rio.

    E chasqueava a sorrir do Estige sombrio.
    Nem cuidara em trazer o óbolo da passagem.
    Em face de Caronte, a pavorosa imagem
    Do barqueiro da morte olhava em desafio.

    Outro erguiam no ar suplicemente as palmas.
    Ele, avesso ao terror daquelas pobres almas,
    Antes afigurava um deus sereno e forte.

    Em seu lábio cansado um sorriso luzia.
    Era o sorriso eterno e subtil da ironia
    Que triunfara da vida e triunfava da morte.

    Memorizei este soneto há um par de dias.
    Às vezes dá-me para isto, quando encontro poemas cheios de quid!

    Abraços a todos os Insurgentes!

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