Um carpinteiro maluco

Quem anda a assassinar o cristianismo?

Ninguém parece notar que, se Cristo não é Deus, então não passa de um carpinteiro meio maluco cujos ossos ou descendentes não interessam. Jesus só importa se for o filho de Deus.
João César das Neves, no DN

Quem insiste em só vêr Jesus Cristo enquanto divindade e não como um pensador. Quem mede a importância da sua mensagem pelo seu carácter metafísico.

21 pensamentos sobre “Um carpinteiro maluco

  1. “Quem insiste em só ver Jesus Cristo enquanto divindade e não como um pensador.”

    Caro CGP

    Eu não consigo ler no texto que seja essa a posição de JCN, mas consigo vejo no seu post aquilo que ele diz :
    “Todos os temas são aceitáveis numa coluna destas, mas religião fica mal.”

    Quem insiste em ver Jesus Cristo apenas como pensador, é que parece não ter grande apreço pelo Cristianismo.
    É que efectivamente Jesus Cristo não escreveu um pensamento que seja.
    Tudo o que sabemos Dele são relatos de terceiros.
    Alguns dos quais, escritos por quem nunca o conheceu e cuja “homologação” pela Igreja foi feita por uma espécie de “Top Ten” entre o Povo Cristão da época.

    A ser mais importante a componente de pensador, Sócrates (o verdadeiro, não o “engenheiro”) também poderia ter dado origem a uma religião.
    Pelo menos os seus pensamentos foram escritos por quem o conheceu.

    PS: Eu sou um “Católico” a quem o dom da Fé não lhe foi concedido, pelo que as pessoas como o JCN, e outros, me merecem muito respeito (e inveja,já agora).
    .

  2. Carlos G. Pinto

    Mentat,
    “Eu não consigo ler no texto que seja essa a posição de JCN, mas consigo vejo no seu post aquilo que ele diz :
    “Todos os temas são aceitáveis numa coluna destas, mas religião fica mal.””

    Nesse aspecto, estou completamente de acordo com o JCN.

    “É que efectivamente Jesus Cristo não escreveu um pensamento que seja.”

    Os pensamentos só são válidos se passados a escrito?

    “A ser mais importante a componente de pensador, Sócrates (o verdadeiro, não o “engenheiro”) também poderia ter dado origem a uma religião.
    Pelo menos os seus pensamentos foram escritos por quem o conheceu.”

    O tipo de mensagem é diferente. Mas sim, é possível que pensadores e filósofos dêem origem a religiões. Olhe o exemplo de Confucionismo e do taoismo.

  3. A posição de JCN é a mesma de CS Lewis e é a única aceitável.
    Ninguém pode perdoar actos que não lhe respeitam, exceptuando Deus. Por isso não há meio-termo. Ou é Cristo, ou é um demente!
    Era bom que se voltasse a pensar este problema, em vez de se recair na ideia politicamente correcta de que Jesus era um grande pensador.

    Quem quiser ler o texto de Lewis “O que Jesus não é” pode aceder por aqui.

    http://jacarandas.blogspot.com/2006/04/aquilo-que-jesus-no.html

  4. “Nesse aspecto, estou completamente de acordo com o JCN.”

    Não, você está é de acordo com quem critica JCN por ele falar de religião num espaço de jornal.
    .

  5. “Os pensamentos só são válidos se passados a escrito?”

    Quer dizer, para poderem ser apreciados, valorizados e criticados, convinha, não acha ? …

    Senão, só nos resta mesmo a fé …
    .

  6. “Olhe o exemplo de Confucionismo e do taoismo.”

    Pois, mas a sua propagação ao contrário da do Cristianismo não tem nada de universal, o que quer dizer que lhe faltou qualquer coisa, não acha ?
    .

  7. Carlos G. Pinto

    Mentat, eu não estou contra que se fale de política, religião ou sexo numa coluna de jornal, mas reservo-me ao direito de não concordar com o que é escrito (como é o caso).

    “Quer dizer, para poderem ser apreciados, valorizados e criticados, convinha, não acha?”

    Não precisam de ser passados a escrito, basta que sejam correctamente transmitidos, como me parece que foi o caso.

  8. Carlos G. Pinto

    “Pois, mas a sua propagação ao contrário da do Cristianismo não tem nada de universal, o que quer dizer que lhe faltou qualquer coisa, não acha ?”

    A propagação cristã fez-se apenas à Europa, a Europa é que se propagou depois.

  9. João Luís Pinto

    “Pois, mas a sua propagação ao contrário da do Cristianismo não tem nada de universal, o que quer dizer que lhe faltou qualquer coisa, não acha ?”

    Bem, poder-se-ia ver a coisa ao contrário: o Taoismo e o Confucionismo conseguiram-se manter monolíticos, sem dissidências, e com um corpo único de doutrina. Em contrapartida, o Cristianismo fissionou-se em várias correntes doutrinais.

  10. “A propagação cristã fez-se apenas à Europa, a Europa é que se propagou depois.”

    E ter-se-ia propagado sem o Cristianismo ?
    .

  11. “…o Taoismo e o Confucionismo conseguiram-se manter monolíticos, sem dissidências, e com um corpo único de doutrina.”

    Bem, eu não percebo muito disso, mas não parece que seja o caso…
    .

  12. “… mas reservo-me ao direito de não concordar com o que é escrito (como é o caso).”

    Mas ninguém lhe negou esse direito.
    Só que no seu post eu não li nenhuma discordância.
    Li uma valorização moral (não sei se será esta a palavra aplicavel) da opinião de JCN (que também está no seu direito de a ter), acusando-o de andar a assassinar o Cristianismo.
    .

  13. Carlos G. Pinto

    Mentat, você pensa mesmo que se Deus de facto não existe, a palavra de Jesus Cristo não fazem sentido?

  14. Carlos G. Pinto

    “Li uma valorização moral (não sei se será esta a palavra aplicavel) da opinião de JCN (que também está no seu direito de a ter), acusando-o de andar a assassinar o Cristianismo.”

    Certo. Não me manisfestei contra o facto em si de ele falar em religião. Eu até penso que se fala pouco de religião. Sou é contra aquilo que ele escreveu.

  15. Esta discussão é verdadeiramente ilariante! Por favor continuem. Eu, claro, inclino-me mais para a possibilidade do “carpinteiro meio maluco”…

  16. “Mentat, você pensa mesmo que se Deus de facto não existe, a palavra de Jesus Cristo não faz sentido?”

    Caro CGP

    Se Deus de facto não existir, as palavras de Cristo, como as conhecemos, para mim fazem tanto sentido como as de Tao ou de Confucio.
    .

  17. Nuno F.

    Jesus Cristo também nunca existiu.
    (Pelo menos esse Jesus Cristo da bíblia, já que o nome Chrestus era um nome comum na época naquela zona.)
    E confesso que me faz bastante espécie que pessoas intelientes e bem informadas ainda engulam esse engodo em pleno século XXI.

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