A extrema-direita e o Estado social 2

Um pouco para exemplificar o meu ponto de vista apresentado neste texto, é hoje noticiado no Público (pág. 18), o forte crescimento da Frente Nacional de Le Pen, na cidade francesa de Hénin-Beaumont. A crise económica que se abateu sobre a aquela localidade, durante muito tempo maioritariamente de extrema-esquerda, tem permitido a transferência dos seus eleitores para o colo da extrema-direita. Os slogans são o medo da globalização e da concorrência internacional, tão caros a uma certa esquerda. Notícias como esta são um aviso a quem, como o Rui Tavares, considera ser do eleitorado da direita moderada que vem o alimento dos partidos nacionalistas.

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3 pensamentos sobre “A extrema-direita e o Estado social 2

  1. 1. A Extrema Direita “clássica” (refiro-me ao Fascismo e ao Nazismo) tem a mesma génese que a Extrema Esquerda (BE e PCP). Ambas vão beber a sua inspiração a Marx, ambas se reclamam representantes dos trabalhadores, ambas defendem o Estado Social.

    2. Ao contrário do que o AAA julga, a verdade é que os imigrantes consomem efectivamente muitos dos recursos do “Estado Social”. Isto é por demais evidente e a sua demonstração é trivial. Aliás, basta lembrar que o candidato à Presidência da República Mário Soares afirmou que “Os imigrantes vêm para a Europa por causa da nossa Segurança Social”. É certamente porque beneficiam com isso. Basta ver que qualquer imigrante que chegue a Portugal e não tenha onde cair morto, mais cedo ou mais tarde o Estado arranja-lhe uma casa, se precisar de cuidados de Saúde pode ir aos hospitais públicos, etç. Em números, na Dinamarca por exemplo, os imigrantes contribuem com cerca de 4% para o bolo social e consomem mais de 40% desse bolo.

    3. O Modelo Social tal como o conhecemos está falido e precisa de uma imensa metamorfose se quiser sobreviver. Mas nessa altura será “Outro Modelo Social”. E isto não é por culpa da imigração, é motivado pelo desequilíbrio do modelo em si.

    4. É de todo natural que quem deseje salvar o Modelo Social, a primeira coisa em que pense é reduzir despesas. E naturalmente é natural assumir que quem deve beneficiar prioritariamente do Sistema é quem o paga.

    5. o Primeiro Ministro Britânico já afirmou qualquer coisa como “A partir de agora só receberemos imigrantes que venham constituir uma mais valia e dar um contributo válido para o país. Não aceitaremos mais imigrantes que venham apenas ser um peso para a Segurança Social”. O que aliás, é inteiramente sensato.

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