POLIGAMIA RECONHECIDA NO REINO UNIDO

O Reino Unido reconhece e recompensa famílias polígamas, revelou o Daily Mail.

Depois de vários anos de acusações e boatos o governo britânico finalmente admitiu que a poligamia existe e é compensada. Imigrantes muçulmanos com famílias polígamas não só podem entrar e ficar legalmente no Reino Unido, mas também recebem assistência social.

Pormenores em:

http://www.dailymail.co.uk/pages/live/articles/news/news.html?in_article_id=449221&in_page_id=1770&ito=1490

(Agradecimentos a Melanie Phillips por esta chamada de atenção)

Agora perguntamos: além da evidente injustiça de impor ao contribuinte britânico a responsabilidade de financiar um costume que não pertence à sua tradição, e ainda por cima sem o consultar, será que a poligamia seja, em si, uma prática indesejável? Será que nós ocidentais somos intolerantes, puritanos ou botas-de-elástico? Se as mulheres aceitarem a poligamia, qual o problema? Será que a monogamia é realmente superior e merece reconhecimento estatal como a única forma de casamento? Há quem pensa que não, invocando o facto que, na prática, muitos homens ocidentais praticam formas de poligamia informal através dos seus casos extra-matrimoniais.

Deixando de parte considerações de ordem moral e limitando o argumento às exigências de uma sã política social, devemos recordar dois factos aritméticos.

Primeiro, em condições normais nascem mais ou menos iguais números de rapazes e raparigas. (Com a descida da mortalidade infantil, mais rapazes agora sobrevivem até a idade adulta.) Segundo, para cada homem com duas mulheres, existe um homem sem mulher nenhuma.

Nas sociedades onde a poligamia é praticada de forma generalizada, só quem tenha posses pode se dar ao luxo de ser polígamo. Assim, é fatal a existência nesses países de largas camadas de homens sem qualquer esperança de arranjar uma parceira. O que talvez não acontecesse na Idade Média durante a expansão islâmica e a elevada mortalidade masculina típica das sociedades guerreiras.

O grande argumento político contra a poligamia é que a sua prática leva à permanente instabilidade social (além da instabilidade doméstica, consequência das rivalidades entre múltiplos herdeiros). A regra geral é que as sociedades que reconhecem a poligamia são ditaduras: só regimes autoritários são capazes de conter o permanente descontentamento de massas de jovens machos frustrados nos seus instintos mais primários. Estas condições são o pano de fundo que obriga o veu, a reclusão da mulher, a feroz punição de transgressões sexuais e a rigorosa censura.

É evidente que tais massas frustradas constituem terreno fértil para o recrutamento de terroristas. Talvez seja coincidência mas os dois principais países muçulmanos mais democráticos e pacíficos, a Tunísia e a Turquia, são países que baniram há bastante tempo a poligamia.

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3 pensamentos sobre “POLIGAMIA RECONHECIDA NO REINO UNIDO

  1. Há um romance extraordinário de Amin Maaluf que explora as consequências da diferença de natalidade masculina e feminina quando começam a faltar parceiras para milhares de jovens homens. O caos social, cultural e económico descrito é assustadoramente plausível. Aconselho.
    O livro é este: O século primeiro depois de Beatriz.

    http://www.fnac.pt/pt/Catalog/Detail.aspx?cIndex=0&catalog=livros&categoryN=Livros&category=literaturaLinguaPortuguesaHistorica&product=9789722902205

  2. Realmente faz-nos alguma diferença se há poligamia ? Quero lá saber…se alguém se casa com um/uma ou com sete é um problema de cada um deles e de mais ninguém.

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