Lecturers have voted unanimously to boycott government plans to tackle extremism on college campuses.
They had been asked to monitor and report suspicious behaviour amongst Muslim students.
But at the University and Colleges Union annual conference in Bournemouth, delegates rejected the move, saying it amounted to spying on students.
[…]
“Universities must remain safe spaces for lecturers and students to discuss and debate all sorts of ideas, including those that some people may consider challenging, offensive and even extreme.
“The last thing we need is people too frightened to discuss an issue because they fear some quasi-secret service will turn them in.”
Mês: Maio 2007
É para isto que serve o Estado
O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje um programa para garantir a meio milhão de pessoas – estudantes, professores e trabalhadores em formação – o acesso a preços reduzidos a um computador e à Internet de banda larga.
O CONTEXTO DAS CRUZADAS
Paul Stenhouse é australiano, padre católico, director da revista Annals Australasia, e eminente estudioso de temas relacionados com o Médio Oriente. Como historiador, Paul Stenhouse conhece profundamente o estado do mundo mediterrânico antes das Cruzadas. No seu artigo agora publicado no nosso suplemento, Portolani Special, o autor descreve a expansão dos árabes a seguir à fundação do Islão no século VII. O seu propósito é de repor a verdade histórica sobre este período, referido tantas vezes em tempos recentes, como uma época de coexistência pacifica entre o mundo cristão e o Islão.
Havia um tempo, ainda recente, quando o mundo cristão olhava as cruzadas como epopeias heróicas. Nas últimas décadas, porém, o multiculturalismo tem vindo a reescrever a história e transformou as Cruzadas numa série de aventuras imperialistas e expansionistas, e os agressores árabes em vítimas da rapacidade e cobiça dos reinos cristãos. Continue a ler “O CONTEXTO DAS CRUZADAS”
A oposição dos fatos
Em que pese a minha leve francofobia – devida ao burocratismo e ao “racionalismo”, bem como aos “filósofos” vanguardistas que este país envia ao mundo – tenho que admitir que os programas de debates franceses são os melhores. Aqui no Brasil, discordar de alguém é um ato de suprema incivilidade, punível com o ostracismo e os mesmos olhares que merecem o ovo da serpente. Mas já vi vários programas em que autores ouviram resenhas negativas ao vivo e responderam a elas, num clima de tensão natural mas jamais de incivilidade. A mesma coisa sucedeu na entrevista que Jean-Marie Le Pen concedeu à TV5 recentemente, que vi anteontem. Bem-humorado (nunca o tinha visto falar e, como todos, imaginava um sujeito nervosinho e sisudo), chegou mesmo a dar uma ótima resposta quando o entrevistador lhe perguntou quem seria a grande oposição a Sarkozy: “Os fatos. Se ele diz que vai fazer tudo isso mesmo, os fatos serão oposição suficiente.”
Mais bolsas, mais funcionários públicos
Eis um dos muitos artigos da Chronicle of Higher Education que eu gostaria de ler por inteiro. Infelizmente, ainda não tenho acesso… São estes capitalistas malditos que só pensam na mais-valia, em ganhar dinheiro e em explorar as pessoas. Que ousadia, escrever artigos importantes e querer cobrar por eles!
Replacing Student Loans With Grants Appears to Encourage More Graduates to Choose Public-Service Work
By PAUL BASKENAn initiative by a major university to replace loans with grants in the financial aid it offers to low-income students has led more of its graduates to choose public-service careers, a study found.
The study, funded by the private National Bureau of Economic Research, concluded that an extra $10,000 in student debt reduces the likelihood that a graduate will take a job in a nonprofit organization, government, or an educational field by about 5 to 6 percentage points.
Ota: interesses imobiliários
Artigo de opinião de Artur Rosa Teixeira no Pravda (via Ota Não):
[A] barraca à volta do aeroporto da Ota tem outros protagonistas. O Dr. António Costa, Ex-Ministro da Administração Interna e notável do núcleo duro do actual governo, após o anúncio da sua candidatura à Câmara Municipal de Lisboa, respondendo à pergunta se o aeroporto da Ota não iria prejudicar a capital do país, disse que não; pelo contrário, irá libertar os terrenos da Portela para a construção de uma grande urbanização… Depois não venham dizer que não há na questão do novo aeroporto grandes interesses imobiliários perfeitamente articulados. Dias depois, talvez por ter sido tão indiscreto, emendou de mão e declarou que em tais terrenos será desenvolvido um grande parque como o de Monsanto (!).
Greve geral: ajudar o primeiro-ministro
[Tendo] em conta que o Governo vive da imagem do Primeiro-Ministro, a imagem do Primeiro-Ministro vive da alimentação da ideia de que está sempre disposto a enfrentar o que for preciso, da ideia de que é um “animal feroz” que luta contra todos os privilégios, da ideia que nunca é amedrontado pelos protestos, de cada vez que a CGTP “sair à rua”, apenas alimenta essa imagem (falsa, diga-se de passagem) do Primeiro-Ministro.
Bruno Alves, no seu Desesperada Esperança.
Notas constitucionais (2)
Considerando o Artigo 13º da Constituição,
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.
pode um health club excluir gays?
Penso que sim. Relendo o citado Artigo podemos constatar que a exclusão do cliente gay não o prejudica ou priva de qualquer direito, dado que não existe o “direito de consumir”. Existe, sim, o direito de propriedade e do dono de qualquer estabelecimento comercial ter (ou deveria ter!) a liberdade de definir as regras do negócio – tal como o consumidor tem (ou deveria ter!) a liberdade de escolher comprar, ou não, o produto ou serviço oferecido.
Quem não concorda queira, por favor, exigir o fecho deste health club: Go Fit.
Desresponsabilização e chantagem
A Comissão Europeia acha que a industria alimentar é responsável pelo aumento da obesidade. Consequentemente dá-lhe três anos para se auto-regular (ie “voluntariamente” adoptar as medidas “sugeridas” pela Comissão”). Findo esse prazo, se não estiver satisfeita com os resultados (ie se os consumidores não alterarem os seus hábitos alimentares) ameça adoptar medidas coercivas. A bem da saúde dos consumidores a Comissão Europeia zela por nós.
PS: Com a confusão que parece grassar ultimamente, é provável que apareça alguém que defenda ser esta uma “medida liberal”.
Greve torta
A greve geral de ontem foi fraca. Carvalho da Silva deve ter ficado a perceber duas coisas: Primeiro, Sócrates tem o apoio de todos os que sentem que, caso este governo falhe, a alternativa será bem mais dolorosa. Um eventual fracasso deste governo levará, mais tarde ou mais cedo, a uma reforma mais profunda do funcionalismo público, a uma maior liberalização da lei laboral. Sócrates é hoje a maior garantia de quem, ou é de esquerda, ou ainda acredita no emprego para a vida. E são muitos. É muito interessante ler o ‘post’ do Filipe Moura. Em segundo lugar, a CGTP deve ter mais cuidado na marcação de greves gerais. Esta coisa de ter de olear a máquina sindical, por vezes, dá para o torto.