Parece-me que a subtileza do Paulo Pinto Mascarenhas foi em grande medida desperdiçada nos seus destinatários [negritos meus]:
Um verdadeiro liberal não fala sobre sexo em público. Faz em privado.
Parece-me que a subtileza do Paulo Pinto Mascarenhas foi em grande medida desperdiçada nos seus destinatários [negritos meus]:
Um verdadeiro liberal não fala sobre sexo em público. Faz em privado.
“A Victory for Free Speech“, com John Samples, podcast (MP3) do Cato Institute, sobre uma pequena mas significativa derrota da lei Feingold-McCain.
Sexualizing everyday lifefrom Mann and Nabokov to Sheik al-Hilaly
Roger Scruton, o conhecido escritor e filósofo conservador, escreveu há mais de vinte anos um livro com o título: Sexual Desire, A Philosophical Investigation, (Londres, 1986). Tem 427 páginas. Ele conta que algum tempo depois da publicação, um amigo aproximou-se dele numa festa com a mão extendida. Não era para cumprimentá-lo: ‘Quero o meu dinheiro de volta,’ reclamou. ‘Comprei a tua última obra à espera de passar algumas horas agradáveis. Qual a minha decepção quando nem consegui encontrar a palavra ‘sexo’.
Quando Roger Sandall escreve sobre este assunto a sua óptica é outra. Embora se interesse pela filósofia, ele é um antropólogo e observa a sociedade contemporânea com um olhar algo profissional, embora tão conservador como o de Scruton, mas com mais humor.
Um novo artigo de Roger Sandall está agora publicado no Portolani Special onde o autor desenvolve um comentário bastante relevante sobre as declarações do Sheikh Taj al-Din al-Hilaly.
Recorda-se que este clérigo muçulmano provocou imensa indignação uns meses atrás. Não só na Australia, onde reside, mas um pouco por todo o ocidente, quando proclamou que as mulheres australianas, semi-vestidas passeavam como ‘exposed meat’.
Será que o clérigo muçulmano tinha alguma razão? Roger Sandal não tem papas na língua e diz o que muitos pensam mas não ousam falar.
P.S. Para os obcecados com padres por baixo da cama, um aviso: embora Roger almoce com cardeais e profira conferências perante membros da Opus Dei, ele é um agnóstico confesso.
Lembro-me de lêr a defesa há uns anos de um mercado de orgãos por parte de Pedro Arroja. Até terá leccionado uma cadeira de Economia Pública em que um dos temas seria o referido mercado. As reacções na altura a esta visão de Arroja foram muito semelhantes a outras, mais presentes, a outras visões da mesma pessoa.
A lei publicada ontem em Diário da República vai nesse sentido: passará a ser possível doar orgão em vida a amigos. Não é difícil de vêr que, com esta permissão, rapidamente a doação passará a ser feita a “amigos”, que em troca retribuirão com alguns “afectos”. Como muito boas leis, também esta crescerá na ilegalidade.
O Sol a deitar-se na praia. Porto de Mós, Lagos.
Um relatório do “observatório da saúde” é tremendo para Correia de Campos e para a sua demagogia sem limites. “Esperas” para doentes com cancro na orla dos três meses, redução das condições de acesso ao SNS, desertificação do “parque” do SNS no interior e, sobretudo, o desenvolvimento de um programa “não escrito” nem anunciado pelo PS em campanha.
«Estas medidas não corporizam uma reforma do Serviço Nacional de Saúde (SNS), elas são autenticamente o dobre de finados do Estado social» (…)
A deputada (…) sublinhou que os portugueses já pagam directamente 32,5% dos cuidados que saúde que recebem e insurgiu-se contra a possibilidade – prevista no relatório – de aumento das taxas moderadoras e diminuição dos utentes isentos e dos benefícios fiscais com a saúde.
«Será que é politicamente sério impor mais sacrifícios aos portugueses (…) quando os serviços de saúde definham e encerram?«, questionou (…)
…mas não foi. São declarações de Ana Manso, deputada eleita pelo PSD.
NEW ORDER – Ceremony
QUEM TEM MEDO DO DR HOLSINGER?
O Presidente Bush recomendou a nomeação para Surgeon General (Ministro de Saúde) dos EUA o Dr James W. Holzinger, professor de medicina preventiva na Universidade de Kentucky College of Public Health. Mais uma vez uma proposta de Bush provocou a fúria desenfreada do lobi ‘Gay’. O Dr Holzinger que tem um carrículo impressionante em questões relacionadas com a saúde pública, produziu e publicou em 1991 um estudo intitulado: PATHOPHYSIOLOGY OF MALE HOMOSEXUALITY. Desde então o dito lobi declarou-lhe guerra. O que o desqualifica, sobretudo, é ele ser um membro distinto da Igreja Metodista. Não importam os argumentos, os factos, a ciência. O doutor é para abater. É motivado pela religião e basta. Segundo o lobi as pessoas religiosas não têm o direito de fazer investigação científica.
Holsinger’s confirmation hearing, which has yet to be scheduled, will be heard by the Senate Health Committee, chaired by longtime gay rights advocate Sen. Ted Kennedy, D-Mass. Members of the committee include three Democratic presidential contenders — Sens. Hillary Clinton, D-N.Y., Chris Dodd, D-Conn., and Barack Obama, D-Illinois — eager to prove their bona fides during the primary season to the gay and lesbian community. (ABC News).
É só googlar o nome do doutor para ler uma listagem impressionante das organizações que denunciam a nomeação de Holsinger.
Quando anunciou a nomeação no 24 de Maio, Bush declarou:
America’s chief health educator, [Dr. Holsinger] will be charged with providing the best scientific information available on how Americans can make smart choices that improve their health and reduce their risk of illness and injury.
Evidentemente, se vier a ocupar o cargo, o Dr Holsinger não será um apoiante do ensino de práticas homosexuais nas escolas como acontece hoje mesmo em certas escolas primárias.
Qualquer tentativa de travar a propaganda do lobi e o seu culto de vitimização sempre suscita a raiva impotente dos visados. Como aconteceu aqui neste blogue em reacção àos meus modestos textos. De grosserias e impropérios à acusações realmente estúpidas da minha alegada religiosidade (quando sou uma assumida adepta do pensamento de Kolakowski), e de advogar a coacção para modificar os comportamentos, houve um bocado de tudo. O Dr Holzinger vai sofrer os piores dos ataques, das calúnias aos insultos.
Não há realmente nada que mais enfurece o lobi do que argumentos relacionados com a saúde, porque nesse campo toda a gente conhece a verdade e são os membros do lobi que morrem das doenças e de medo. E o medo é a mãe de todas as fúrias.
Há, todavia, um facto que ninguém pode escamotear. Se a imensa maioria das pessoas, sem propensidades sado-masoquistas, tivesse a inclinação ou pensasse que haveria algum prazer na prática das perversões tão queridas aos membros do lobi, então não havia nem explosões demográficas, nem problemas de planeamento familiar, nem o fabrico de contraceptivos, nem a indústria do aborto. O felatio e a sodomia evitam eficazmente a gravidez. Só que o preço a pagar é capaz de ser altíssimo.
Seria talvez apropriado lembrar aos que estão todos ufanos e de peito cheio a gabar o início da presidência portuguesa da União Europeia, a enaltecer a “sua importância” e a necessidade de agendar a sua actuação no sentido do “interesse nacional”, e que ainda mais estão deslumbrados com o facto da negociação d’O Tratado decorrer na sua vigência, que se vingar a proposta que está em cima da mesa, esta presidência portuguesa (no seguimento do fim previsto das presidências rotativas da União) se arrisca seriamente a ser a última vez que vamos pôr a mão na massa…