Diz-se vermelho ou encarnado?

“(…) My dear (…), already out of bed? (…)”

“My dear darling, while we were asleep the wicked waked, and now they are forcing us to leave this delightful place.”

“What makes you think of wicked people, my treasure? I am sure we enjoyed the prettiest fete in the world last night – if it were not for the Latin words those gentlemen will put into our French.”

(…)

“You are such a learned woman! I am so vexed that I can’t sing your praises in verse.”

Catherine de Medici, pour Honore de Balzac

Dearest f. (disse bem, agora?), começou cedo hoje! I am so vexed, mas de facto não consigo vislumbrar a diferença entre dear e darling. Partilhando da dúvida existencial do Paulo Tunhas, tenho de reconhecer humildemente que V. Exa. sabe mesmo largo de inglês. Bem, my dear darling, como diria Balzac, esse que imortalizou a beleza intemporal da mulher, a fête foi boa, mas está na hora de abandonar this delightful place. Continue a escrever no seu belo inglês de Oxford, e não deixe os senhores aqui da pacóvia lusitânia estragar tão bela prosa – quase poesia – com as suas latin words. Embora lhe diga, chérie, que o inglês anda muito Blair, algo Bush também, très démodé, o que está mesmo a dar vem de Paris, je ne sais pas pourquoi. Pardon pour quelque chose, e continue a ser a leitora mais fiel do Insurgente, gostamos todos muito de a ter por cá, dá aqui ao blog um ar très chic, a malta baba-se e perdigota-se um pouco, é tudo malta do povo, tipo casaco do Rangel, gente mal vestida e um bocado rançosa (à excepção do Adolfo, esse anda sempre impecável), mas como o bom português, recebemos de coração aberto.

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15 pensamentos sobre “Diz-se vermelho ou encarnado?

  1. Quem desdenha quer comprar??? 😆

    A partir de agora temos que ter cuidado em utilizar correctamente expressões em inglês para não sermos mal interpretados… só de pensar que o RAF poderia estar a querer dizer “dearly beloved person” em vez de “loved and cherished”, é de bradar aos céus… sugiro um curso de inglês… avançado… para todos os insurgentes… ou a obrigação de falarmos em inglês na próxima AGI…

  2. Rodrigo Adão da Fonseca

    Caro João, caro André,
    Um putativo membro do clero e um acólito do S. José Maria a apelarem à poligamia, ou à coabitação? E eu a pensar que este era um blogue ortodoxo, com a chancela do Vaticano. Não sei o que vocês ouvem lá nos confessionários (já fizeste as cadeiras “Confessionários 1” e “Confessionários 2”?) mas, caro Noronha, neste particular, recomendo-te um daqueles iogurtes Adágio, que acalmam o espírito dos apóstolos de Cristo e ajudam a afastar ideias pecaminosas. Em qualquer caso, vê lá se sacas rápido o diploma, que estou ‘práqui’ cheio de pecados para desabafar, e dava-me jeito um padre liberal, para me atenuar a penitência. Não há por aí um Seminário tipo UnI?

  3. Rodrigo Adão da Fonseca

    Caro LT,

    «Quem desdenha quer comprar».

    Ai o car….! Tu também? Um homem já não pode aproveitar um dia de descompressão laboral na ressaca da OPA para fustigar a concorrência que o colectivo nos cai em cima? Vê lá se não levas com uma OPA em cima!

    «(…) ou a obrigação de falarmos em inglês na próxima AGI (…)»

    Acho perigoso. Dado o baixo nível do colectivo Insurgente – do qual sou o expoente máximo da brejeirice – corremos o risco de parecer uma claque do Manchester United.

  4. Rodrigo Adão da Fonseca

    Caro Jam,

    «Okay, você não sabe a diferença entre dear e darling e faz um post de regozijo?»

    Talvez o caro amigo possa ajudar-me, e explicar ao je (onde é que já li isto?) a diferença. Era uma caridade que me fazia, ensinar aqui ao povão sobre os aspectos mais sofisticados da língua inglesa.

  5. dava-me jeito um padre liberal

    Ó meu amigo, isso é o que prái não falta. Aliás, suspeito muito que o teu confessor… bom, não vale a pena estar práqui a pecar contra o 8.º Mandamento.

    P.S. Infelizmento a minha religião não permite não permite que tenha carreira eclesiática (por enquanto).

    P.S.2 Os anúncios da Adágio são publicidade enganosa. Aconselho duches frios.

  6. “Um homem já não pode aproveitar um dia de descompressão laboral na ressaca da OPA para fustigar a concorrência que o colectivo nos cai em cima?”

    O Colectivo não perdoa…

  7. “Ó meu amigo, isso é o que prái não falta.”

    Eu acho que o por aí não falta são padres socialistas (ou “liberais sociais”). Liberais mesmo infelizmente acho que há poucos…

  8. Meus caros,

    Na próxima AGI, falem na língua que quiserem. Voto por correspondência, a menos que mudem a data para um dia decente (em que esteja por cá).

    Abraços,
    RAF

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